Romeu Teixeira Campos, padre casado de Minas Gerais, decide voltar ao ministério sacerdotal
MANIFESTO AOS PARENTES, CONTERRÂNEOS E AMIGOS
Há cerca de 5 anos, um grupo de de meia dúzia de casais de Brasília,também anunciou algo de parecido, mas, por motivos ainda não explicitados, não prosperou nessa ideia.
Esta é a primeira vez que, no MFPC, se tem notícia de alguém que toma publicamente esta resolução. Se bem que, no grupo do MFPC de Belo Horizonte, vários colegas, de maneira mais ou menos explícita, vêm celebrando missas e casamentos, inclusive de segunda união, há vários anos.
Podemos concordar ou discordar, mas antecipo que Romeu Campos é uma pessoa séria e muito bem bem preparada teológicamente, além de bom conhecedor do Direito canônico e do Concílio Vaticano II.
Para um MFPC que mostra dificuldades em tomar atitudes corajosas perante uma hierarquia que nos respeita, mas que, na prática, nos ignora, esta atitude de Romeu pode ser profética e anunciadora de novos possíveis CAMINHOS E RUMOS CONCRETOS, de atitude e de ação para o nosso Movimento que muito já falou e analisou, mas que pouco ainda realizou na linha de uma atitude e uma ação verdadeiramente profética no Povo de Deus qua caminha no Brasil do Monte Caburai (RR) ao Chuí e da Ponta de Seixas, PB, às nascentes do Rio Moa, no Acre.
Precisamos de Profetas como Romeu e de relembrar o forte apelo de Julio Pinillos, coordenador do MPC da Espanha, no Encontro Internacional de Brasília: “Precisamos fazer, fazer, fazer”.Precisamos ousar.
Está aí material para uma boa discussão e, quem sabe, para ajudar alguém, pessoas ou grupos, a tomarem atitudes concretas… Não necessariamente com o aval do MFPC como um todo, mas, com certeza, garantindo o respeito de todos
João Tavares
MANIFESTO AOS PARENTES, CONTERRÂNEOS E AMIGOS
(No dia 17 de março de 2012, foi dada a notícia inicial em algumas mesas em que comemorávamos o aniversário de Maria Amélia Câmara Campos. O anúncio se referia a um novo posicionamento cifrado no seguinte brevíssimo aviso: “Estou voltando às funções sacerdotais por própria conta, independente de autorização ou da aceitação de alguma autoridade da Igreja Católica” .O clima festivo do momento não permitia outras explicações. Agora, sirvo-me do presente texto para o detalhamento da notícia).
O encorajamento a essa declaração minha se alinha com o movimento de desobediência que está em curso em alguns países do centro da Europa incluindo um número considerável de “leigos” católicos conscientes e de alguns sacerdotes também. O Movimento Internacional “Nós Somos Igreja” parece ser um parceiro importante e, no caso do Brasil, ao que sabemos, nenhum grupo se declara partidário da iniciativa de desobediência, a não ser o nosso pequeníssimo grupo denominado NUNSI, cuja sede é nossa casa aqui em Santa Luzia-MG. NUNSI quer dizer Núcleo de Nós Somos Igreja.
Durante quarenta e quatro anos cumprimos o Rescrito Papal que nos impunha o afastamento de qualquer ato próprio das funções sacerdotais, tempo suficiente para que estudos teológicos nos convencessem da ilicitude e dainvalidade desse ato, nulo de pleno direito, além de altamente incoerente para quem sempre ensinou a indelebilidadedo caráter sacerdotal. A punição que cai sobre o sacerdote que opta pelo matrimônio não tem base em delito algum, pois o sacramento do matrimônio não pode ser visto como delito. O sujeito desse sacramento , como tal, não é penalizável por isso, pois o matrimônio é um sacramento como os demais, não podendo, portanto, ser tratado como se tivesse a triste característica de coinquinar, manchar, sujar ou invalidar algum ato sagrado. O procedimento atual da cúpula eclesiástica para com seus sacerdotes parece obedecer aos comandos de uma heresia.
