Em carta, 152 bispos criticam Bolsonaro: incapacidade para enfrentar crises

Documento devia ter sido publicado na quarta (22/7), mas CNBB suspendeu divulgação para analisar conteúdo da carta MAYARA OLIVEIRA – 26/07/2020 – Foto: Blog do Esmael / Daqui Um grupo de bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil assinou uma carta (leia a íntegra mais abaixo) com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O vírus silencia o Papa

DARIO MENOR , Domingo, 26 de julho de 2020 – Oração nos jardins do Vaticano em maio passado. / EFE A pandemia deixa Francisco “enjaulado” no Vaticano e sem viagens ou grandes eventos em um momento em que os resultados de sua reforma prevista da Igreja ainda não se concretizaram.

E daí?

Zenon Lotufo Junior e Francisco Lotufo Neto – 25 Julho 2020 “Não estamos diante de um doentemental que não pode ser responsabilizado por seus atos (situação que, por si, já é catastrófica), mas diante de alguém simplesmente mau e destituído de qualquer resquício de empatia e compaixão. ‘E daí?‘, então, seria simplesmente a expressão espontânea de uma natureza pervertida”, escrevem Zenon Lotufo Junior, filósofo, teólogo, analista transacional, doutor em Psicologia da Religião pela PUC-SP e autor de “Kind God, Cruel God: How Images of God Shape Belief, Attitude, and Outlook“, e Francisco Lotufo Neto, doutor em Psiquiatria, professor associado da Universidade de São Paulo e da Pós-Graduação em Psicologia Clínica da USP e do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. 

Cardeal Czerny: o cuidado com a terra e a preocupação com os migrantes estão interligadoseligiões, paz entre as nações

O que é o Tempo da Criação? LER MAIS O novo Núncio encontrará um Brasil dividido e uma Igreja que se esforça para viver o Evangelho e estar ao lado dos pobres LER MAIS NEWSLETTER IHU Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU   Vídeos IHU play_circle_outline MPVM – 21º Domingo do tempo Comum – Ano A – E vós, quem dizeis que eu sou?  Cindy Wooden – 31 Agosto 2020   Os católicos marcarão o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado durante a celebração ecumênica do Tempo da Criação, destacando a obrigação, como diz o Papa Francisco, de ouvir o grito da terra e o grito dos pobres, disse o cardeal canadense Michael Czerny. A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 27-08-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.   “Com o Papa Francisco, esperamos sair da crise da Covid-19 melhores do que antes: mais acolhedores, mais cooperativos, com mais partilha, mais atentos às necessidades da nossa casa comum e de todos que estão nela, e mais próximos do nosso Deus amoroso e criador”, disse o cardeal, que é subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral. A Igreja Católica e os cristãos de todo o mundo marcam o dia 1º de setembro como o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e celebram o Tempo da Criação a partir dessa data até o dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis. O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado é no dia 27 de setembro. O “fio condutor” entre as celebrações, especialmente em 2020, disse o cardeal, “é a nossa casa comum em que o grito da terra e o grito dos pobres são um só”. “Entre os que foram forçados a fugir, estão os expulsos das suas casas pela crise climática, que assume muitas formas diferentes ao redor do mundo: incêndios, inundações, secas, tempestades etc.”, disse o cardeal ao Catholic News Service no dia 26 de agosto. Ele lembrou que, na mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, ele escreveu: “Para salvaguardar a Casa Comum e torná-la cada vez mais parecida com o plano original de Deus, devemos empenhar-nos em garantir a cooperação internacional, a solidariedade global e o compromisso local, sem deixar ninguém de fora”. “Claramente”, disse o cardeal, “essas palavras se aplicam com igual precisão e urgência ao modo como todos precisam responder às ameaças ao nosso ambiente natural”, e não apenas à situação dos migrantes e refugiados. A pandemia da Covid-19 e, principalmente, os confinamentos também iluminaram as conexões entre a saúde do ambiente e os fenômenos de milhões de pessoas forçadas a abandonar as suas casas em busca de paz, segurança e uma vida melhor para si e para suas famílias, disse o cardeal Czerny. “Durante o confinamento da Covid-19, as pessoas descobriram que os serviços básicos e essenciais eram frequentemente fornecidos por trabalhadores sazonais estrangeiros, e por refugiados e migrantes recém-chegados”, disse ele. “Isso inclui serviços de primeira necessidade, como saúde, alimentação, manutenção, segurança, entregas, etc.” “Nós não notamos” esses trabalhadores. “Nós os considerávamos como algo evidente, até que a Covid-19 os impediu de trabalhar ou mesmo de sair de casa”, disse ele. O cardeal disse: “Temos sido igualmente alheios à generosidade da natureza: temos considerado o ambiente como algo evidente, até que a interferência humana nas formas de poluição e de extração, produção e consumo sem cuidado impediram a natureza de nos dar aquilo de que precisamos”. “As duas situações são mais do que paralelas, elas se conectam concretamente na área de produção de alimentos”, disse ele. “A necessidade de energias, talentos e criatividade dos migrantes tornou-se mais evidente em todos os lugares. O mesmo ocorre com a necessidade de garantir a sobrevivência da terra, do ar e da água.”   Leia mais: “Na pandemia a perda de postos de trabalho é inimaginável”, afirma o cardeal jesuíta Michael Czerny Czerny: pandemia fez as pessoas entenderem o papel dos migrantes como trabalhadores essenciais Papa Francisco e cardeal Czerny agradecem ao MST sua solidariedade com os mais pobres e excluídos nestes tempos da Covid-19 Cardeal Czerny, responsável vaticano pelos migrantes, lamenta a disseminação de falsidades “perigosas” ‘Forçados, como Jesus, a fugir’. Papa em novo vídeo para o Dia do Migrante e Refugiado: partilhar para crescer Cardeal apoia a abadessa processada por abrigar refugiados Refugiados enfrentam um novo desastre com a covid-19 ameaçando seus acampamentos Papa: inimaginável o inferno vivido pelos migrantes nos campos de detenção O “novo normal” no fenômeno migratório Número de refugiados no mundo duplica em dez anos Migrante e refugiado: o lado mais fraco da pandemia Pandemia e pós-pandemia entre os imigrantes Migrações e refugiados na era da COVID-19 Rede Jesuíta com Migrantes frente à crise sanitária e humanitária provocada pela propagação do coronavírus Covid-19 Campos de refugiados estão preparados para o coronavírus? O grito da Terra e o grito dos Pobres O que é o Tempo da Criação? Tempo da Criação. “O futuro da humanidade não é homo œconomicus”. Mensagem do Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I Tempo da Criação. Não há progresso com base na destruição da natureza, afirma Bartolomeu I  v

Erdogan convida o Papa para a reabertura da mesquita Hagia Sophia. Muçulmanos contra a escolha do presidente turco

  . Salvatore Cernuzio – 23 Julho 2020 Hagia Sophia: catedral, mesquita, museu e de novo mesquita: Jogada político-religiosa de Erdogan  / Foto: Vatican Media Alguns o interpretam como uma provocação, outros como um gesto de distensão após a acirrada polêmica das últimas semanas. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também incluiu o Papa Francisco na lista de convidados para a cerimônia de reabertura como mesquita do complexo de Hagia Sophia em Istambul. O convite ao papa foi confirmado por Ibrahim Kalin, porta-voz do presidente, à emissora de televisão CNN Turk. A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 22-07-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.