Secretário do Cimi denuncia governo Bolsonaro em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, em pronunciamento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: Paulo Lugon Arantes/Cimi  Renato Santana – 26 Junho 2019  Se dirigir às Nações Unidas para falar à comunidade internacional tornou-se, nos últimos anos, um importante mecanismo de denúncia e controle social da política indigenista praticada pelo governo brasileiro. Se no âmbito doméstico não há diálogo, em algum lugar do mundo deve haver. Mais uma vez, no decorrer desta semana, lideranças indígenas e organizações indigenistas estão em Genebra, na Suíça, para participar da 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). A reportagem é de Renato Santana, publicada por Conselho Indigenista Missionário – Cimi, 25-06-2019.

O Papa Francisco e a luta pela palavra (01)

Eduardo Hoornaert. – 08/06/2019 Foto: educadora.fm.br De que modo o Papa Francisco faz uso da palavra? Ela indica, designa, afirma/nega, ou, pelo contrário, não designa nem indica, mas questiona, suscita dúvidas? É uma palavra ‘fácil’ ou ‘difícil’? Mal se avalia a importância dessa questão. O que acontece nestes dias entre o Papa Francisco e alguns dos Cardeais ‘dissidentes’ configura uma luta que, afinal, ultrapassa as contingências do papado católico e mesmo do cristianismo, para alcançar a questão global do tipo de convivência que estamos construindo nas sociedades em que vivemos.

Começam a soar os alarmes sobre a sustentabilidade da Presidência de Bolsonaro

Juan Arías – 04/05/2019 – Foto: IHU /roberto stuckertfilho  “No Brasil já se fala, sem meias palavras, que o presidente e a maior parte de seu governo parecem ineptos para confrontar os grandes desafios que têm pela frente”. Até agora parece, entretanto, que Bolsonaro continua em campanha eleitoral, dialogando só com o grupo de radicais de extrema direita que permaneceram fiéis a ele, sem ainda demonstrar que é e quer ser o presidente de todos os brasileiros, como exige a Constituição, escreve Juan Arias, jornalista, em artigo publicado por El País, 03-06-2019.

CARTA DO PAPA FRANCISCO PARA O EVENTO “ECONOMY OF FRANCESCO” [ASSIS, 26-28 DE MARÇO DE 2020]

Papa Francisco – 01 de maio de 2019 – Foto: Assis /  pazybien.es Aos jovens economistas empresários e empresárias do mundo inteiro  … confio sobretudo em vós, jovens, que sois capazes de sonhar e estais prontos para construir, com a ajuda de Deus, um mundo mais justo e melhor. O encontro está marcado para os dias 26-28 de março de 2020. … Espero por vós e desde já saúdo-vos e abençoo-vos.

Parte do Brasil é composta de “burros trágicos”

Leonardo Boff – 19 Março 2019 – Imagem: Os ventrilocos-bonecos/ pixabay – IHU “Escandalosamente, assim como se fez com Cristo, tomaram as vestes nacionais e sortearam-nas entre si”, escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor. E ele pergunta: “Por que chegamos a este ponto tão baixo em nossa história? Celso Furtado morreu carregando esta interrogação: “por que o Brasil, sendo um país tão rico, seja tão atrasado e tenha tantos pobres?” Ele mesmo respondeu em seu livro que vale revisitar: “Brasil: a construção interrompida” (Paz e Terra, 1992)”.

As mudanças sem precedentes necessárias para evitar uma catástrofe ambiental global

ONU faz radiografia da saúde da Terra e adverte para principais tratados ambientais internacionais   ESTHER SÁNCHEZ – MANUEL PLANELLES, 13/03/2019 Ver galeria de fotos   Homem enche uma sacola com plásticos em um lixão nos subúrbios de Nairóbi, Quênia. / BEN CURTIS (AP) A crise ambiental para a qual o modelo insustentável de desenvolvimento do ser humano conduziu a Terra tem facetas preocupantes. As mudanças climáticas ameaçadoras e transversais, a perda dramática de biodiversidade, a redução drástica da água doce disponível, a poluição letal do ar, a profusão de plásticos nos mares e oceanos, a pesca excessiva … O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) radiografou os principais problemas ambientais do planeta com base no conhecimento científico disponível.

Para lideranças indígenas, governo brasileiro constrói farsa na ONU e milícias tomam o Estado

Renato Santana – 14 Março 2019  – Foto: Povos Indígenas do Brasil / Wikipedia O pronunciamento foi em resposta às denúncias feitas por Glicéria Tupinambá envolvendo ameaças de morte, assassinatos e a falta de garantia aos direitos dos povos indígenas. “O Estado brasileiro afirma que temos a maior quantidade de terras indígenas demarcadas; que, agora, indígenas estão ocupando cargos no governo (…) mas, na realidade, as decisões importantes são tomadas por órgãos dirigidos por uma ala radical do agronegócio, mineradoras e, mais recentemente, pelas milícias que se apropriaram do Estado em todos os níveis”, disse Glicéria Tupinambá à ONU. A reportagem é de Renato Santana, publicada por CIMI, 13-03-2019.

Os donos do agronegócio e a alimentação

Darío Aranda – 07 Março 2019 Imagem:  SEBRAE Um relatório de organizações alemãs mostra como algumas corporações controlam o sistema alimentar do planeta. O agronegócio e a conivência dos governos. O caso argentino: os povos fumigados e a expulsão da Monsanto de uma região de Córdoba. A reportagem é de Darío Aranda, publicada por Página/12, 04-03-2019. A tradução é de Cepat.

Deus acima de (quase) todos

Carlos Rittl – 19 Fevereiro 2019 Foto: Imagem de satélite do desmatamento no norte da Terra Indígena Parakanã, no Pará -/ El Pais Brasil “As Forças Armadas conhecem o valor estratégico da Amazônia. Deveriam unir-se ao papa e a toda a sociedade na busca de soluções para seu desenvolvimento sustentável em vez de ressuscitar antigas paranoias”, escreve Carlos Rittl, ambientalista e integrante do comitê de coordenação do Observatório do Clima, em artigo publicado por El País, 15-02-2019.

OS OUTROS ESTÃO A MAIS? (1)

  Frei Bento Domingues, O.P., 17/02/2019 – Foto: Outros/ Ambrosia As obras que se escreveram e escrevem a anunciar as datas do fim da pobreza imposta, com certo aparato científico, parecem seguir a lógicas das Testemunhas de Jeová a anunciar o fim do mundo. Como apontámos, as estatísticas vão mostrando avanços e recuos, segundo os países e os continentes, das medidas para erradicar essa vergonha. As estatísticas não podem contabilizar os pobres que vão tendo a morte, antes de tempo, como solução. Para além disto, as desigualdades entre ricos e pobres acentuam-se. A distância entre o que certas pessoas ganham e o mínimo que outras conseguem para sobreviver, no seu dia-a-dia, poderia ser um pecado que bradaria aos céus se neles acreditassem.