‘Habemus Papam’: Francisco

O papa Francisco – nome adotado pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio – ao ser eleito novo chefe da Igreja Católica terá pela frente difíceis desafios.

Uma igreja sem papa? Frei Betto*

  Meu mestre em história da Igreja, Eduardo Hoornaert, de quem fui aluno no curso de teologia, faz uma proposta ousada, mas não descabida: uma Igreja Católica sem papa!

Papa “Francisco I”

Os quartos de Bento XVI estão vazios: com que nome irá responder ao Escrutinador o próximo papa que irá dormir no seu leito? Após o anúncio do conclave, o pontífice pré-escolhido tem “um minuto inteiro” para pensar a respeito. O primeiro sinal da Igreja que muda poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da sacada, ninguém nunca anunciou: “eis Francisco“, Francisco I,

Jesus barrado no conclave dos Cardeais – L. Boff

Cardeais da Igreja Católica vieram de todas as partes do mundo, cada qual carregando as angústicas e as esperanças de seus povos, alguns martirizados pela Aids e outros atormentados pela fome e pela guerra. Mas todos mostravam certo constrangimento e até vergonha pois vieram à luz os escândalos, alguns até criminosos,

A Igreja e o véu da virtude – Frei Betto

Nos próximos dias, a Igreja Católica terá novo papa. Até que ele seja eleito, os cardeais de 48 países estão reunidos em Roma, debatendo, com certeza, os motivos que levaram Bento XVI a renunciar.

Desafios para a Igreja com o novo Papa

A Igreja Católica leva consigo um imenso paradoxo. O sociólogo Olivier Bobineau descreveu bem a situação. “A Igreja católica é uma junção paradoxal de dois elementos opostos por natureza: uma convicção – o descentramento segundo o amor – e um chefe supremo dirigindo uma instituição hierárquica e centralizada segundo um direito unificador, o direito canónico.

Conclave – dois projetos e cinco cenários

  “O lugar de nascimento e o continente de proveniência do respectivo candidato são menos importantes que o alinhamento teológico-pastoral. A passagem pela Cúria Romana já fez de muitos latino-americanos e africanos verdadeiros representantes do projeto curial e neocolonial. Por vezes, seus representantes são mais papais que o próprio papa”, escreve Paulo Suess, assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário – Cimi – e professor no ciclo de pós-graduação em missiologia, no Instituto Teológico de São Paulo – ITESP.