Sem coração, nem cabeça: a política social negativa de Paulo Guedes
Celia Lessa Kerstenetzky– 11 Julho 2019 “A ironia é que revolucionários são os ultraliberais, que querem tudo mudar para instalar a ditadura do mercado, enquanto socialdemocratas são os reformistas – aqueles que querem por meio de reformas domesticar o mercado para que sirva à liberdade”. O comentário é de Celia Lessa Kerstenetzky, professora titular do Instituto de Economia da UFRJ, autora do livro O estado do bem-estar social na idade da razão – a reinvenção do estado social no mundo contemporâneo, editora Elsevier, 2012, em artigo publicado por Plataforma Política Social, 10-07-2019.
Caminhos da evangelização na Amazônia – um olhar histórico
Francisco José – 07/07/2019 Foto: Vaticannews A convivência da Igreja Católica e seu projeto de evangelização com a Amazônia está ligada aos projetos de colonização dos reinos europeus e suas expansões coloniais em busca de riquezas e do aumento de reinos e súditos para as coroas do velho mundo. Este texto quer ajudar a seguir rastros deixados pelos que buscaram caminhar abrindo caminhos em meio ao mato e à água, e retomar caminhos em novos contextos na “última página do Gênesis” que é a Amazônia.
O Brasil por trás do cartaz de uma manifestação
João da Silva foi fotografado em ato pela educação, no Rio, com um cartaz que mostrava a realidade de muitos jovens da periferia: foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade pública BEATRIZ MOTA – Rio de Janeiro 3 JUN 2019 Foto: João, durante manifestação / BEATRIZ MOTA João da Silva se pôs de pé às 5h, quando o sol ainda nem havia surgido por trás do Monte das Oliveiras —um morro anônimo apelidado assim por Francisca, sua avó, e que fica colado ao condomínio popular em que vivem. Seguiu a rotina: banho, cabelo na régua, visual na beca, pausa para a selfie no espelho do banheiro, preparo da marmita e a benção da matriarca antes de iniciar o rolê. No bairro de Senador Vasconcelos, zona Oeste do Rio de Janeiro, pegou um 397, ônibus que leva cerca de duas horas em direção ao centro da cidade.
Emergência climática: milhões de jovens hoje na rua para “serem ouvidos”
António Marujo | 24 Mai 19 Foto: Jovens em São Francisco (EUA), em Março: o clima está a mudar, porque não mudamos nós?, pergunta o cartaz à esquerda; e à direita: “Um bom planeta é difícil de encontrar” / © Intothewoods7/Wikimedia Commons. Já fui em Março e esta é uma boa oportunidade de os estudantes serem ouvidos”, diz ao 7MARGENS Violeta Guerreiro, jovem de 13 anos, que esta sexta-feira participa na manifestação da greve pelo clima que, um pouco por todo o mundo, levará milhões de jovens à rua para pedir medidas mais enérgicas na luta contra a emergência climática.
EUA. Votação da Lei da Igualdade novamente opõe irmãs religiosas e bispos. Artigo de Thomas Reese
Thomas J. Reese – 22 Maio 2019 Foto: Mara Keisling, ativista dos direitos dos Transgênero, em campanha pela aprovação do “Equality Act of 2019,” (AP/J. Scott Applewhite). “Os hospitais católicos não têm nenhum problema em tratar pacientes LGBTQ se eles estiverem com um braço quebrado, câncer, Aids ou qualquer outra doença. O que eles temem é serem forçados a fazer uma cirurgia de redesignação de gênero ou outros procedimentos que considerem inaceitáveis de acordo com o ensino católico.” O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005, e autor de “O Vaticano por dentro” (Ed. Edusc, 1998), em artigo publicado em Religion News Service, 20-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
França, agora os filhos dos padres também poderão ser reconhecidos
DOMENICO AGASSO JR- 19/05/2019 Foto: João Francisco Gomes/Observador: Sou filho de Padre Tadução: Orlando Almeida O secretário geral da Conferência Episcopal recebe e escuta três e organiza reuniões e testemunhas com alguns bispos. Um passo em linha com as indicações do Cardeal Stella
As três ignorâncias contra a democracia
Numa fase dramática da crise civilizatória, enfrentamos simultaneamente a arrogância do colonialismo, a indolência das transformações inconclusas e a perversão das fake news. Será possível mudar o mundo, ainda assim? por Boaventura de Sousa Santos Publicado 15/03/2019 – Foto: Outras Palavras Escrevi há muito que qualquer sistema de conhecimentos é igualmente um sistema de desconhecimentos. Para onde quer que se orientem os objetivos, os instrumentos e as metodologias para conhecer uma dada realidade, nunca se conhece tudo a respeito dela e fica igualmente por conhecer qualquer outra realidade distinta da que tivemos por objetivo conhecer.
Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)
Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.
Pesquisadora do Dieese explica por que só os bancos ganham com a PEC da Previdência
Juca Guimarães – 26/02/2019 – Foto: Daqui A coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Pelatieri, analisou todos os pontos da Proposta de Emenda Constitucional nº 6/2019, do governo Jair Bolsonaro(PSL), que altera o sistema previdenciário brasileiro. A entrevista é de Juca Guimarães, publicada por Brasil de Fato, 25-02-2019.
Escravos da religião: inspeções no Brasil revelam o lado negro dos cultos
Fabio Teixeira – 21/02/2019 – Tradução: Orlando Almeida Foto: As vítimas não tinham jornada de trabalho estabelecida e não recebiam nenhuma remuneração pelas atividades. Eles trabalhavam em troca de casa e comida. / Divulgação – Daqui Inspetores do trabalho disseram que o trabalho para a Traduzindo o Verbo não poderia ser considerado voluntário porque os líderes estavam se enriquecendo com o trabalho de seguidores que eram mantidos na pobreza.