Brasil, uma semana para pensar a democracia

Manuel Carvalho – 2/10/2018 || Foto: HuffPost Brasil A ferida aberta no consenso democrático com essa manobra jamais curou e permanece aberta com o drama da escolha entre Bolsonaro e Haddad. Um e outro representam o extremo da fractura social e política do Brasil. Ganhe quem ganhar, nenhum terá a protecção do consenso nem do compromisso: terá de sobreviver ao ódio e ao ressentimento

Democracia ou nazifascimo

  Leonardo Boff, – 29/09/2018 . Imagem:IHU “Não temos alternativa senão unir-nos, para além dos interesses partidários, para salvar a democracia e não permitir que o Brasil seja no mundo inteiro considerado um pais politicamente pária”, escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.

Eleições no Brasil: a necessidade de encarar as complexidades do pleito e os ataques à democracia.

Entrevista especial com Clemente Ganz Lúcio   Por: Patricia Fachin | Edição: Ricardo Machado | 27 Setembro 2018 – Foto: Combate Racismo Ambiental O pleito de 2018 tem se desenrolado de uma maneira muito própria em relação aos anteriores. A avaliação é de Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –Dieese. “Isso tudo coloca em debate alternativas que são profundamente diferentes, sendo que algumas delas estão voltadas para uma restrição ao processo democrático, às liberdades individuais, aos direitos; isso é grave. Mas faz parte do processo democrático enfrentar esse debate”, pondera, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.

Guarda Civil invade centro de acolhida e agride padre Julio Lancelloti e moradores de rua

  Giovanna Costanti – 15 Setembro 2018 Foto: Carta Capital – No momento do ocorrido, havia aproximadamente 30 funcionários e 400 pessoas em situação de rua acolhidas, dentre elas jovens, crianças e mulheres  O tumulto começou quando guardas tentaram recolher pertences. ‘Eles bateram com cassetete e cuspiram, inclusive em mim’, conta Padre Júlio Lancellotti. A reportagem é de Giovanna Costanti, publicada por CartaCapital, 14-09-2018.

Lula Liberto. Artigo de Jean Tible

Jean Tible – 14 Setembro 2018 Foto: Outras Palavras “Se Haddad vencer, as forças democráticas estão prontas? Os movimentos e coletivos recentes, e as organizações de esquerda, virarão a página do golpe?”, indaga Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 12-09-2018. Segundo ele, “a crise que já era grande se aprofundando numa situação que é perigosa, pois os atores não cabem mais nas instituições e não se vê nenhuma possibilidade imediata de transformação destas, abrindo espaços para saídas autoritárias”.

A visão apocalíptica do ‘Le Monde’ sobre o Brasil

Juan Arías – 12 Setembro 2018 Foto: Apoiadores de Jair Bolsonaro no domingo, 9 de setembro, em uma manifestação em Copacabana, Rio de Janeiro /  Antonio Lacerda EFE  Jornal francês afirma que o país “parece ter perdido o controle de seu destino”. É, acrescenta, “uma nação que se sente abandonada”. O comentário é de Juan Arias, publicado por El País, 11-09-2018.

‘O PSDB é um dos grandes derrotados do golpe de 2016’, diz cientista político

Rede Brasil Atual – 12 /09/2018 Foto: Geraldo Alckmin e o o entrevistado, Vítor Matchetti  Professor de UFABC,Vitor Marchetti também acredita que Ciro Gomes e Fernando Haddad farão a disputa de quem vai para o segundo turno da eleição contra Jair Bolsonaro. Os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, divulgados pelos institutos Ibope e Datafolha na noite de segunda-feira (10), foram objeto da análise do professor e cientista político da Universidade Federal do ABC (UFABC) Vitor Marchetti, em entrevista concedida aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.

Profissionais da violência

A reação de Mourão, o vice “faca na caveira” de Bolsonaro, aponta como o Brasil será governado em caso de vitória da chapa de extrema direita ELIANE BRUM –  11 SET 2018  Foto: Bolsonaro e o General Hamilton Mourão.RAFAEL HUPSEL FOLHAPRESS “Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”. A frase é do general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). Foi dita à revista Crusoé, após o ataque à faca contra o candidato na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de setembro. É uma frase para se prestar toda atenção.

“Nós contra eles” e uma eleição “de inimigos”. Que efeitos terá o ataque a Bolsonaro?

A violência política, a crescer desde 2014, é cada vez mais visível no Brasil. E os efeitos do que aconteceu ao candidato de extrema-direita, esfaqueado num comício em Minas Gerais, são imprevisíveis.     MARIA JOÃO GUIMARÃES  -7 de Setembro de 2018 Foto: Partidários de Bolsonaro manifestam o seu apoio SEBASTIÃO MOREIRA/EPA Com um candidato no hospital a baralhar a campanha, e o tom da sua recta final, uma eleição que já era imprevisível, como disse Eliane Cantanhede, pode agora ficar “catatónica”.