C. Doody – 02/08/2017 – Foto: Stop à corrupção
Tradução: Orlando Almeida
“A Igreja deve dispor-se com coragem, decisão e transparência a acabar com a corrupção”
O trabalho “não se reduzirá a exortações piedosas, porque são necessários gestos concretos”
O Vaticano, com o Papa Francisco servindo de exemplo, reafirma o seu compromisso de lutar contra a corrupção. O documento final do Debate Internacional sobre a Corrupção, organizado em junho pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano, indica a sua intenção de “formar uma frente comum contra as diversas formas de corrupção, crime organizado e máfia”, e isto com a criação de “uma rede a nível internacional” para combater estes flagelos.
“A Igreja no mundo já é uma rede e por isso pode e deve pôr-se ao serviço deste propósito com coragem, decisão, transparência, espírito de colaboração e criatividade” – diz o documento de Desenvolvimento Humano, a que ANSA [agência de notícias italiana] teve acesso.
A reunião ‘ad hoc’ de junho passado sobre este assunto, realizada na Casina Pio IV, dentro do Vaticano, contou com a participação de reconhecidos especialistas internacionais.
Segundo as conclusões, o encontro “aprofundará o estudo sobre uma resposta global, através das Conferências episcopais e das igrejas locais, sobre a excomunhão para mafiosos e organizações criminosas afins e a perspectiva de excomunhão por corrupção”.

O debate promovido pelo dicastério presidido pelo cardeal ganense Peter Turkson, (foto) que sobre este tema publicou o livro Corrosão, não ficou no nível de uma declaração de intenções, mas ao contrário pretende avançar com medidas concretas, através da Consulta Internacional sobre a Justiça, com objetivos claros e detalhados.
Os participantes do debate consideraram que, para além das referências às instituições, a Igreja Católica é chamada a desempenhar um papel de primeiro nível.
“A corrupção, antes de ser um ato, é uma condição: daí a necessidade da cultura, da educação, da instrução, da ação institucional, da participação da cidadania” – afirmaram.
A consulta “não se reduzirá a exortações piedosas, porque são necessários gestos concretos. O compromisso com a educação exige os professores com credibilidade também na Igreja” – acrescentaram.
Segundo o documento final, “não tem credibilidade quem busca alianças por privilégios, isenções, vias preferenciais ou até ilícitas. Todos nós nos tornaríamos irrelevantes, prejudiciais e perigosos se agíssemos deste modo”.
“Não tem credibilidade quem se aproveita da sua posição para recomendar as pessoas muitas vezes não recomendáveis, tanto em termos de valores, como de honestidade” – prossegue a mensagem.
Assim, “a ação da Consulta será educativa e instrutiva, e se dirigirá à opinião pública e a múltiplas instituições para gerar uma mentalidade de liberdade e justiça, com vistas ao bem comum”. E isto “principalmente onde, no mundo, a corrupção seja em si mesma o sistema social dominante“.
No que se refere à excomunhão de mafiosos e corruptos, reconhece-se que “este caminho não será simples: a Igreja está espalhada no mundo e é preciso ouvir todas as suas articulações para avançar no diálogo também com os não-cristãos, de maneira participativa, transparente e eficaz”.
Além disso, buscar-se-á desenvolver “o nexo, agora quase desaparecido, entre justiça e beleza“, levando em conta o patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, “um formidável elemento de apoio à ação educativa e social contra todas as formas de corrupção e de crime organizado”. A Consulta elaborará também “uma proposta de pensamento político, com especial atenção à democracia e ao laicismo, que ilumine as ações das instituições para que os tratados internacionais sejam realmente aplicados e as legislações uniformizadas para melhor encalçar os tentáculos do crime que ultrapassam as fronteiras dos Estados.
Um dos objetivos concretos será “estudar o modo de aplicar os princípios das convenções de Palermo e de Mérida“.
A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC), também conhecida como Convenção de Mérida, por ter sido adotada nessa cidade do México em dezembro de 2003, entrou em vigor no final de 2005 com 126 estados signatários.
Ao passo que a Convenção contra o Crime Organizado Transnacional, também promovida pelas Nações Unidas, foi aprovada na cidade italiana de Palermo em 2000, entrou em vigor três anos depois, e hoje reúne os consensos de 147 nações.
A Consulta afirmou que a corrupção “também causa a falta de paz” e apelou a “um despertar das consciências”, fazendo eixo em “três níveis de ação: a educação, a cultura e a cidadania, contra todas as formas de indiferença“.
“As leis são necessárias mas não bastam” – afirmaram.
C. Doody
Uma resposta
Atualmente, o Stake Casino se consolidou como uma das escolhas populares para fas de cassino no BR. Para entrar no site com seguranca, basta seguir o link confiavel disponivel aqui — Aposte em roleta ao vivo e blackjack com dealers profissionais
. Com uma biblioteca diversificada, navegacao intuitiva e assistencia dedicada, o Stake cativa um publico fiel.
“Explore milhares de caca-niqueis sem complicacoes!”
Registro no Stake para Brasileiros | Processo Rapido Instantaneo
O cadastro no Stake e descomplicado. Voce podem comecar a apostar em instantes. Basta acessar o site oficial usando o link acima, clicar em “Registrar”, completar o formulario e ativar a conta. Depois disso, realize um deposito e aproveite os jogos.
“Registro rapido e receba sua recompensa!”
Bonus no Stake para o Brasil | Promocoes Generosas
Os bonus de boas-vindas sao um dos principais diferenciais. Quem se cadastra podem impulsionar os fundos antes de fazer a primeira aposta. Entre as vantagens estao ofertas de entrada, giros extras e o clube de recompensas.
“Deposite R$ 100 e ganhe mais R$ 100 para testar a plataforma!”