‘O país está entrando no pântano’, diz sociólogo Jessé de Souza

‘Quando você tira o presidente eleito pelo povo, o que foi que você fez? Mexeu no fundamento da ordem democrática inteira’, diz Jessé.  Helena Borges – 02 Setembro 2016   A semente do impeachment foi a onda de manifestações em junho de 2013, segundo o sociólogo Jessé de Souza [1]. “Se montou uma base de classe média, dizendo que era o povo”, observa, lembrando que “as classes que ascenderam não saíram à rua”. E diz que, com o impeachment, cria-se uma “pseudodemocracia”, que tem a aparência de uma democracia, mas a que falta seu principal fundamento: a soberania popular. A entrevista é publicada por The Intercept, 01-09-2016.

O outro golpe: tirano, permanente e crescente

 “Mercado de Terras Brasileiro: ‘Sem Fronteiras’ e com Muita Grilagem, é oferecido ao Capital Estrangeiro pelos Ruralistas. Jacques Távora Alfonsin – 01 Setembro 2016 “Desde quando o povo ouve falar em “reformas”, algumas até previstas na Constituição Federal? A agrária, a política, a urbana, a tributária, a das comunicações sociais? O número de mártires, caídos em defesa dessas mudanças, atesta a tranquilidade com que os verdadeiros poderes de fora do Estado, dos grandes grupos econômicos, dos grandes proprietários de terra e de empresas, dos Bancos, das transnacionais, sabem que elas serão permanentemente prorrogadas, se não esquecidas, por golpes praticados por esses mesmos grupos contra o povo, a cada ameaça de redução do seu poder de acumular, desequilibrar, desigualar, lucrar e prejudicar”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Carta pessoal do papa à presidente afastada Dilma Rousseff: a história do “golpe branco”

Luis Badilla – 22 Agosto 2016 A presidente do Brasil, momentaneamente suspensa do cargo à espera do julgamento político que terminará no próximo dia 29 de agosto, nessa quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa lotada no Palácio da Alvorada – onde ela reside temporariamente – admitiu ter recebido uma carta pessoal “não da Santa Sé“, mas do Papa Francisco. A governante, suspensa no dia 12 de maio passado, porém, ressaltou que, sendo uma carta privada, ela não tem nenhuma intenção de revelar o seu conteúdo.

Uma derrota judicial humilhante para a bancada ruralista

Jacqus Távora Alfonsin – 18 Agosto 2016 Na foto: Deputado Alceu Moreira (PMDB-RS),, presidente da CPMI Incra-Funai, determinou a quebra do sigilo bancário de pessoas jurídicas que organizam e prestam serviços ao povo indígena. Artigo-denúncia de Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Barroso rebate Gilmar: Lei da Ficha Limpa é sóbria

Michèlle Canes – 18 de Agosto de 2016 O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse nesta quinta-feira que a Lei da Ficha Limpa  “é uma lei sóbria”, em contrassenso ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes (também é ministro do Supremo.), que disse que a legislação “foi feita por bêbados”;

Temer e Serra atingidos. E agora?

Por Luis Nassif, no GGN – 10 de agosto de 2016  Vazadas pela Lava Jato, delações da Odebrecht atingem núcleo do governo ilegítimo. Procurador Janot terá de enfrentar enorme batalha, ou desnudar sua parcialidade. Mas atenção: seguem ilesos os verdadeiros beneficiários do golpe.

A vida depois do golpe

Teresa Cruvinel – 11/08/2016 Com a vitória da coalizão golpista na votação da pronúncia de Dilma como ré, só falta o juiz apitar:  fim de jogo, tudo dominado, o golpe prevaleceu. O que será feito até o final de agosto são jogos ilusórios: a carta de Dilma aos senadores e ao povo, apelos ao Supremo e a cortes internacionais, manifestações Fora Temer ignoradas e reprimidas. Tirar Dilma do cargo foi fácil como tomar doce de criança. Depois vem o pior, a restauração conservadora e autoritária.

De tempos em tempos a plutocracia brasileira tenta um golpe

Leonardo Boff – 07/08/2016  A plutocracia brasileira (os 71.440 milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios.