“Nem todas as religiões de rito católico rejeitam o casamento de divorciados”
Antes da organização da Igreja na forma que conhecemos há séculos, a bênção do casamento era dada pelo pai.
Depois a Igreja trouxe para si o papel de abençoar os nubentes e o faz em nome de Deus.
Em relação ao divórcio, a Bíblia o prevê. Na tradição judaica, era uma forma de separação aceitável, embora nem sempre favorecesse a mulher, devido o caráter patriarcal daquela sociedade. Já na concepção da Igreja Católica Apostólica Romana o casamento é indissolúvel, sendo aceito a sua anulação em casos específicos através de um rigoroso processo na própria igreja dentro das normas do direito canônico. Em relação aos divorciados que se casam pela segunda vez, a Igreja aceita a participação deles em seus atos litúrgicos, mas lhes nega a participação na Eucaristia, impedindo a pessoa de comungar.
Mas nem todas as religiões de rito católico rejeitam o casamento de divorciados. Sabe-se que a Igreja Anglicana, por exemplo, aceita o casamento de divorciados, como o do Pelé em 1994.
Outra, de rito católico latino, que aceita o casamento de divorciados é a Igreja Católica Apostólica Brasileira, conhecida como Igreja Brasileira, fundada na década de 1940, a partir de um cisma na Igreja Católica Apostólica Romana, liderado pelo bispo Dom Carlos Duarte Costa, o Bispo de Maura. Esta igreja, desde a sua fundação, optou por aceitar o casamento de divorciados e também pela não obrigatoriedade do celibato para os seus padres e bispos.
Sabendo dessas possibilidades, muitos católicos que optaram por um segundo casamento após o divórcio têm se casado na Icab, que tem efeito como em qualquer outra religião. Com o pluralismo religioso que encontramos no Brasil de hoje, é uma das opções para os católicos que tem este serviço negado por sua igreja.
Esta oportunidade de se casar pela segunda vez em uma igreja semelhante à sua, com o mesmo ritual, é importante porque a pessoa não precisa mudar de religião para ter acesso ao casamento religioso. Isso é maravilhoso. Na ICAB também não há uma regra que obrigue a pessoa casar-se na igreja, pode ser também em um buffet, por exemplo.
O que se percebe nos dias atuais, no Brasil, é que o pluralismo religioso tem dado às pessoas oportunidades diversas de opção religiosa e consequentemente a disponibilização de seus respectivos serviços. Tal realidade só está sendo possível graças a uma conquista do passado, qual seja, a separação entre Estado e Igreja, ocorrida a partir da promulgação da Constituição de 1892 que implantou o regime republicano no Brasil.
O Povo On line – PLURALISMO 21/12/2012
Francisco Artur Pinheiro Alves
arturpin@yahoo.com.br
Professor de História da UECE
Respostas de 19
1- Pergunta ao site dos Padres casados:
Aproveito o artigo acima para fazer uma pergunta aos “entendidos do nosso grupo” como por exemplo meu amigo João Tavares e outros, uma pergunta que me perturba já faz um tempo:
Primeiro 3 exemplos:
Maria e João, ambos católicos romanos, casam na igreja católica. O casamento deles é um sacramento e assim indissolúvel, e, se se separam não podem casar em segundas núpcias com outra pessoa na Igreja católica.
Ana e Joaquim se casam na igreja evangélica porque Joaquim é evangélico e a Ana, que é católica romana, não liga muito para as coisas da religião. Se após um tempo este casamento não dá certo e eles se separam, a Ana, conhecendo outro noivo pode casar neste segundo casamento na Igreja católica, porque a Igreja católica não reconhece o primeiro casamento como sacramento.
Rosa e José, ambos católicos, se casam pelo civil, somente. Se o casamento não dá certo e eles se separam, ambos podem casar num novo casamento na Igreja católica romana, se assim desejarem, porque o primeiro casamento diante da Igreja Católica não é reconhecido como sacramento.
Mas eu aprendi nos estudos de teologia (faz mais de 40 anos, quando a minha cabeça ainda não era muito crítica) que o matrimônio é o único sacramento que não é ministrado pelo padre, mas pelos noivos, o padre simplesmente preside a cerimônia. Então, se os noivos ministram o sacramento, porque o casamento de Ana e Joaquim diante de um Ministro evangélico, e o casamento de Rosa e José diante de um Juiz de Paz, são inválidos para a Igreja católica romana e estes podem contrair segundas núpcias na Igreja católica romana enquanto Maria e João não o podem???.
– Sugestão:
À frase: “….sendo aceito a sua anulação em casos específicos através de um rigoroso processo na própria igreja dentro das normas do direito canônico.” deveria ser acrescentado “E pagamento de uma quantia bem grande de dinheiro”.
Irene Cacais, a ICAR sabe fazer muito bem uma coisa: discriminar. Ela discrimina as pessoas em segunda união, deixando de acolher famílias inteiras. Discrimina o próprio matrimônio, já que uma pessoa casada não pode receber o sacramento da ordem. Discrimina as mulheres, que podem ser voluntárias na paróquia, mas não têm voz ativa. Discrimina a mulher quando não permite que ela receba o sacramento da ordem. Discrimina as religiosas, que trabalham incansávelmente em escolas, hospitais, creches, com idosos, etc mas também não têm vez na hierarquia da Igreja. Se não houver uma reforma na Igreja, vamos assistir ao seu desaparecimento….haja visto na Europa, a frequencia às igrejas anda baixíssima.
por quê artistas se casam pela segunda e até terceira e quarta vez,e os padres ainda fazem a cerimonia ?
