“PODEMOS VIVER UM ULTRANEOLIBERALISMO, SOB UMA DITADURA E COM RESPALDO ELEITORAL”, ALERTA RICARDO ANTUNES 

A educação pública é a menina dos olhos do capital corporativo global, diz Ricardo Antunes InformANDES, 09/10/2018 – Foto: Antonio Perri –  ADUPA  Em entrevista ao ANDES-SN, o sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes, fala de algumas das questões abordadas em sua última obra “O privilégio da servidão”, que traz um retrato detalhado da classe trabalhadora hoje, com suas principais tendências e as mudanças na configuração trabalhistas. Entre várias reflexões sobre os ataques aos trabalhadores, Antunes faz um alerta. “Estamos na iminência de termos um ultra neoliberalismo, com fascismo, comandado por uma figura farsesca que usa farda. Talvez a gente viva agora o pior momento das universidades públicas se essa tragédia se consubstanciar. Espero que isso não venha a ocorrer, se não entraremos em uma fase mais difícil que na ditadura militar, mais difícil que o neoliberalismo dos anos 90 pra cá. Porque agora seria uma combinação nefasta de ultra neoliberalismo com uma ditadura militar sem limites e com respaldo eleitoral”.

Escolha de Ernesto Araújo para chanceler põe em risco liderança ambiental brasileira

Observatório do Clima – 16 Novembro 2018  “É estarrecedora a escolha do embaixador Ernesto Araújo como ministro de Relações Exteriores. Sua nomeação contraria uma longa tradição da política externa brasileira e traz o risco de tornar o Brasil um anão diplomático e um pária global. O radicalismo ideológico manifesto nos escritos do futuro ministro cria, ainda, uma ameaça para o planeta, ao negar a mudança do clima e, presumivelmente, os esforços internacionais para combatê-la”, afirma a nota da coordenação do Observatório do Clima, 15-11-2018.

Deus nos livre do deus do presidente

Jacques Távora Alfonsin – 13/11/2018 Foto:  IHU-WilsonDias . AgBr “Caricaturas de Deus não faltam, portanto, e a chance de se autoafirmarem como divindade constitui uma tentação de difícil resistência, conforme o uso com que se possa contar com elas. Explorar a imagem de Deus para colocá-lo acima de tudo, como prega o presidente eleito, não está fácil saber a quem ele se refere”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Produtores de soja agem com truculência e tentam impedir comissariado de realizar reunião com comunidade indígena durante visita da CIDH a Santarém (PA)

  CPT Santarém e CPT Itaituba – 07/11/2018 – Foto: viomundo Durante a visita à aldeia Açaizal, Território Munduruku do Planalto, a equipe da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi interpelada de forma intimidatória e ameaçadora por representantes dos produtores de soja do Planalto Santareno, que tentaram impedir a realização da reunião com o povo indígena e expulsar o comissariado da região.  Com a ocorrência deste fato, ficou evidente à CIDH e a todas as organizações e movimentos populares presentes na visita, a situação de grave conflito e violência promovida pelos setores ligados ao agronegócio, que historicamente atuam no sentido da apropriação e pilhagem das terras e territórios dos povos tradicionais, originários, e dos povos do campo do Oeste do Pará em geral. 

Os Super-Heróis da Política Nacional

André Grandi – 07/11/2018 Imagem: legiaodosherois.uol.com.br Este ano tivemos a surpresa de conhecer pessoas que se denominaram os salvadores da pátria e super-heróis da nação.  Políticos, ops… novatos que surgiram do nada e de repente, nossa ! – Vejam lá no céu ! Quem está vindo?  É um pássaro? É um avião? Não. É o super-homem!  

Massacre de motosserra para áreas protegidas em Rondônia

A Assembléia Legislativa, nas palavras de um dos líderes, é composta de “deputados ruralistas que têm compromissos com a sociedade de uma maneira geral do Estado de Rondônia, mas principalmente com o agronegócio” Philip Martin Fearnside e Paulo Vilela Cruz – 02/11/2018 Foto: Weslwy Hetrick – flickr Uma reserva já foi embora e dez outras provavelmente também serão extintas nas próximas semanas, quando a legislatura de um dos estados mais anti-ambientais da Amazônia brasileira vota sobre a anulação de um veto do governador do estado. A reportagem é de Philip Martin Fearnside e Paulo Vilela Cruz, publicada por Amazônia Real, 02-11-2018.

Bolsonaro testa limites com anúncios econômicos e ministérios: estratégia ou caos?

Afonso Benites e Carla Jiménez – 01/11/2018 – Foto: Onyx Lorenzoni e Eliseu Padilha no Palácio do Planalto/ Evaristo SA AFP Nos três primeiros dias após a eleição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e alguns de seus assessores mais próximos emitiram sinais que trazem mais dúvidas do que certezas. Um cenário caótico em que em um momento atende aos interesses do alto empresariado e dos ambientalistas, e em outro, rompe com eles. Cria um superministério da Economia, fundindo três pastas, desiste de anexar uma delas e depois desiste de sua desistência. Faz o mesmo com os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

Fusão do Ministério do Meio Ambiente ameaça agricultura brasileira

  Erasmus Zu Ermgassen – Tiago Reis – 01/11/2018 – Foto: Getty Images/AFP/Y Chiba Manter nossa vegetação nativa tem se tornado requisito para que o Brasil se consolide como líder na produção de commodities agropecuárias. O artigo é de Erasmus Zu Ermgassen, pesquisador de pós-doutorado em cadeias de fornecimento sustentáveis na Université catholique de Louvain, Bélgica e de Tiago Reis, doutorando em ciências do uso do solo na Université catholique de Louvain, Bélgica, e trabalhou por quase quatro anos em uma ONG brasileira de ciência e conservação ambiental, o IPAM. O artigo é publicado por El País, 31-10-2018

Jair Bolsonaro nasceu da anemia democrática do Brasil

  Luis Schenoni e Scott Mainwarin / The Washington Post 28 de outubro de 2018 O ultra-direitista Jair Bolsonaro, ex-capitão da reserva do exército com pendores autoritários, rejeita algumas das regras do jogo democrático e ameaça minar os direitos dos cidadãos brasileiros. Um eventual triunfo de Bolsonaro, que chega ao segundo turno como favorito nas eleições presidenciais do Brasil no domingo, pode corroer a maior democracia da América Latina.