O procedimento da cúpula eclesiástica aqui qualificado, embora seja herético ou próximo disso, é, no entanto, seguido pela norma atual que tem sido aceita pelos bispos, padres e por todos os fieis acostumados a nada questionarem, nem mesmo as maiores injustiças. Por parte dessa facção surgirá , com certeza, grande resistência ao meu atual posicionamento e aos que se alinharem com ele.
Isto graças a Deus está surgindo na Igreja pelo fato de estarmos desenvolvendo nossa teologia mais de acordo com o Evangelho procurando sempre a revitalização de nossas práticas religiosas. Nós outros, no entanto, não queremos gerar conflitos internos. Assim como os projetos de revitalização de rios não propõem a sua extinção e sim cercá-los de condições que propiciem abundante vida e utilidade, assim também não propomos a destruição e a aniquilação do que aí está mas a sua depuração e a conversão de todos, inclusive da hierarquia, aos ditames apontados nos escritos do Novo Testamento. A nossa mensagem é para todos, inclusive os membros da hierarquia, chamando-os à conversão, por julgarmos se terem eles desviado do Evangelho em alguns pontos. As cautelas que adotamos esclarecerão os nossos propósitos evitando qualquer possibilidade de radicalismos extremos de nossa parte. É sobre essas cautelas que a seguir esclarecemos.
CAUTELAS E RESSALVAS
Valorização das pessoas “leigas” e democracia na Igreja são, ao lado da Igreja Doméstica , os pontos-chave da Igreja do Futuro que queremos. Ao mesmo tempo em que ela vai sendo construída, seus construtores (que são o Povo de Deus) já antecipam seus benefícios e os usufruem..
1 – Nossos esforços são sobretudo na área da Evangelização por julgarmos ser esta a área mais frágil da Igreja Católica que carregou na sacramentalização e nos aspectos exteriores em detrimento da fundamentação das práticas religiosas centrada no conhecimento histórico e no entendimento bíblico, dois eixos descurados até agora.
2 – A revitalização das práticas religiosas será obra do grau de conscientização do próprio Povo de Deus e não obra de alguma lei baixada por alguma autoridade e de cima para baixo. Entendam bem uma coisa: dado o contentamento e o grau de poder que a obediência cega acarreta para as conveniências clericais, fica inviável a possibilidade de uma lei emanada da autoridade no sentido de depuração da prática religiosa. Essa depuração será obra do Povo de Deus, incluindo aí tanto os fieis ordenados quanto os não ordenados, ou não será.
O desafio que se impõe aos que abraçam a revitalização é esse trabalho de conscientização e de evangelização. Aos não ordenados do Povo de Deus, acordados do sono da passividade e dispostos a assumir não só os seus deveres mas também os seus direitos, uma tarefa imensa e prolongada se anuncia e se impõe.
3 – Já que os templos, as igrejas e os diversos recintos onde o povo se aglomera não serão facultados aos que se entregam ao grande projeto de revitalização da Igreja Católica pelo fato de tais recintos serem geridos pelos que exercem o poder religioso e preferirem manter-se na linha antiga, deveremos trabalhar no sentido de uma Igreja Doméstica. Os atos religiosos serão praticados nas casas particulares, em clubes ou espaços semelhantes cedidos, até que apareçam bispos ou sacerdotes já convertidos que, abraçando os ideais da nova base religiosa, disponibilizem suas igrejas e sedes.
4 – Inicialmente, porém, durante todo o período em que a ala conservadora mantiver o mesmo tipo de religiosidade, haverá, com certeza, problemas “cartoriais” já que se negarão a registrar os atos praticados pela ala que trabalha para a revitalização, negando-lhes reconhecimento oficial. Em vista disso, os que presidem celebrações ou atos próprios por natureza ou por costume de pessoas “ordenadas”, fora ou dentro do figurino canônico, deverão produzir relatórios do feito ou ata específica para que possam ser transladadas para escritórios paroquiais em momentos futuros. Foi o que fizemos elaborando “Ata Pró-Memória” entregue aos nubentes de Divinópolis no memorável dia 03 de junho próximo passado.
5 – A Igreja Doméstica a que aludimos foi o modelo durante um bom tempo seguido pelos cristãos como atestam em vários tópicos os Atos dos Apóstolos. Além do mais, são muitos os teólogos e eclesiólogos a apontar a necessidade de um outro sistema eclesiástico diferente deste que, baseando-se em divisões territoriais do antigo Império Romano ( dioceses, paróquias, etc.), mostram-se esgotados.
6 – “Paróquia virtual” é uma expressão que provisoriamente pode ser usada para nomear todas as pessoas que aderirem às novas ideias de revitalização e reconhecerem um Coordenador que poderá funcionar, quem sabe, como um provedor religioso. Teremos, assim, duas casas onde nos congregarmos: a casa da Internet com nossos e-mails, nossos saites, nossos blogues, nossas redes sociais (Orkut, Facebook., etc.,etc.) e as casas onde se realizarem celebrações e ritos ( sacramentos, missas, casamentos, etc., etc.).
A Internet é um meio poderoso, cheio de vantagens, mas também de perigos. Devemos ter a sabedoria de anular os perigos e de aproveitar todas as vantagens. Entre essas está o anonimato. Pode-se estabelecer o mais estreito diálogo e exposição de dúvidas ou sugestões entre o solicitante e o “Provedor” ou Coordenador, num raio de anonimato muito eficaz. Talvez alguns poderão freqüentar a “Paróquia Virtual” sem sair de sua casa e mesmo sem o “desconforto” da exposição da própria imagem. Doutro lado, um “Provedor”, suponhamos, às vésperas dos 83 anos, como é o meu caso, já limitado por diversos motivos, sem sair de seu escritório e de sua mesa de trabalho, diante de seu computador, pode entrar em contato com milhões de pessoas no mundo inteiro. Dom Gaillot, na França, é um bom exemplo disso e mantém hoje contato com milhões de pessoas no mundo inteiro. Comigo, nos belos tempos de missionário, o máximo que já aconteceu foi o contato em praças públicas com mil, duas mil ou cinco mil pessoas. Isto acontecia de vez em quando. Hoje, pela Internet, pode acontecer todos os dias e durante todos os momentos do dia.
7 – Os próprios “fieis” dessa “Paróquia Virtual” ou os seguidores do Movimento Internacional Nós Somos Igreja poderão convidar um velho não de todo ainda gagá, a pregar um retiro, a dar uma palestra, a oficiar alguma cerimônia, a celebrar um evento de bodas ou semelhantes. Muitos ambientes poderão se mostrar próprios para tais eventos (clubes, chácaras, sítios, casas).
8 – Por fim, algo muitíssimo importante. Quando disse que eu estou voltando por conta própria, até mesmo a celebrar missa, se for preciso, eu quero dizer claramente que não estou buscando nenhum tipo de evidência semelhante à que tive no passado. Já há muito tempo defendo que, como no princípio da Igreja (com os primeiríssimos cristãos) quem deve autorizar a celebração é a comunidade, é o povo. É o povo que deve indicar, em cada ocasião, quem é que vai presidir a Missa. Aliás, muito bem diz a nossa Constituição Federal, no seu artigo primeiro, é do povo que emana todo poder. Acho também que isso é válido na área religiosa. Assim, não serei eu que convocarei o povo para esta ou aquela cerimônia (ou mesmo missa) mas o povo que me convocará. Então, se e somente se… ele me convocar, é que presidirei algum ofício religioso. “Punto e basta”.
9 – A valorização do “leigo” está por toda a parte nesse projeto ao qual aderi, incluindo o fim da hegemonia absoluta do clero que, com honrosas exceções, tem contrariado de cheio as recomendações do nosso Divino Mestre em Mt 20,24-28; Lc 22,24-27; Mc 9,33-37; Jo 13,4-15 A leitura desses tópicos não deixa a menor dúvida sobre a causa de a Igreja Católica chegar ao ponto em que chegou: o desvio, por bem uns mil e setecentos anos, das recomendações do Divino Mestre. Nós, que lutamos pela revitalização e movimentos como o Movimento Internacional Nós Somos Igreja, queremos todos pôr em prática tais recomendações. É disso que a Igreja Católica precisa para ser a genuína instituição sonhada por Jesus Cristo.
