A preocupação com a verdade, com a democracia e com os pobres – Desafio para uma esquerda ética e não nominalista.

Por: Patricia Fachin |16/09/2016 “Não há uma saída para essa herança de quebradeira” e, portanto, no curto prazo, o programa de privatizações e concessões, ou seja, a “pauta de reformas” do governo Temer, “que são as mesmas que a Dilma estava tentando implementar”, será inevitável e “não tem como não fazê-las, porque o horizonte é que o Governo Federal passe a não pagar os servidores da União”, diz Giuseppe Cocco à IHU On-Line.

Ilações políticas da Lava Jato e Lula contra a parede: uma análise mais à esquerda da crise político-jurídica brasileira

Bruno Lima Rocha – 16 Setembro 2016  Foto: Dallagnol, o Procuradro . PPS, não tem Provas, mas tem Convicção! “Estar contra o golpe não significa aderir à defesa de Lula, Dilma e cia. Isto porque estar contra o golpe e mais à esquerda implica em lutar pela manutenção e ampliação dos direitos coletivos, assim como aprofundar o alinhamento do país com a América Latina e as relações Sul-Sul”.

Privatização do Aquífero Guarani, nossa reserva de água será da Coca-Cola ou Nestlé.

Este é mais um crime do governo de Michel Temer. Vamos aceitar? Por Redação do Correio do Brasil  – 22/08/2016 A sanha privatista do governo instalado após o golpe de Estado, em curso, atinge um dos segmentos mais estratégicos para o crescimento do país, segundo revelou um alto funcionário da Agência Nacional de Águas (ANA), em condição de anonimato, à reportagem do Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira, dia 5 de setembro. O Aquífero Guarani, reserva de água doce com mais de 1,2 milhão de km², deverá constar na lista de bens públicos privatizáveis, a exemplo das reservas de petróleo no pré-sal e da estatal federal de energia, Eletrobras.

Sobre vencedores e vencidos: uma reflexão oportuna e importuna

Ivone Gebara – 6 Setembro 2016 “Em tudo isso, ainda resta a contradição, o paradoxo, aquela experiência que nos mostra que no fundo todos nós somos menores que nossas vitórias e bem maiores que nossas derrotas. Todos nós somos de alguma maneira, vencidos e vencedores. Todos nós temos que recomeçar nossa busca comum de dignidade para além dos fracassos experimentados. Nosso futuro se chama hoje…”, escreve Ivone Gebara, religiosa, filósofa e teóloga. 

‘Se não houver invenção democrática, o rumo da burocracia, e mesmo do totalitarismo, é inelutável’

  Márcia Junges 09/09/2016 – Foto: Roberto Romano “A fragilíssima vida pública brasileira foi uma conquista de séculos, obtida contra o mando estatal português e depois o da corte no império. Movimentos rebeldes foram esmagados por espadas e baionetas, sob os canhões conduzidos por Caxias”. A reflexão é do filósofo Roberto Romano em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele acrescenta que, assim, “não existiu e não existe espaço público no Brasil para ser reinventado. Estamos ainda nas projeções de uma possível vida pública livre”.

  A igreja do diabo

No altar dos juros de 14,25% ao ano, a promessa de rentabilidade extraordinária aos capitais errantes Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo – 05/09/16  “Nos últimos meses, trovejaram condenações aos interesses corporativos de aposentados, trabalhadores e mães do Bolsa Família pelo “ataque” ao Orçamento público. Em 2015, o Orçamento original destinou 103 bilhões de reais ao Ministério da Educação, 121 bilhões ao da Saúde, 75 bilhões ao Desenvolvimento Social e 20 bilhões aos Transportes. Somados aos 86 bilhões do déficit da Previdência, os gastos chegariam a 405 bilhões. No mesmo ano, os recursos destinados ao pagamento de juros foram de 502 bilhões, quase 100 bilhões a mais que os Orçamentos elencados”, escrevem Luiz Gonza ga Belluzzo e Gabriel Galípolo, economistas, em artigo publicado por CARTA CAPITAL

  A inteligência impotente

Mino Carta –  05 de Setembro de 2016 “O impeachment de Dilma Rousseff leva a uma conclusão inevitável: um país que admite um golpe desta natureza carece de saúde mental”, escreve Mino Carta, jornalista, em artigo publicado por CartaCapital, 05-09-2016. Segundo ele, “está claro que o golpe de 2016 é infinitamente mais grave do que o de 1964”.

Golpe de 1964 e golpe de 2016: a mesma natureza de classe

Leonardo Boff – 05/09/2016 Ontem em 1964 e hoje em 2016, seja por via militar seja por via parlamentar, funciona a mesma lógica: as elites econômico-financeiras e a casta política conservadora praticam a rapinagem de grande parte da renda nacional (Jessé aponta 71.440 pessoas, apenas 0,05% da população) contra a vida e o bem-estar da maioria do povo, submetido à pobreza.

Os marajás do Judiciário e do MP, protagonistas do impeachment

Juízes e procuradores ganham fortunas, lutam por mais no Congresso e, diz sociólogo, insuflaram impeachment com ‘moralismo de ocasião’ André Barrocal  02/09/2016 – Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF  durante sessão de abertura do ano judiciário de 2016, em fevereiro Uma lei sancionada em julho por Michel Temer subiu em 41% os vencimentos dos funcionários do Judiciário e em 12%, os daqueles do MP. Um impacto estimado pelo Ministério do Planejamento de 2 bilhões de reais ao erário este ano. “A casta jurídica”, diz Souza, “consegue pornográfico aumento nos seus salários já nababescos, em meio à grave crise, e mostra todo o seu descaso e descolamento da realidade social vivida pelos outros cidadãos.”