Não armar o povo: a melhor forma de evangélicos mostrarem que seguem Jesus

São muito graves e irresponsáveis as palavras de Bolsonaro, que deseja agora que os cidadãos estejam armados para poder evitar a tentação de um golpe porque insinua a possibilidade de uma guerra civil   JUAN ARIAS – 22 JUN 2019 Bolsonaro joga um chapéu durante a Marcha para Jesus, na quinta-feira. MIGUEL SCHINCARIOL AFP O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que se orgulha de ser um imitador de Trump, o excêntrico presidente dos Estados Unidos, surpreende a cada dia com declarações que na boca de qualquer estadista produziriam calafrios. Por exemplo, quando no dia 15, em Santa Maria (RS) durante a Festa Nacional da Artilharia (Fenart), afirmou que armar a população pode evitar um golpe de Estado.

Brasil: Bolsonaro tenta reescrever a História da Ditadura Militar

   Jorge Almeida Fernandes – 30 de Março de 2019, Foto – Getty Images   O Presidente brasileiro quer transformar o golpe na “revolução democrática de 1964”. A comemoração de amanhã será minimalista, a pedido dos próprios militares. Sentencia um colunista: “Reescrever a história é um item previsível no manual dos candidatos a autocratas”. Faz lembrar Orwell.

MP critica Bolsonaro por incentivar celebração do golpe: “enorme gravidade”

Alex Tajra – Do UOL, em São Paulo – 26/03/2019 Foto: Jair Bolsonaro no Túmulo do Soldado Desconhecido, monumento dedicado aos soldados norte-americanos que perderam suas vidas sem terem seus restos mortais identificados. Imagem: REUTERS Na nota, o MPF classifica o golpe de 1964 – que submergiu o país em uma ditadura civil-militar que perdurou por 21 anos – como um “rompimento violento e antidemocrático da ordem constitucional”, sem qualquer possibilidade de revisionismo histórico.

Militarização no Brasil: a perpetuação da guerra ao inimigo interno.

Entrevista especial com Maria Alice Rezende de Carvalho   Por: Ricardo Machado | 19 Fevereiro 2019 Foto: Militarização no Brasil /Combate Racismo Ambiental É muito próprio da cultura brasileira a noção de que as forças militares – Forças Armadas e Polícias Militares – têm como prerrogativa ser o braço armado do Estado, em detrimento de um serviço de proteção aos cidadãos. A perspectiva adotada, em sua forma hegemônica, remonta ao Brasil Império e à manutenção de um elemento estruturante na participação dos militares na formação política de nosso país. “Tal princípio implicou a existência de um corpo militar como ‘braço do Estado’, capaz de garantir, internamente, a preservação de extensas faixas de terra, a identificação etnográfica de suas populações, a afirmação da presença do ‘rei’ perante súditos das mais longínquas regiões.