Lula solto poderia tirar militares do controle, diz comandante do Exército: “Estávamos no limite”

Congresso em Foco – 12 Novembro 2018 Comandante das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Bôas se manifestou publicamente pela primeira vez depois que fez advertências, em redes sociais, na véspera do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus ao ex-presidente Lula. Na ocasião, o militar escreveu uma mensagem de “repúdio à impunidade” e que o Exército brasileiro “se mantém atento às suas missões institucionais”. A mensagem, lida no final do Jornal Nacional (TV Globo) daquele 3 de abril, soou como uma ameaça de ação militar em caso de soltura do presidente, que viria a ser preso quatro dias depois, em 7 de abril. A reportagem é publicada por Congresso em Foco,11-11-2018, a partir da entrevista do general Eduardo Villas Bôas à Folha de S.Paulo.

Turkson denuncia que há bispos que “boicotam” o magistério de Francisco sobre a Casa Comum

Reitor da Universidade Católica da Costa Rica: “O Papa propõe unir a família humana para o desenvolvimento sustentável”   C.D./EFE, 9/11/2018 Texto e Fotos: Periodista digital Tradução: Orlando Almeida Na Foto: Cardeal Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral A situação climática é crítica e as promessas feitas durante a COP 21, em Paris, não foram mantidas Padre Lombardi: “‘Laudato si’ é um manifesto para chamar à mobilização social”

Contradições preocupam entorno de Bolsonaro, mas não afetam campanha permanente no WhatsApp

  Afonso Benites – 09/11/2018 – Foto: Os Divergentes  Por três meses, um grupo de 50 pessoas esboçou um plano de Governo para Jair Bolsonaro (PSL). Coordenado pelo general Augusto Heleno, os especialistas em diversas áreas tentaram detalhar dados para que, caso eleito, o capitão reformado pudesse tomar as decisões da maneira mais célere possível já no período da transição governamental. O plano, no entanto, parece ter subestimado a sanha de políticos e aliados por cargos, as reações que parte da sociedade civil com relação aos cortes de determinados ministérios e com as falas do futuro presidente que estremeceram as relações com países árabes e a China. A reportagem é de Afonso Benites, publicada por El País, 08-11-2018.