10 – Dúvidas surgidas com a leitura desse Manifesto poderão ser perfeitamente sanadas se vocês começarem um diálogo comigo que sempre estou às ordens, principalmente pela Internet que é o meio mais apropriado. Qualquer tipo de pergunta terá uma resposta minha, pode estar certo.
Obrigado a todos vocês. Pensem no caso e, não deixem de tomar partido, mesmo contrariando minhas expectativas. Um grande abraço.
Nota Final: Você, se quiser, pode me prestar um grande favor. A divulgação do Manifesto é essencial em todos os pontos de vista. Por mais que eu me esforce para ter o maior número de e-mails, consigo muito pouco. Encaminhe, então, para todos os seus amigos e conhecidos ou mande os e-mails deles para mim para que eu entre em contato. A meta para este ano é chegar a um milhão de “paroquianos virtuais”. E, de brinde, faça chegar a todos os meus blogues: www.http://consensonafe.blogspot.com e asspop.hotmail.com
Ciao! Abraço do servo
* Romeu Teixeira Campos, padre casado, três filhos, 82 anos, mora em Santa Luzia, MG. Ligado à instituição NÓS SOMOS IGREJA. Membro ativo, durante muitos anos do Movimento das Famílias dos Padres casados (MFPC) mineiro e um de seus animadores.
Estudioso de temas religiosos, licenciado em filosofia, graduado em teologia, bacharel em tradução, advogado aposentado.
Respostas de 20
Nossa, que coragem!
Acho que toda mudança acontece a partir de seres humanos corajosos como Pe Murialdo.
Parabenizo a coragem do Romeu que aos 83 anos adquiriu a independência necessária para re-assumir o seu sacerdocio em novas dimensões e fora das estruturas tradicionais de um clericalismo arcaico. O espirito sopra onde quer… e como quer… A sua atitude está plenamente de acordo com a última mensagem que escrevi para o RUMOS 226 sob o epígrafe: Encontro do MFPC – novo perfil e paradigma.Recordando Recife e a palestra de Comblim lembro que o nosso sacerdócio une-se ontologicamente a Cristo e não depende de nenhuma estrutura eclesiástica para funcionar.E o nosso encontro de Fortaleza deixou-nos ainda um maior convencimento de que as grandes reformas na vida da igreja são feitas instigadas pelas bases. A igreja é povo de Deus em marcha e não mais aquela sociedade perfeita em cima da montanha como muito bem explanaram os palestrantes.
Romeu, as cautelas e resalvas por você elaboradas estão excelentes e com certeza são frutos de muita reflexão e maturidadede. Toque pra frente! Conte com a nossa solidariedade e nossas preces. Cada um que procure sentir as suas condições, limitações e oportunidades para fazer algo igual.
Estimado confrade, Romeu, concordo e aplaudo o cerne do seu gesto. Digo o cerne para excluir a péssima conotação do “estou voltando”. Voltar seria retomar um falso pedestal em que a Procuradora de Constantino tem insistido em sustentar uma casta clerical que tem infantilizado a Igreja por mais de mil anos. Entendo como grande mérito do nós somos Igreja exatamente a cassação deste espúrio sacerdocio herdeiro de Abiatar. Se, como declara, está se apresentando com o avental do serviço, para, se e apenas se for solicitado para conduzir um dos sacramentos oferecidos pela IGREJA, o amigo, na verdade, está apenas assumindo as prerrogativas que o sacramento do batismo já lhe conferiu. Agora se o amigo resolveu atar o seu avental e, como um promovido ao estado leigo decidiu servir, ótimo. Apenas rogo a Deus que seu gesto ou seu ânimo não esteja alimentado pelas saudades das cebolas do Egito.
Que beleza! pela manhã ao entrar neste site sugeri que os padres casado fizessem celebrções em capelas próprias para evangelizar. Mas pelo visto a atitude deste padre vai muito mais além. Igreja doméstica, que beleza! É uma nova concepção de igreja, possível para os padres casados. O ideal de Pe. Manoel da Nóbrga, de Dom Carlos Duarte Costa e de Dom Clement Isnard.
