A “sabedoria” das agências

A S&P rebaixou a nota de risco do Brasil ancorada em uma opinião arbitrária por Delfim Netto — publicado 30/03/2014 Nada leva a crer que as “agências de risco” sejam hoje mais “sábias” do que eram em 2008, quando não foram capazes de antecipar (nem para seus clientes) a tempestade que se armava na economia mundial, em decorrência da patifaria que grassava com sua convivência nos mercados financeiros.

A Petrobras e a falácia da austeridade fiscal

Jaciara Itaim – Carta Maior  O caso da Petrobras retira o véu da disparidade com que são tratadas as verbas públicas. Quando se trata do mundo dos negócios, o céu é o limite. Muito tem sido comentado, ao longo dos últimos dias, a respeito dos inúmeros equívocos cometidos pelos dirigentes da Petrobrás no “affaire” associado à compra da destilaria em Pasadena, nos EUA.

O golpe e a construção da dependência financeira brasileira.

Entrevista especial com Fábio Antonio de Campos  Terça, 01 de abril de 2014   “A ditadura serviu para garantir a expansão da industrialização pesada dinamizada pelo capital internacional em proveito dos diferenciais do mercado interno, estabelecidos pela elevada concentração de renda que garantia a valorização à custa da superexploração do trabalho”, avalia o economista.

Empresários que apoiaram o golpe de 64 construíram grandes fortunas

Com mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo sobre os empresários e o golpe de 64 e em fase de conclusão do doutorado sobre os empresários e a Constituição de 1988, o professor Fabio Venturini esmiuçou os detalhes de “como a economia nacional foi colocada em função das grandes corporações nacionais, ligadas às corporações internacionais e o Estado funcionando como grande financiador e impulsionador deste desenvolvimento, desviando de forma legalizada — com leis feitas para isso — o dinheiro público para a atividade empresarial privada”.

Silêncio de militares não é compatível com a democracia

“É surpreendente que, 50 anos depois do golpe, as Forças Armadas ainda tratem os crimes da ditadura como um segredo de Estado”, diz. Professora da PUC-Rio, ela é coautora da entrevista histórica em que o presidente Ernesto Geisel (1907-1996) disse que a tortura “em certos casos torna-se necessária para obter confissões”. Uma das principais pesquisadoras da era Vargas e da ditadura militar, a cientista política Maria Celina D’Araújo critica o silêncio das Forças Armadas sobre os crimes da ditadura de 1964. A entrevista é de Bernardo Mello Franco, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 23-03-2014.

‘A partir de d. Paulo mudou tudo’, diz Frei Betto sobre apoio da Igreja ao golpe

No primeiro momento, a Igreja Católica e outras organizações religiosas apoiaram o golpe militar de 1964. Alguns religiosos, como o então cardeal de São Paulo d. Agnelo Rossi, chegaram a encobrir torturas e outras atrocidades. Foi só com o passar do tempo, o surgimento de denúncias rotineiras sobre desrespeitos aos direitos humanos e a caracterização cada vez mais clara do regime como uma ditadura, que a Igreja mudou de lado e passou a ser um dos pilares na defesa da democracia. A opinião é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, testemunha e personagem desta história.

Tortura: missão cumprida

Muitos artistas quando se mandaram para o exílio deixaram composições atemporais, como Aquele Abraço (Gilberto Gil), London London (Caetano Veloso) e Samba de Orly (Chico Buarque): “Vai, meu irmão, pega esse avião, você tem razão de correr assim…” Outras relatavam o que acontecia por aqui para os que estavam por lá, como O Bêbado e Equilibrista (João Bosco), que homenageava Clarice Herzog e todas as Marias: “Que sonha com a volta do irmão do Henfil, com tanta gente que partiu, num rabo de foguete. Chora, a nossa Pátria mãe gentil, choram Marias e Clarices, no solo do Brasil…”

Aprovado o Marco Civil da Internet

  Com marco civil da internet, Brasil vira referência mundial em democratização da rede. A aprovação do projeto coroa a vitória do governo que, para aprová-lo sem alterar sua essência, enfrentou a maior crise de relacionamento com a base aliada