Medida que reduz proteção a terras indígenas foi articulada por Nabhan Garcia
Por Bruno Stankevicius Bassi – 28 de abril 2020. Foto: Bolsonaro, a ministra da Agricultura Tereza Cristina e o Secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, o que”destila ódio aos Índios”. Ele quer ser ministro da Agricultura – DAQUI. Ao lado do presidente da Funai, o secretário de Assuntos Fundiários destacou em vídeo sua participação em projeto que retira 237 terras indígenas pendentes de homologação de plataforma fundiária; líder da UDR quer ser ministro da Agricultura. Publicada no Diário Oficial da última quarta-feira (22), a Instrução Normativa nº 9/2020 da Fundação Nacional do Índio (Funai) promove uma reviravolta na política indigenista. Ao lado do presidente da Funai, o secretário de Assuntos Fundiários destacou em vídeo sua participação em projeto que retira 237 terras indígenas pendentes de homologação de plataforma fundiária; líder da UDR quer ser ministro da Agricultura.
«Você Questiona o Sínodo da Amazónia? Venha morar aqui durante um ano e veja»
Inês Sanmartin, 24/09/2019 – Foto: da autora À medida que se aproxima o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazónia, de 6 a 27 de outubro, os críticos perguntam-se em alta-voz porquê se vai realizar o evento, e todos os sinais sugerem que ele poderá ser outro capítulo da batalha em curso entre progressistas encorajados pelo Papa Francisco e conservadores descontentes com ele. A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 23-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
Estudo sobre orçamento escancara obsessão de Bolsonaro por cortes em áreas sociais
Rede Brasil Atual – RBA, 17-07-2019. Na Foto: Ocupação Steigleder em S. Leopoldo – RS/ Ricardo Machado Quem ainda não se convenceu de que o espírito do governo de Jair Bolsonaro é voltado para o corte de direitos sociais e educação precisa dar uma olhada no levantamento que o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) fez sobre os contingenciamentos do governo federal neste ano. O estudo apresentado na terça-feira (16) é baseado em dados do Portal do Orçamento do Senado. Habitação, educação, defesa nacional e direitos da cidadania são as áreas mais afetadas pelo contingenciamento total de R$ 31 bilhões neste ano, por meio de três decretos publicados pelo governo, em fevereiro, março e maio. A informação é publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 17-07-2019.
Secretário do Cimi denuncia governo Bolsonaro em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, em pronunciamento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: Paulo Lugon Arantes/Cimi Renato Santana – 26 Junho 2019 Se dirigir às Nações Unidas para falar à comunidade internacional tornou-se, nos últimos anos, um importante mecanismo de denúncia e controle social da política indigenista praticada pelo governo brasileiro. Se no âmbito doméstico não há diálogo, em algum lugar do mundo deve haver. Mais uma vez, no decorrer desta semana, lideranças indígenas e organizações indigenistas estão em Genebra, na Suíça, para participar da 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). A reportagem é de Renato Santana, publicada por Conselho Indigenista Missionário – Cimi, 25-06-2019.
Presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas, é exonerado
Dal Marcondes: 12/06/2019 por Deutsche Welle Foto: general Franklimberg Ribeiro de Freitas/ Veja Abril.com Sob pressão de ruralistas, general Franklimberg Ribeiro de Freitas deixa o cargo dizendo que Bolsonaro está mal assessorado nas questões indígenas e que a instituição está sob ataques constantes.
Começam a soar os alarmes sobre a sustentabilidade da Presidência de Bolsonaro
Juan Arías – 04/05/2019 – Foto: IHU /roberto stuckertfilho “No Brasil já se fala, sem meias palavras, que o presidente e a maior parte de seu governo parecem ineptos para confrontar os grandes desafios que têm pela frente”. Até agora parece, entretanto, que Bolsonaro continua em campanha eleitoral, dialogando só com o grupo de radicais de extrema direita que permaneceram fiéis a ele, sem ainda demonstrar que é e quer ser o presidente de todos os brasileiros, como exige a Constituição, escreve Juan Arias, jornalista, em artigo publicado por El País, 03-06-2019.
Para lideranças indígenas, governo brasileiro constrói farsa na ONU e milícias tomam o Estado
Renato Santana – 14 Março 2019 – Foto: Povos Indígenas do Brasil / Wikipedia O pronunciamento foi em resposta às denúncias feitas por Glicéria Tupinambá envolvendo ameaças de morte, assassinatos e a falta de garantia aos direitos dos povos indígenas. “O Estado brasileiro afirma que temos a maior quantidade de terras indígenas demarcadas; que, agora, indígenas estão ocupando cargos no governo (…) mas, na realidade, as decisões importantes são tomadas por órgãos dirigidos por uma ala radical do agronegócio, mineradoras e, mais recentemente, pelas milícias que se apropriaram do Estado em todos os níveis”, disse Glicéria Tupinambá à ONU. A reportagem é de Renato Santana, publicada por CIMI, 13-03-2019.
Direita usa moralismo como arma desde antes da ditadura, diz historiador
Professor da Universidade da Califórnia San Diego, Benjamin Cowan discute o uso do discurso moralista pelo presidente Jair Bolsonaro, diz que isso ecoa o que foi usado durante a ditadura militar e explica que este tipo de mobilização política é usado pela direita ao longo da história do país. Daniel Buarque – 10/03/2019 – Foto: Daqui A publicação de um vídeo obsceno pelo presidente Jair Bolsonaro colocou em evidência a importância do discurso em torno de valores morais conservadores que levaram à sua ascensão ao posto mais alto do Executivo. O professor de relações internacionais na FGV Matias Spektor comentou o caso em sua coluna na Folha e indicou que este tipo de ativismo moralista deve ser visto como “um ato político da maior importância”, um “expediente de longo pedigree nos anais da história brasileira”. Autor da principal referência para compreender o uso deste tipo de discurso por políticos ultraconservadores no Brasil desde a década 1920, historiador Benjamin Cowan alega que é possível relacionar este tipo de discurso moralista histórico com a ascensão de Bolsonaro, justificando a manutenção deste tipo de ativismo no novo governo brasileiro.
Membros da CNBB criticam medidas do governo Bolsonaro
Patrik Camporez – 07/03/2019 – Foto: CNBB – Lilian Lima Reunidos na manhã desta quarta-feira para o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2019, integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB ) criticaram publicamente as políticas de governo anunciadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, dentre elas a liberação da posse de armas de fogo, a possível exploração de minério em áreas indígenas e a reforma da Previdência. A reportagem é de Patrik Camporez, publicada por O Globo, 06-03-2019.