Se eu tivesse condições convidaria este padre pra celebrar na minha casa. O seu exemplo deve servir para os outros padres jovens que tenham realmente vocação e para a hierarquia da Igreja, para como ele diz, ela se converta.
Que Deus o abençõe nesta caminhada revolucionária.
Caro Romeu,
Admiro a sua decisão bem como as suas atitudes. Espero que você seja o “ponta pé” para este longo jogo e que muitos padres possam se espelhar em você.
Que Deus te ilumine nesta caminhada.
Conte comigo, caso venha precisar. Não sei como, mas gostaria de ajudar de alguma forma.
Atenciosamente,
Andrea Mancini
Padre Romeu Teixeira Campos
Admiro imensamente sua atitude corajosa.
Sou também padre casado con uma esposa e 3 filhos e vivo nos Estados Unidos e sou membro de várias organizações de padres casados.
Sou graduado en 3 seminários theológicos e falo diversas línguas.
Estarei no Brasil por 3 meses para me encontrar con o maior número de padres casados…
Desejo uma igreja onde Jesus seja o único patriarca.
Uma igreja santa, uma igreja nova uma igreja doméstica, uma igreja para os humildes,uma igreja menos dogmática e mais espiritualista, uma igreja de famílias que cultivan virtudes,uma igreja revitalizada e santificada por padres casados… sin, nós somos a igreja.
Padre Dairo V. Ferrabolli
309 Fort Lee Road suite o2
Leonia, New Jersey
USA
Gracias Hermano Tavares por este envío.
Estoy evangélicamente dentro de este movimiento en Cristo y por Cristo.A mis noventa años serguiré luchando obstinadamente por defender el Mensaje de Cristo y NADA MAS
Padre Aguirre
Mendoza – Argentina
O Romeu Campos quer ser outro Lutero, que tinha razão no que pregava. Naquele tempo, Roma precisava de uma reforma. O Romeu também tem razão: o Vaticano precisa de uma reforma, e urgente.
Eu me faço um questionamento: Solicitei, e me foi dada, a dispensa ao ministério sacerdotal; o que significa deixar de formar parte da hierarquia da Igreja.
Ao solicitar o meu desligamento, demonstrei o meu respeito pela autoridade eclesiástica, não sem discordar de muitas hipocrisias e outras coisas do género. Vou querer receber de volta aquilo que renunciei?… NÃO!!!…
Não quero formar parte desta hierarquia, mas continúo com o meu sacerdocio batismal, formo parte do Corpo de Cristo agora e sempre. Colaboro na pregação do Reino de Deus; acredito na real presença de Cristo na Eucaristia e a distribuo aos fieis nas celebrações que presido em seis comunidades e que não poderiam receber a mansagem do Mestre pela falta de vocacões ao ministério sacerdotal nem teriam accesso à Eucaristia.
Humildade, Oração e Perseverança tem que nortear as nossas atividades.
Todo profeta tem que anunciar e denunciar… SIM!!!…Romper com Roma não é o caminho. Denunciemos os desmandos de Roma como fazia Francisco de Assís. Como Francisco de Assís, sejamos humildes, trabalhemos para que a libertação do nosso povo chegue um dia. Que os pobres não sejam explorados pelos políticos, comerciantes e industriais que os tratam como escravos.
Me disculpe Tavares, o Romeu Campos quer aparecer como salvador de Roma, da Igreja… É muito mais trabalhoso colaborar na penumbra para a salvação dos oprimidos, dos que tem fome, dos doentes, dos que não tem possibilidade de estudar,etc…
Recebe minha oração e meu abraço. Melchor.
Meu caro João
Tomada de posição profética é essa desse irmão em Cristo. Chamou-me muito atençao o contido no item 8, onde mostra a sua decisão equilibrada em não afrontar a hierarquia. Rezarei para que esse exemplo seja seguido por outros padres casados. Um abraço.
Canhoto.
