“PODEMOS VIVER UM ULTRANEOLIBERALISMO, SOB UMA DITADURA E COM RESPALDO ELEITORAL”, ALERTA RICARDO ANTUNES 

A educação pública é a menina dos olhos do capital corporativo global, diz Ricardo Antunes InformANDES, 09/10/2018 – Foto: Antonio Perri –  ADUPA  Em entrevista ao ANDES-SN, o sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes, fala de algumas das questões abordadas em sua última obra “O privilégio da servidão”, que traz um retrato detalhado da classe trabalhadora hoje, com suas principais tendências e as mudanças na configuração trabalhistas. Entre várias reflexões sobre os ataques aos trabalhadores, Antunes faz um alerta. “Estamos na iminência de termos um ultra neoliberalismo, com fascismo, comandado por uma figura farsesca que usa farda. Talvez a gente viva agora o pior momento das universidades públicas se essa tragédia se consubstanciar. Espero que isso não venha a ocorrer, se não entraremos em uma fase mais difícil que na ditadura militar, mais difícil que o neoliberalismo dos anos 90 pra cá. Porque agora seria uma combinação nefasta de ultra neoliberalismo com uma ditadura militar sem limites e com respaldo eleitoral”.

“O poder do mercado é abuso de poder”. Entrevista com Joseph Stiglitz

   Álvaro Guzmán Bastida, Ignasi Gozalo Salellas e Héctor Muniente Sariñena. 17/11/2018 O mundo parece decidido a deixar Joseph Stiglitz fora do jogo. Após assessorar o governo Bill Clinton e liderar o Banco Mundial em meados e fins dos anos 1990 e de ganhar um Prêmio Nobel em 2001, o economista da Universidade de Columbia passou a ser um dos críticos mais agudos tanto do abandono da classe trabalhadora, por parte do Partido Democrata, como – de maneira chave – das desigualdades e desequilíbrios de poder originados pela globalização nos países do Sul.

O neto de Jango que hoje é doutor na Rocinha pelo programa ‘Mais Médicos’

João Marcelo Goulart estudou em Cuba para se dedicar à medicina da família no Brasil Um artigo de 2015, mas cheio de atualidade, na triste “novela” do ataque de Bolsonaro e da classe médica aos médicos cubanos, presentes e atuantes e respeitados em cerca de 66 países do mundo   FELIPE BETIM –   10/11/2015 Foto: O médico Joao Marcelo Viera Goulart / VICTOR MORIYAMA “Você já conhece o João, o nosso João, que tá aqui pelo programa Mais Médicos?”, indaga a enfermeira Maria Helena Carneiro de Carvalho. O doutor João Marcelo Viera Goulart, de 26 anos, atende seus pacientes em uma pequena sala do primeiro andar do recém reformado edifício do Centro Municipal de Saúde Dr. Albert Sabin, do qual a enfermeira Maria Helena é diretora. Trabalha de oito da manhã às cinco da tarde neste centro, que é voltado para a atenção primária, ao lado de outros médicos, enfermeiros e agentes comunitários —muitos já velhos de guerra— para garantir a saúde básica dos milhares de moradores da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Referência no exterior, Brasil não faz dever de casa na área ambiental

  Daniele Bragança – 17 Novembro 2018 Foto: Parque Nacional da Tijuca, no Rio. /  Peterson de Almeida/Wikipédia.  O país que guarda a maior biodiversidade do mundo vive uma dualidade: por um lado é protagonista nos acordos ambientais internacionais, com posição de destaque nas mesas de negociações e referência para outros países. Por outro, possui uma estrutura governamental frágil para atender aos desafios de gerir tamanho patrimônio. A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por ((o)) eco, 11-11-2018.

Escolha de Ernesto Araújo para chanceler põe em risco liderança ambiental brasileira

Observatório do Clima – 16 Novembro 2018  “É estarrecedora a escolha do embaixador Ernesto Araújo como ministro de Relações Exteriores. Sua nomeação contraria uma longa tradição da política externa brasileira e traz o risco de tornar o Brasil um anão diplomático e um pária global. O radicalismo ideológico manifesto nos escritos do futuro ministro cria, ainda, uma ameaça para o planeta, ao negar a mudança do clima e, presumivelmente, os esforços internacionais para combatê-la”, afirma a nota da coordenação do Observatório do Clima, 15-11-2018.

Na democracia há regras, independente do resultado das eleições

Jonas Jorge da Silva | 15/11/2018 – Imagem: focadoemvoce.com O sociólogo Rudá Ricci é um ferrenho defensor das regras democráticas. Foge da armadilha de que na democracia se pode tudo, de que a liberdade é total, como alguns são tentados a pensar. Ao contrário, em um regime democrático há limites e regras que devem ser respeitados em favor da convivência democrática. “Nossa preocupação central não é com o governo eleito”, referindo-se à vitória de Jair Bolsonaro, mas “com os grupos de extrema-direita que, a partir desta eleição, foram encorajados a agir com violência contra as minorias”, ressaltou Ricci. Essas e outras reflexões foram apresentadas durante o debate O Brasil que sai das urnas, promovido pelo CEPAT, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na noite de terça-feira, 13 de novembro, em Curitiba-PR.

Brasil, Bolsonaro e a teologia da prosperidade

Giacomo Salvarani – 13 Novembro 2018 “A classe média, em que impera um forte ressentimento pelas políticas do PT representa, portanto, o principal interlocutor tanto de Bolsonaro quanto da comunidade evangélica como aquela de Macedo, que oferecem uma visão de mundo individualista, para a qual o bem-estar pessoal vem antes do bem comum“, analisa Giacomo Salvarani, professor do Departamento de História da Universidade de Bolonha, em artigo publicado por Settimana News, 12-11-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Deus nos livre do deus do presidente

Jacques Távora Alfonsin – 13/11/2018 Foto:  IHU-WilsonDias . AgBr “Caricaturas de Deus não faltam, portanto, e a chance de se autoafirmarem como divindade constitui uma tentação de difícil resistência, conforme o uso com que se possa contar com elas. Explorar a imagem de Deus para colocá-lo acima de tudo, como prega o presidente eleito, não está fácil saber a quem ele se refere”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Centrais anunciam propostas e atos para barrar a reforma da Previdência

Tatiana Merlin – 13/11/2018 / Foto: Roberto Parizotti – CUT  Contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, CUT e demais centrais lançaram, nesta segunda-feira, documento com princípios gerais que garantem a universalidade e o futuro da Previdência e da Seguridade Social. A reportagem é de Tatiana Merlin, publicada por Central Única dos Trabalhadores – CUT, 12-11-2018.