O PASSADO GARIMPEIRO DE BOLSONARO – E O PERIGO QUE ESSA PAIXÃO REPRESENTA PARA A AMAZÔNIA

No passado, Bolsonaro e o pai tentaram a sorte como garimpeiros em Serra Pelada Amanda Audi – 5/11/2018 – Ilustração: Rodrigo Bento EM MOMENTOS DE folga, Jair Bolsonaro costuma estacionar perto de algum rio, arregaçar a barra da calça e entrar na água. Leva junto um jogo de peneiras e uma bateia, recipiente com fundo cônico usado para revolver água e cascalho, que carrega no carro. Ele vai em busca de ouro. “Sempre que possível eu paro num canto qualquer para dar uma faiscada”, disse ele em um vídeo que gravou para garimpeiros, de julho deste ano. “Faiscar” é o ato de procurar metais preciosos. Ele já expressou algumas vezes que “garimpo é um vício, está no sangue” – apesar de não ter permissão para isso. Não é à toa que Bolsonaro é entusiasta da atividade: o garimpo já ajudou no sustento da família. Seu pai, Percy Geraldo Bolsonaro, foi um dos garimpeiros de Serra Pelada. O próprio Jair esteve lá, como o próprio presidente eleito afirmou no vídeo citado acima. Os representantes do clã Bolsonaro se juntaram aos mais de 100 mil garimpeiros que buscavam fortuna fácil na selva do Pará nos anos 80. Mais de 56 toneladas do metal precioso foram encontrados na região. ‘O garimpeiro é um ser humano e não pode continuar sendo tratado como algo de terceira ou quarta categoria.’ Eleito presidente, Bolsonaro sinaliza que irá ceder aos apelos dos garimpeiros, diminuindo restrições ambientais e liberando o garimpo em terras indígenas ou quilombolas. Ele também disse que quer flexibilizar a legislação que regula a exploração econômica de áreas verdes preservadas, como na Amazônia. Garimpeiros que ainda hoje vivem na região de Serra Pelada dizem que o pai de Jair, que atuava como dentista protético sem diploma no interior de São Paulo, foi garimpeiro no começo da década de 1980, no auge da corrida do ouro. “O povo mais antigo lembra do pai do Bolsonaro por aqui, já faz muito tempo. Agora recentemente um dos filhos dele veio nos visitar durante a campanha”, me disse José Henrique Botelho Marques, 62, um dos diretores da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada, que representa cerca de 40 mil garimpeiros. Marques se mudou do Maranhão para Serra Pelada em 1982, após ouvir falar das facilidades em encontrar metais valiosos no local. Ele calcula ter recolhido cerca de um quilo de ouro em um ano – o equivalente a R$ 148 mil em valores atuais. “Isso foi pouco. Imagina quem pegou uma tonelada, 700 quilos…”, compara.   Em abril de 1982, mais de 20 mil homens trabalham no garimpo de Serra Pelada. – Foto: Luiz Novaes/Folhapress   Em julho, Jair Bolsonaro recebeu em mãos um abaixo-assinado de mais de 500 garimpeiros de Serra Pelada, que pedem o fim das restrições ambientais que proíbem o trabalho de garimpo mecanizado em uma área de 100 hectares que compreende a antiga mina. Os signatários sonham com a possibilidade de uma nova corrida pelo ouro e acreditam que a antiga mina, submersa desde 1992, ainda guarda toneladas do minério e seus derivados abaixo de 190 metros de profundidade. De acordo com a Cooperativa dos garimpeiros, o máximo alcançado até agora foram 150 metros. “O garimpeiro é um ser humano e não poder continuar sendo tratado como algo de terceira ou quarta categoria. Se Deus quiser, vamos buscar meios para que vocês possam trabalhar com dignidade e com segurança”, disse Bolsonaro ao receber o abaixo-assinado. É impossível precisar o número de garimpeiros que atuam de modo ilegal no país – a estimativa é entre 80 mil e 800 mil. Eles se concentram em regiões ermas, em terras indígenas preservadas, muitas vezes só acessíveis por helicóptero ou barco. A atividade clandestina destrói a vegetação e os rios. Um relatório recente da Polícia Federal mostrou que o garimpo de ouro no Pará despeja o equivalente a um desastre do Rio Doce a cada 11 anos. ‘O que seria do Brasil sem os bandeirantes que exploraram os diamantes?’ O mercúrio (usado no garimpo para “grudar” partículas de ouro) contamina águas e peixes por milhares de anos e causa uma série de doenças. O último levantamento sobre o assunto mostra que até 160 toneladas de mercúrio foram emitidos à atmosfera apenas em 2016. O Ibama se esforça para combater os garimpos ilegais, colocando fogo em máquinas e destruindo pistas de pouso ilegais. Mas a tarefa parece infinita. Só neste ano, agentes do instituto realizaram ao menos três grandes operações de combate ao garimpo ilegal. Uma na Terra Indígena Tenharim do Igarapé Preto, no Amazonas, outra na Terra Indígena Munduruku, no Pará, e uma terceira na Terra Indígena Ianomâmi, em Roraima. O Exército, inclusive, instalou bases fixas de vigilância ao garimpo no local, na fronteira com a Venezuela. Outra promessa de Bolsonaro, a de unir os ministério do Meio Ambiente e da Agricultura, pode dificultar as ações e aumentar os conflitos. Em várias ocasiões, Bolsonaro já disse que as riquezas minerais devem ser liberadas para extração pelos brasileiros. “O que seria do Brasil sem os bandeirantes que exploraram os diamantes? Teríamos um terço do território atual se não fossem eles. É preciso parar de tratar o garimpeiro como bandido no Brasil”, já afirmou. A associação de garimpeiros levou suas demandas apenas a Bolsonaro. Segundo Marques, houve tentativas de diálogo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele não cedeu aos apelos. Por isso, o petista Fernando Haddad nem foi procurado. Por causa da receptividade à causa, Bolsonaro é idolatrado em Curionópolis, cidade que abriga Serra Pelada. Algumas montagens na internet alteram o nome da cidade para “Bolsonópolis”, como uma brincadeira. Moradores de um bairro sem asfaltamento fizeram uma vaquinha para instalar um outdoor em apoio a ele. Esperam que, no governo do militar, a bonança volte a reinar.   Foto: Reprodução/Facebook “Ambição e imaturidade” Um kit para garimpo, como o usado por Bolsonaro, é vendido por R$ 310 no Mercado Livre. Se tiver sorte e achar três gramas de ouro, o equivalente ao peso de uma moeda de um centavo, já se paga o kit e ainda sobram R$ 134. A cotação do ouro em 1° de novembro estava em R$ 148 o grama. A atividade garimpeira é tida por muita gente como promessa de dinheiro fácil e rápido. A

