A inspiração de Mandela e a crise aguda do petismo sem princípios

Tarso Genro – Segunda, 18 de julho de 2016  “É diferente sermos derrotados colaborando com os inimigos da democracia, que defendem tanto o ajuste como o autoritarismo golpista, de sermos derrotados resistindo e lançando sementes para o futuro. Porque a derrota era certa, em qualquer das hipóteses, e a melhor das escolhas seria fazer, do momento, uma ponte para o futuro: a hora – depois de duras provações durante os Governos Dilma – de abandonar a nossa dependência peemedebista e promover – no sítio mais agudo da crise – um momento de dignidade da política.

A indisponibilidade democrática, a violência e a criminalização dos movimentos sociais

“Os movimentos sociais se inserem de modo contraditório nos terrenos cortantes das disputas do campo jurídico”, diz o pesquisador. Patrícia Fachin – 13/07- Imagem: Portal MST A criminalização dos movimentos sociais “opera” no Brasil “através da deslegitimação de militantes, movimentos sociais e, em última instância, de suas pautas políticas”, e da “conversão narrativa de ‘militantes’ em ‘criminosos’ no sentido da produção de uma ilegitimidade para a participação democrática”, na qual “‘lutadores’ são redesenhados narrativamente como ‘criminosos’”, diz Roberto Efrem Filho à IHU On-Line na entrevista a seguir.

A escandalosa falta de ética no Brasil

Leonardo Boff –  16 de julho de 2016 “A Casa Grande e a Senzala são um nicho, produtor de falta de ética: pela relação desigual de senhor e de escravo. O ethos do senhor é profundamente anti-ético: ele pode dispor do outro como quiser, abusar sexualmente das escravas e vender seus filhos pequenos para que não tivessem apego a eles. Nada de mais cruel e anti-ético que isso” – escreve Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor

Professora da rede pública é afastada ao abordar Marx em sala de aula

Caso fomenta o debate sobre o projeto “Escola sem partido”, discutido nacionalmente no Legislativo  Camilla Hoshino – Curitiba (PR), 08/07/2016   De acordo com a professora Gabriela, acusada pelo colunista Rodrigo Constantino de promover “doutrinação marxista”, ela estava incentivando os estudantes a compreender melhor os teóricos da sociologia, como Émile Durkheim, Karl Marx, Erving Goffman, entre outros autores previstos nas diretrizes curriculares. “Íamos começar a estudar Max Weber”, conta. Após a repercussão do vídeo, Gabriela foi afastada pela diretoria do colégio, que alegou exposição dos alunos e “difamação” da instituição.

Denúncia Grave: STF está envolvido no golpe, afirma professor de Direito Público da Unb

Por Marco Weissheimer do Sul21 –  29/05/2016 Em dezembro de 2015, Marcelo da Costa Pinto Neves, professor titular de Direito Público da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e visiting scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Yale (EUA), divulgou um parecer classificando o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, acolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), como “inconsistente e frágil, baseando-se em impressões subjetivas e alegações vagas”.

O golpe visto de fora

Emir Sader – 6 de Julho de 2016 No começo da crise, a mídia internacional simplesmente reproduzia o que dizia a imprensa brasileira. Era uma espécie de continuidade da operação de desconstrução da imagem do Brasil de Lula, iniciada com as manifestações de 2013. Por ela, o Brasil deixava de ser o país que combatia radicalmente a fome e a desigualdade para ser o país da corrupção.

O ‘generoso’ Temer pré-impeachment concede bondades em meio ao ajuste fiscal

Afonso Benites – 01 de julho de 2016 Em menos de dois meses o Governo Michel Temer (PMDB) terá de superar o seu principal desafio: o de de deixar de ser interino com a votação final do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) pelo Senado Federal. Para ganhar o apoio necessário, o peemedebista tem se desdobrado. Por um lado, patrocina bondades que vão consumir 125 bilhões de reais do caixa do Governo com aumento a servidores públicos, beneficiários do Bolsa Família e renegociação de dívidas dos governadores.

Lei Rouanet e os segredos da Globo

Altamiro Borges – 28 de junho de 2016 Em mais uma operação cinematográfica, batizada de “Boca Livre”, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã de 28/06 acusadas de desvio de recursos públicos através das isenções fiscais previstas na Lei Rouanet. Segundo as investigações, o grupo mafioso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovar R$ 180 milhões em projetos “culturais”.