Que estratégia político-terapêutica para um governo deliroide?
Tenho considerado que a performance de José de Abreu, já abraçada por vários outros políticos aliados, pode funcionar como uma grande oficina terapêutica a céu aberto Rita Almeida – 10/03/2019 – Imagem: Daqui Não acho prudente, nem ético, usar a psicanálise para diagnosticar ou analisar pessoas fora do meu consultório, mas é totalmente possível ou aceitável utilizá-la para analisar conjunturas político-sociais. Mas, nem é preciso entender de psicologia para perceber que o Bolsonarismo tem um componente deliroide bastante forte. As tão faladas “Fake News” exemplificam muito bem o que eu chamo aqui de deliroide: verdades construídas a partir de fragmentos ou de indícios de realidade e tornadas verdades universais.
No Brasil abriram-se janelas do inferno
Leonardo Boff – 06/02/2019 – Foto: elo7.com.br “A condição do próprio universo é feita de ordem e desordem (caos e cosmos), as culturas possuem seu lado sim-bólico e dia-bólico e cada pessoa humana é habitada pela pulsão de vida (eros) e pela pulsão de morte (thánatos). Tal fato não é um defeito da criação. É a condição natural das coisas. As religiões, as éticas e as civilizações nasceram para conferir hegemonia à luz sobre as sombras a fim de impedir que nos devorássemos uns aos outros”, escreve Leonardo Boff, teólogo e filósofo e escritor.
O homem mediano assume o poder
O que significa transformar o ordinário em “mito” e dar a ele o Governo do país? Eliane Brum – 3 JAN 2019 – Foto: O presidente Jair Bolsonaro / Eraldo Peres. AP Jair Bolsonaro, filho de um dentista prático do interior paulista, oriundo de uma família que poderia ser definida como de classe média baixa, não é representante apenas de um estrato social. Ele representa mais uma visão de mundo. Não há nada de excepcional nele. Cada um de nós conheceu vários Jair Bolsonaro na vida. Ou tem um Jair Bolsonaro na família.
“Brasil pode retroceder 100 anos. Se acontecer, resta-nos Portugal”
Valentina Marcelino – 29/11/2018 – Foto DN:Daqui É dos mais conhecidos e ativos advogados brasileiros contra os excessos da “justiça-espetáculo” que tem dominado o seu país e que foi central nas últimas eleições presidenciais. António Carlos de Almeida e Castro – a quem até os mais ilustres magistrados do Supremo Tribunal tratam pelo pseudónimo Kakay – defendeu celebridades, senadores, ministros e até um vice-presidente da República. Declara que o combate à corrupção deve ser prioridade de todos os governos e avisa para os perigos da vitória de Jair Bolsonaro e da nomeação do juiz que prendeu Lula da Silva, Sérgio Moro, para ministro da Justiça.
Na democracia há regras, independente do resultado das eleições
Jonas Jorge da Silva | 15/11/2018 – Imagem: focadoemvoce.com O sociólogo Rudá Ricci é um ferrenho defensor das regras democráticas. Foge da armadilha de que na democracia se pode tudo, de que a liberdade é total, como alguns são tentados a pensar. Ao contrário, em um regime democrático há limites e regras que devem ser respeitados em favor da convivência democrática. “Nossa preocupação central não é com o governo eleito”, referindo-se à vitória de Jair Bolsonaro, mas “com os grupos de extrema-direita que, a partir desta eleição, foram encorajados a agir com violência contra as minorias”, ressaltou Ricci. Essas e outras reflexões foram apresentadas durante o debate O Brasil que sai das urnas, promovido pelo CEPAT, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na noite de terça-feira, 13 de novembro, em Curitiba-PR.
Os Super-Heróis da Política Nacional
André Grandi – 07/11/2018 Imagem: legiaodosherois.uol.com.br Este ano tivemos a surpresa de conhecer pessoas que se denominaram os salvadores da pátria e super-heróis da nação. Políticos, ops… novatos que surgiram do nada e de repente, nossa ! – Vejam lá no céu ! Quem está vindo? É um pássaro? É um avião? Não. É o super-homem!
Padres brasileiros e o grave momento político: uma palavra à luz da evangélica opção pela vida e a paz
26 Outubro 2018 “Como servos do povo de Deus que não podem deixar morrer a voz profética da Igreja, pedimos ao nosso povo que não se permita manipular por ideologias totalitárias. (…) Pedimos ao nosso povo que trabalhe pela paz e assegure a democracia que garante nossa liberdade, abrindo mãos das lógicas de violência e de todo e qualquer tipo de preconceito e de ódio.”
Agentes do Estado invadem universidades em todo o país às vésperas do 2º turno
Pedro Ribeiro Nogueira Brasil de Fato | São Paulo (SP) 25 de Outubro de 2018 Imagem: Reprodução/Montagem Polícia federal invadiu nesta manhã a sede de sindicato docente em Campina Grande, Paraíba.
Manifesto internacional contra o fascismo no Brasil
– 19/10/2018 “A decisão que o povo brasileiro tomará no segundo turno das eleições presidenciais constituirá uma escolha de transcendental importância entre a liberdade e o pluralismo e o obscurantismo autoritário, com impactos duradouros não só para o Brasil mas para toda a América Latina e Caribe e o mundo. Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!
“Tudo, menos o PT”. Antipetismo empedernido ou o perfeito bode expiatório das forças conservadoras. – Daniela Gontijo
Daniela Gontijo – 9/10/2018 – Foto: Instituto liberal Como uma pessoa que estuda violência há 15 anos eu tenho algumas coisas a dizer sobre o momento político que estamos vivendo. Fiz uma tese de doutorado sobre violência, mímesis, contágio. Estudei a estratégia do bode expiatório que, para mim, vem tomando proporções escabrosas no Brasil. Entendo a estratégia do bode expiatório como um dos pilares do golpe que podemos sintetizar no Grande Acordo Nacional – “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, disse Romero Jucá. Trocando em miúdos, trata-se de uma estratégia para desmontar o estado de bem estar social que já era capenga, para servir aos interesses do grande capital.