Brasil tenta explicar a morte de Teori com mais teorias do que fatos
País se transformou numa usina de informações questionáveis, que sugerem que o juiz do STF foi assassinado numa sofisticada conspiração Tom C. Avendaño – 21 JAN 2017 Foto: Presidente Michel Temer fala com Francisco Zavascki, filho do juiz do STF Teori Zavascki no velorio dele DIEGO VARA REUTERS. Viralizou também o trecho de uma conversa, gravada pela Justiça em 2016, em que dois senadores se queixam de que Zavascki estava distante demais da esfera política para que eles pudessem impedir a sangria de processos que provoca entre os partidos (Zavascki era famoso por se afastar de qualquer ingerência). Outros argumentam que, em 3 de janeiro, num site com fotos de aviões, houve 1.885 consultas à imagem de uma aeronave semelhante à do acidente (a causa é desconhecida).
Corrupção ou traição?
Cadê o Marechal Lott, para garantir a constituição, hoje? Pedro Augusto Pinho* – 01/01/2017 Foto: Eu sou Joaquim, mas pode me chamar de Sérgio (Crédito: GGN) O Conversa Afiada reproduz artigo de Pedro Augusto Pinho*: Com um mínimo de reflexão, talvez passássemos a entender a ação dos impérios, as farsa das propagandas nos veículos de comunicação de massa e a atuação deletéria de vários homens públicos, reduzindo nosso Brasil a uma eterna colônia de escravos. Não é em seu bolso que metem a mão, é em seu cérebro, pobre brasileiro que ainda acredita no perigo comunista e no surgimento de um salvador.
2016: o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro
Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. Leonardo Boff “Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas. Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.”
O golpe entra em seu último ato
Milly Lacombe – 28/12/2016 Fotos: da internet “Temer, bastante eficiente até aqui, precisa sair a partir de 1 de janeiro, e nem um dia antes porque isso levaria a eleições diretas. Se cair depois de 1 de janeiro teremos eleições indiretas, e é com elas que o golpe baixa suas mofadas cortinas e, oficialmente, nos sequestra por tempo indeterminado. Então, a mesma mídia corporativa que elevou Temer à condição de salvador agora começa a desferir socos um pouco mais fortes expondo o homem pelo que ele é.”
Abismo Institucional Nº 1 – O estranho telefonema de Cármen Lúcia a Temer para propor um pacto com Renan Calheiros
Ao que tudo indica, Temer fez uma revelação para intimidar Cármen Lúcia e o STF, tentando evitar uma decisão drástica contra Renan. Bajonas Teixeira, colunista de política d´O Cafezinho – 07-12-2016 “O presidente Michel Temer recebeu no domingo passado um “apelo institucional” da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para que transmitisse ao Poder Legislativo a solicitação de que não discutisse, nem votasse, o projeto que torna crime o abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público, porque isso poderia gerar uma grave crise entre os Poderes, com consequências imprevisíveis. Temer procurou no mesmo dia o presidente do Senado, Renan Calheiros, que, no entanto, manteve-se irredutível.”
Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil”
Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países Eduardo Miranda – 03/12/2016 Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional.
‘O Estado brasileiro parece desintegrar-se’
Chico Castro Jr.– 29/06/2016 Foto: Luiz Alberto Moniz Bandeira O historiador e cientista político baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira tem seu livro mais recente lançado no Brasil: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira), um amplo estudo do caótico cenário internacional. Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado. Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4, a homenagem é na Usp. Da Alemanha, onde vive, ele concedeu esta entrevista.
A Justiça no Brasil é caolha. O egoísmo da corte que corrói a nação
Entrevista: Fábio Konder Comparato João Vitor Santos–13/10/2016 Pensar noutro Brasil, numa nação mais igualitária requer uma primeira ação, capaz de inspirar todas as outras: abandonar o egoísmo. Essa é a perspectiva trazida pelo jurista Fábio Konder Comparato para de fato conceber um país onde o Estado Democrático de Direito vigore.
É saudável que os índices de participação nas eleições tenham caído; estranho seria o contrário”
Gabriel Brito – 04/10/2016 Passados dois meses da confirmação do impeachment de Dilma, as eleições municipais parecem ter referendado as previsões de diversos analistas: uma forte ressaca sobre o Partido dos Trabalhadores, avanço de partidos da direita tradicional quase por inércia, um pequeno crescimento da esquerda anticapitalista e, por fim, forte taxa de votos nulos, brancos e abstenções.
Nós Erramos
Frei Betto – 28/09/2016 “Em que baú envergonhado guardamos os autores que ensinam a analisar a realidade pela ótica libertadora dos oprimidos? Onde estão os núcleos de base, as comunidades populares, o senso crítico na arte e na fé? Por que abandonamos as periferias, tratamos os movimentos sociais como menos importantes e fechamos as escolas e os centros de formação de militantes?