Produtores de soja agem com truculência e tentam impedir comissariado de realizar reunião com comunidade indígena durante visita da CIDH a Santarém (PA)

  CPT Santarém e CPT Itaituba – 07/11/2018 – Foto: viomundo Durante a visita à aldeia Açaizal, Território Munduruku do Planalto, a equipe da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi interpelada de forma intimidatória e ameaçadora por representantes dos produtores de soja do Planalto Santareno, que tentaram impedir a realização da reunião com o povo indígena e expulsar o comissariado da região.  Com a ocorrência deste fato, ficou evidente à CIDH e a todas as organizações e movimentos populares presentes na visita, a situação de grave conflito e violência promovida pelos setores ligados ao agronegócio, que historicamente atuam no sentido da apropriação e pilhagem das terras e territórios dos povos tradicionais, originários, e dos povos do campo do Oeste do Pará em geral. 

Os Super-Heróis da Política Nacional

André Grandi – 07/11/2018 Imagem: legiaodosherois.uol.com.br Este ano tivemos a surpresa de conhecer pessoas que se denominaram os salvadores da pátria e super-heróis da nação.  Políticos, ops… novatos que surgiram do nada e de repente, nossa ! – Vejam lá no céu ! Quem está vindo?  É um pássaro? É um avião? Não. É o super-homem!  

‘Musa do veneno’, deputada Tereza Cristina recebe doações de empresários ligados a agrotóxicos

A deputada Tereza Cristina foi anunciada por Bolsonaro nesta quarta-feira (7) para o Ministério da Agricultura.     Daniel Camargos | 26/09/18 Foto: Tereza Cristina, aclamada pelos Ruralistas como a Musa do Veneno / MS News Entre os financiadores de campanha da deputada, que é líder da bancada ruralista, estão empresários rurais com interesses na mudança na lei para flexibilizar a aprovação de agrotóxicos – uma das bandeiras da parlamentar. A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) recebeu doações de executivos diretamente ligados aos agrotóxicos na sua campanha de reeleição para o Legislativo.

Educação, o primeiro ‘front’ da guerra cultural do Governo Bolsonaro

  A equipe de Bolsonaro explicita bem suas prioridades em Educação. Aponta que “um dos maiores males atuais é a forte doutrinação” e promete “expurgar a ideologia de Paulo Freire”, o patrono da educação brasileira, Breiller Pires – 05 Novembro 2018 Alunos formam fila em colégio da Polícia Militar em Porto Velho / Daiane Mendonça Secom/Rondônia Adepta do Escola sem Partido, futura gestão cogita revisionismo sobre a ditadura, além de incentivar vigilância a professores para “expurgar Paulo Freire das escolas. A reportagem é de Breiller Pires, publicada por El País, 05-11-2018.

Paquistanesa Asia Bibi tem futuro incerto apesar de absolvição

Grupos islâmicos protestaram contra a anulação de pena de morte de cristã condenada por blasfêmia ao Islã.     Por France Presse  03/11/2018  Cristã Asia Bibi, que foi condenada à morte em 2010, em foto de arquivo. Pena foi suspensa nesta quarta-feira (31) — Foto: Associated Press O futuro da paquistanesa Asia Bibi era incerto neste sábado (3), após a apresentação de um requerimento contra a sua absolvição por blasfêmia contra o Islã, e que seu advogado abandonou o Paquistão alegando temer por sua vida. A libertação, que parecia iminente, desta cristã condenada à morte em 2010 está em um impasse. Na noite da véspera, autoridades e manifestantes islamitas que paralisavam o país há três dias chegaram a um acordo polêmico.

“O Brasil vai ter de jogar uma coisa muito difícil em democracia, que é manter a memória”. Entrevista com Boaventura de Sousa Santo

Camilo Soldado – 04/11/2018 Antes do  primeiro turno das eleições brasileiras, visitou Lula na prisão, onde encontrou um policial que tinha lido os seus livros. O Brasil preocupa-o. Portugal deixa-o otimista. A “inovação” portuguesa tem todas as condições para se repetir, entende. Sobre os críticos, diz que apenas o insultam, mas que não discutem as suas ideias. “No fundo, a mediocridade grandiloquente é muito grande em Portugal”