OS OUTROS ESTÃO A MAIS? (1)

  Frei Bento Domingues, O.P., 17/02/2019 – Foto: Outros/ Ambrosia As obras que se escreveram e escrevem a anunciar as datas do fim da pobreza imposta, com certo aparato científico, parecem seguir a lógicas das Testemunhas de Jeová a anunciar o fim do mundo. Como apontámos, as estatísticas vão mostrando avanços e recuos, segundo os países e os continentes, das medidas para erradicar essa vergonha. As estatísticas não podem contabilizar os pobres que vão tendo a morte, antes de tempo, como solução. Para além disto, as desigualdades entre ricos e pobres acentuam-se. A distância entre o que certas pessoas ganham e o mínimo que outras conseguem para sobreviver, no seu dia-a-dia, poderia ser um pecado que bradaria aos céus se neles acreditassem.

“A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, pergunta bispo

Felipe Frazão e José Maria Mayrink – 11 Fevereiro 2019 O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor. “Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estado. A reportagem é de Felipe Frazão e José Maria Mayrink, publicada por O Estado de S. Paulo, 10-02-2019.

Brumadinho e a urgência da responsabilidade

Jelson Oliveira – 26/01/2019.  Foto: Daqui “Para Hans Jonas, como o desenvolvimentismo é, no geral, refém de um otimismo utópico ingênuo, é preciso tomar (ética e politicamente) uma medida inversa, ou seja, dar preferência para o prognóstico negativo, com apoio em uma “futurologia comparativa” que reúna saberes de várias ciências, agora integradas em vista da realização de uma melhor detecção dos riscos aos quais a humanidade, as outras espécies e a natureza como um todo estão submetidos. Na filosofia jonasiana, o nome disso é “heurística do temor”, uma atitude capaz de despertar um sentimento de responsabilidade pelo que ainda não aconteceu, mas que é possível e até mesmo provável, que aconteça”, escreve Jelson Oliveira, professor e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade  Católica do Paraná.

Patrimônio dos 26 mais ricos equivale ao dos 50% mais pobres do mundo

DW. 22/01/2019. Foto: DW- Getty Images- AFP Oxfam alerta para desigualdade “fora de controle” mundo afora, devido em grande parte a sistemas tributários injustos. Aumento de impostos sobre fortuna dos mais ricos permitiria financiar estudos de milhões de crianças. Em 2018, fortunas bilionárias aumentaram 12%, enquanto camadas mais pobres viram sua riqueza diminuir em 11%. A desigualdade na distribuição de riqueza em todo mundo está “fora de controle”, alerta um relatório da ONG antipobreza Oxfam divulgado nesta segunda-feira (21/01). Segundo o documento, em 2018, enquanto as camadas mais favorecidas acumulavam riquezas, as mais pobres ficavam ainda mais pobres, aumentando o abismo entre os dois grupos. A informação foi publicada por Deutsche Welle, 21-01-2019.

Os sentidos da rebelião francesa

  Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.

Direitos e deveres humanos

  Anselmo Borges – 08/12/2018 A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 10 de Dezembro de 1948, em Paris: “A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objectivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito por esses direitos e liberdades, e, pela adopção de medidas progressivas de carácter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efectiva.”