Porque tem MUITO dinheiro para sempre terem declarados os casamentos anteriores nullos
Manuela,
Concordo plenamente com vc, a ICAR vem predendo espaço por causa de seus dogmas e seus dirigentes que estão na Idade Média.
Pura hipocrisia
Por favor, alguém sabe informar a existência de Igreja Católica Apostólica Brasileira em Aracaju/SE???
gostaria de saber se é possível casar também no civil junto com a cerimônia religiosa.
Todas as instituições possuem regras. Um Clube social tem suas regras. Um campeonato tem suas regras. Uma Universidade ou colégio têm suas regras. A Igreja Católica Apostólica Romana, como não poderia deixar de ser, também as possui. Portanto, como ninguém é obrigado a segui-la, quem não estiver satisfeito que vá para outra. Simples ,assim e todos serão felizes.
Senhor Henrique Lopes,
Eu acho que a gente não pode igualar a Igreja Católica a um clube, a um campeonato, a uma universidade……. que são obras meramente humanas. A Igreja Católica tem orientações que fogem do simplesmente humano, ela se baseia no Evangelho de Jesus Cristo. E o Evangelho de Jesus Cristo, nunca fala de “regras”, fala mas é de amor.
Caríssima senhora Irene Cacais, o Evangelho não fala de ” regras” ? E os 10 Mandamentos são o que? Veja bem a palavra ( Mandamentos) não são sugestões ou conselhos, são Ordens para serem cumpridas. Do mesmo modo está escrito que quando casamos formamos uma só carne. Sabe pq os Evangélicos estão crescendo a olhos vistos aqui na América Latina, senhorita Irene? É pq eles cumprem a risca o Evangelho, a palavra. Enquanto isso, falsos católicos pregam o aborto livre, casamento com relacionamento “aberto”, apoio a sodomia, entre outras maluquices.
Senhor Henrique Lopes,
salvo erro meu, os 10 mandamentos são do antigo testamento, do novo testamento – do Evangelho, são as bem aventuranças. …..
E estes Evangélicos que o Senhor me põe de exemplo, primeiro vivem bem mais no antigo do que no novo testamento,
segundo eles se casam e divorciam à vontade, terceiro, eu não ouvi nunca os católicos pregarem o aborto livre, casamento como relacionamento “aberto” e nem apoiando a “sodomia” que na verdade é estupro de homens por homens heterossexuais por causa de xenofobia, é só ler lá no antigo testamento.
Henrique Lopes,
Assino em baixo.
Att.
Dr. Marcela, 56 anos de idade, clinica geral e pediatra a 26 anos.
Médica, casada, ministra da comunhão e voluntária em missões nos períodos de férias
A senhora Irene Cacais parece viver em uma realidade paralela, pois a esmagadora maioria dos que desejam uma Igreja Católica Apostólica Romana “moderna” quer tudo aquilo que mencionei, ou seja, que a Igreja permita o aborto em qualquer situação; que os casais homossexuais possam comungar e muitos até desejam que a Igreja realize casamentos entre pessoas do mesmo sexo; que se possa casar e separar 2, 3, 5 ou até 50 vezes e que a Igreja não se oponha e, ainda, aplauda tal situação. Isso sem levar em conta outras loucuras como escolher ” democraticamente” o Papa, rsrs. Já imaginou o ” sábio” povo católico elegendo o padre Fábio de Melo como o novo Papa? Será que ele iria finalmente usar um traje eclesial como a sotona ou continuaria vestindo belas calças e camisas sociais? Realmente, com ” católicos” desse naipe estaremos totalmente perdidos.
Prezada Sra. Paula, somente hoje acessei este site. A ICAB também existe, sim, em Aracaju (SE): Paróquia do Divino Pai Eterno, localizada no Conjunto Nova Esperança, Via Férrea, 299, final da Av. Santa Gleide (continuação da Av. São Paulo). O Bispo Diocesano de Aracaju é Dom Antonio Furtado Leite, que, inclusive, é advogado. Tenho a certeza de que a senhora será muito bem atendida. Abraços fraternos. DEUS a abençoe, assim como a todos os que lhe são queridos. Dom Ademir Moser – Bispo Diocesano de Lages e Presidente do Superior Tribunal Eclesiástico da Igreja Católica Apostólica Brasileira.
Acredito que todos os casais merecem bênção, independente de religião, estamos em outro século evoluímos, tiro o chapéu para Senhora Irene: é muita hipocrisia, acredito o que se liga no céu se liga na terra o que se desliga na terra se desliga no céu Então Deus abençoa a todos, independente de suas escolhas.
Eu tenho uma duvida. Eu sou católica e tenho um namorado que foi casado, mas ainda não sei se foi só no civil ou se também foi em alguma igreja. Se ele já casou numa igreja sem ser a católica(qualquer outra religião), ele poderia casar de novo só que dessa vez numa católica?
Sim, prezada Andreia, seu namorado poderá casar na igreja católica, se só casou em outra religião. Abraço. Gilberto (Giba)
Ola bom dia! Eu sou casada na igreja católica mas meu casamento durou só dois anos; eu descobri uma traição, estão separei, depois da separação descobri que ele casou comigo só por interesse pois tenho uma vida social melhor que a dele. Já me divorciei no civil mas eu também queria me separar pela igreja pois pretendo casar novamente com meu namorado só que agora sou evangélica e pretendemos nos casar na evangélica. Eu queria saber se posso casar na igreja evangélica sendo que já sou casada na católica, mas mesmo podendo quero muito essa separação porque me sinto traindo a Deus em ter jurado até que a morte nos separe.
Boa tarde,
Como faço pra entrar em contato pelo telefone com a ICAB em Aracaju? Tem dois contatos e não consigo com nenhum dos dois
Obrigada