A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach – que significa “passagem” em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés.
Durante a festa judaica, o ovo – um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido – é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: “O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade”. (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.) A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida.
“Já o coelho foi uma forma de popularizar a festa”, diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da PUC-SP. Desde o antigo Egito, o animal era símbolo da fertilidade devido à sua incrível capacidade de procriação.
“O Pessach teve origem em ritos tribais, cujo objetivo era celebrar a paz entre os povos. O cordeiro era repartido entre os chefes das tribos, num jantar comunitário que reforçava suas alianças. Nesse contexto, o coelho veio substituir o cordeiro”, afirma Maria Ângela.
Respostas de 2
Esta é uma das explicações. Mas existe outra também referente à Páscoa Cristã que aprendi no catecismo paroquial quando tinha 09 anos e nunca me esqueci. O pintinho com a sua própria força quebra a casca do ôvo e sai, sem ajuda de ninguém. Assim Cristo saiu da sepultura. A páscoa para o cristão consiste em “quebrar as cascas” e deixar nascer o homem novo.
E Coelho ??? O Coelho é símbolo de vivacidade. Ele dorme com os olhos abertos. Numa sessão de hipnose em 1966 na Faculdade do Ipiranga em São Paulo o Pe Oscar Quevedo há muito tinha hipnotizado o coelho mas a plateia ainda duvidava por que ele mantinha os olhos abertos. Quem sabe uma linda referência para nós igreja hoje: manter os olhos abertos.