Franco Berardi: “O pensamento crítico morreu”
A possibilidade de futuro passa por estarmos abertos ao imprevisível, afirma o filósofo italiano Franco Berardi. Entre alertas e críticas, diz-nos que a UE apenas tem contribuído para o empobrecimento sistemático dos europeus. Ana Pina, 17/06/2018 – A trajetória de Franco Berardi é no mínimo eclética. Na década de 60, ingressa no grupo Poder Operário, quando estudava na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bolonha, onde se licenciou em Estética. Em 1975, funda a revista “A/Traverso”, que se transforma no núcleo do movimento criativo de Bolonha, e centra o seu trabalho intelectual na relação entre tecnologia e comunicação. Em finais da década de 70 exila-se em Paris e, posteriormente, ruma a Nova Iorque.
Pessoas e animais
Anselmo Borges – 01/06/2018 – Foto: gazetadopovo.com.br “Com base na neotenia, o homem tem como tarefa na vida fazer-se a si mesmo: fazendo o que faz, está a realizar-se a si próprio. Por isso, está sempre inconcluído, numa abertura ilimitada, produzindo o novo. O homem nunca está satisfeito (de satis-factus: suficientemente feito), acabado. Esta inconclusão manifesta que a sua temporalidade e o seu ser têm uma estrutura essencialmente aberta, de tal modo que se deve dizer que o homem é o ser do transcendimento: como escreveu Pascal, o homem mora algures entre “le néant et l”infini”( o nada e o infinito), aberto ao Infinito. Precisamente porque os outros animais se adaptam ao real, sem superação, não podemos falar em transcendência animal”.
Vida cristã em Nomadelfia: nada de dinheiro, e filhos adotivos
Visita à comunidade de Grosseto que se inspira nos Atos dos Apóstolos: abolidos o uso dos sobrenomes e as notas na escola. Não são permitidas brigas DOMENICO AGASSO JR – 10/05/2018 Foto: Nomadelfia, onde “fraternidade é lei” – ANSA Tradução: Orlando Almeida Na entrada das casas não há campainhas ou interfones. Nem portões. Não é preciso. As casas estão sempre abertas para todos. E não são “de ninguém”. Estamos nas colinas da Maremma toscana, onde “não existe propriedade privada”. A primeira pessoa que encontramos é Francesco Matterazzo. Logo deixamos de lado o uso do sobrenome: é um pedido dele, explicando que é “Francesco de Nomadelfia” e basta. Eis os motivos: “Entre nós não usamos o sobrenome, assim damos destaque ao batismo; e também porque há filhos adotivos, não queremos pôr em evidência as suas diferenças de origem”.
ONU parabeniza o Brasil pela manutenção de Paulo Freire como patrono da educação brasileira
Redação 21/02/2018 Foto: Burkina24 “Estou muito feliz por saber que o lugar de Paulo Freira como patrono da educação brasileira permanece intacto”, afirma Mme. Koumbou Boly Barry (na foto).. “A pedagogia de Paulo Freire representa o caminho mais seguro para a liberdade e para a promoção de uma sociedade justa e digna para todos”
Ações de intimidação em universidades se espalham pelo Brasil polarizado
Ameaças, ataques e tentativas de censura atingem professores e alunos nos campus universitários Felipe Betim – Marina Rossi – 8/12/ 17 Foto: Ato pela democracia na USP em 2016 Paulo Pinto O ambiente de ódio e intolerância que vem envenenando o Brasil nos últimos tempos também contamina as universidades brasileiras. Ainda que a animosidade entre grupos antagônicos não seja uma novidade no campus universitário, o que antes eram provocações e embates se converteram em ameaças, ataques e tentativas de censura que atingem professores e alunos.
UMA ESCOLA NA FAVELA ENTRE OS TIROTEIOS
No entanto, no Rio de Janeiro, há uma escola pública em uma das favelas mais violentas da cidade, que está entre as 15 melhores do Brasil Alver Metalli, 11/12/2017 Favela Jacarezinho no RJ A proximidade com o tráfico de drogas não afeta o desempenho dos estudantes, e segundo a direção, a escola nunca teve problemas desse tipo. Em compensação, há outros problemas: só neste ano, a escola passou onze dias fechada, além das muitas ocasiões em que as aulas foram interrompidas por barulho de tiros – em uma das janelas, inclusive, o vidro estilhaçado ainda não foi trocado – ou nas situações em que tiroteios impediram os estudantes de chegar ao colégio.