Generais Santos Cruz e Santa Rosa: Brasil deve ficar neutro em conflito

Brasil é importante para somar sua voz à comunidade internacional que se manifesta pelo equilíbrio, pelo bom senso e pela desescalada do conflito. Chico Alves -Colunista do UOL – 05/01/2020  Foto: General Carlos Alberto dos Santos Cruz/ Imagem: UOL Depois do general Sérgio Etchegoyen comentar ao jornalista Tales Faria o ataque americano que matou o iraniano Qassim Suleimani, dois outros generais falaram à coluna sobre o assunto. Maynard Santa Rosa e Carlos Alberto dos Santos Cruz, ambos ex-integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro, defendem que o Brasil deve manter a neutralidade em relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Santos Cruz afirma, em texto enviado à coluna (leia a íntegra abaixo), que estimular a resolução pacífica dos confrontos é uma tradição brasileira. “Qualquer posicionamento, nesse caso, fora da neutralidade e imparcialidade é falta de noção de consequência e irresponsabilidade”, escreveu ele.

‘Governo virou República da caserna’, diz líder do DEM na Câmara

Vera Rosa – Brasília 04/03/2019 Foto: Elmar Nascimento, líder do DEM na CâmaraImagem / Reprodução O protagonismo dos militares no governo de Jair Bolsonaro está incomodando potenciais aliados. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA), o presidente precisa melhorar muito sua relação com o Congresso, se não quiser ter problemas em votações consideradas prioritárias, como a reforma da Previdência. “O governo saiu da política de sindicato e passou para a república da caserna”, afirmou o deputado, em uma referência ao número de militares no primeiro, segundo e terceiro escalões da máquina federal, em contraposição à quantidade de sindicalistas nas gestões petistas. Além de comandar a bancada do DEM, Elmar é líder do “blocão”, grupo que reúne 301 dos 513 deputados e ajudou a reconduzir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara. Na avaliação do deputado, Bolsonaro precisa chamar a classe política para ser “sócia” de seu projeto. Nesta entrevista, ele negou, porém, que isso signifique um toma lá, dá cá.

Governo Bolsonaro e o Vaticano – ‘Familiaridade aziaga com métodos empregados por governos totalitários’

O pedido de fazer com que funcionários do governo participem do Sínodo é patético. Além de demonstrar profunda ignorância  histórica, cultural e diplomática, parada na década de 30.  Roberto Romano – 12/02/2019 – Foto: Marcelo Camargo  -Agência Brasil A mente pouco iluminada dos que hoje deveriam comandar a diplomacia brasileira parou nos anos 30 do século 20. Quem no governo imagina conseguir vantagens políticas pressionando a Hierarquia Católica de modo vertical e por meio de um governo como o italiano, mostra familiaridade com os métodos empregados por governos totalitários no trato com o Vaticano. O episódio apenas evidencia o atraso histórico e cultural do governo Bolsonaro O comentário é de Roberto Romano, professor da Unicamp, publicado no Facebook, 11-02-2019.

CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS

Essa carta foi escrita pela Professora Márcia Friggi, do Estado de Santa Catarina. O texto é longo, mas vale a leitura. Marcia Friggi – 06/01/2018 Foto: VEJA.com  veja.abril.com.br Foto:  A ministra Damares Allves / semprefamilia.com.br Marcia Friggi publicou fotos com o rosto ensanguentado no Facebook. Agressões aconteceram dentro da diretoria de uma escola municipal em Indaial (SC). “Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende.”

Democracia ou nazifascimo

  Leonardo Boff, – 29/09/2018 . Imagem:IHU “Não temos alternativa senão unir-nos, para além dos interesses partidários, para salvar a democracia e não permitir que o Brasil seja no mundo inteiro considerado um pais politicamente pária”, escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.

Lula Liberto. Artigo de Jean Tible

Jean Tible – 14 Setembro 2018 Foto: Outras Palavras “Se Haddad vencer, as forças democráticas estão prontas? Os movimentos e coletivos recentes, e as organizações de esquerda, virarão a página do golpe?”, indaga Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 12-09-2018. Segundo ele, “a crise que já era grande se aprofundando numa situação que é perigosa, pois os atores não cabem mais nas instituições e não se vê nenhuma possibilidade imediata de transformação destas, abrindo espaços para saídas autoritárias”.

“Nós contra eles” e uma eleição “de inimigos”. Que efeitos terá o ataque a Bolsonaro?

A violência política, a crescer desde 2014, é cada vez mais visível no Brasil. E os efeitos do que aconteceu ao candidato de extrema-direita, esfaqueado num comício em Minas Gerais, são imprevisíveis.     MARIA JOÃO GUIMARÃES  -7 de Setembro de 2018 Foto: Partidários de Bolsonaro manifestam o seu apoio SEBASTIÃO MOREIRA/EPA Com um candidato no hospital a baralhar a campanha, e o tom da sua recta final, uma eleição que já era imprevisível, como disse Eliane Cantanhede, pode agora ficar “catatónica”.

Imagem de culpa criada pela mídia na América Latina preocupa Francisco

  Giovanna Costanti —  09/08/2018  Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa Para o papa, há tendência das pessoas terem que provar sua inocência contra um sistema que cria a culpa, conta jurista que visitou o pontífice. “O Papa considera que os retrocessos provocados pelo avanço das elites não são um problema só do Brasil. Para ele, a maior parte da América Latina vem enfrentando essa onda”

Um projeto naufragou. Mas como resgatar o país?

Paulo Kliass – 02/08/2018 Foto: Meireles, Temer e Alckmin / Blog da Canhota  Dois anos depois do golpe, direita tradicional patina. População percebe fracasso de seu programa. Mas reverter as medidas exigirá enorme esforço e sabedoria — nas eleições e depois. O artigo é de Paulo Kliass, doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal, publicado por Outras Palavras, 31-07-2018.