Melchior, lamento sua péssima interpretação sobre estes fatos recentes. Ninguém de nós abandonou a Igreja católica. Apenas denunciamos os erros dela, que é santa e pecadora. Nosso sacerdócio continua, só renunciamos ao estado clerical. Portanto, segundo os melhores biblistas e teólogos, temos direiti – e até dever em alguns casos – de exercer o ministério sacerdotal, inclusive a celebração eucarística. Amigo, pense nisso, e deixe a Deus as condenações.
Giba
Caro Romeu,
parabens pela sua atitude. Evangelizar é uma ordem divina e um corolario da experiencia do encontro pessoal com Cristo. VC está convidando para sair dos discursos e passar para a ação é quanto há anos estamos insistindo. Hoje até a ordenação sacerdotal está sendo tirada do pedestal de hieratica superioridade e comando… Já leu Eucaristia silenciosa do teologo jesuita Aloisius Pieris? (Poderá encontrar no Google e no meu sito). Ele não ve a necessidade da realização da Eucaristia com a presença do ministro ordenado da qual , segundo ele e outros teologos, surge a pretensa “superioridade” clerical seu autoritarismo sobre o povo de Deus e monopolio do divino, longe do conceito do serviço. No encontro do Mfpc de Ribeirão Preto tentamos bater nesta tecla, mostrando que simples leigos, longe dos discursos teológicos, muitas vezes, são mais concludentes que padres celibatários ou casados. Nada contra o estudo teologico, alias necessario, mas só ficar nisso, ñ ajuda muito. O Tavares, que é um grande batalhador e trabalhador tb concorda com isso e o ratificou. Pessoalmente quando convidado participo do ritual de casamento, na função de “celebrante” na verdade celebrantes são os noivos. Falei ao meu Bispo, recem falecido, dom joviano e ele anuiu, pois a benção ñ seria em nome da igreja católica, mas de Deus e rezar ñ é pecado… É evidente que mantehno diálogos com os noivos e primeiro procuro que se entendam com os vigarios… Os quais das vezes ficam contente, pois para eles seria perigo de duras penalidades canonicas, enquanto nos estamos mais livres das amarras clericais. Freeman osb, que ceramente é um dos maires mestres espirituais da atualidade diz,que, muitas vezes a excomunhão é sinal de santidade…Tb com pequeno grupo rezamos missa sem que eu seja o “presidente”.
Como vc sabe bem, a evangelização é bem nais abrangente do que o culto liturgico, aliás este é bem mais simples e “honorifico” a ser realizado. Nos EUA un grupo de padre casados, até com a anuencia implicita de bispos colocam anuncios em jornais dizendo estarem dispostos em atender católocos ou não católicos para serviços religiosos. Em Vitória tevemos o Pe. Paulo, casado, que realizou e realiza um trabalho maravilhoso, com liturgia e atendimento aos pobres. O que nos falta é divulgar nosso trabalho. O povo deve constatar que padre casado ñ é um delinquente, como a tradiçao eclesiastica o cosiderou e( de fato ainda o considera) isso ainda fica em muitos católicos. Confesso que cansei dos discursos, pois quem vai reformar a igreja ñ serei eu e o mundo só muda se eu mudar. Como vc, me considero dentro da igreja e reino, mesmo se nem sempre de acordo com a instituição clerical ou eclesiastica. Tirar a abatina, discutir é fácil, mais difícil é aregassar as mangas e renunciar aos benesses do clericalismo.
Peço sua benção e prece.
Mario
Grato por visitar nosso site
http://www.oraetlabora.com.br
Só posso dizer que lamento, tanto o manifesto do Sr. Romeu quanto os comentários de apoio.
A obediência é uma grande virtude, sem dúvida muito difícil. Porém, por obediência, ninguém peca.
Neste manifesto e em todos os que o apoiam só posso ver uma grande desobediência.
Além disso, humanamente falando, a toda escolha corresponde uma renúncia.
Se um sacerdote abre mão de seu estado clerical para casar-se, deve renunciar ao que corresponde a esse estado. Ou, se quer permanecer no estado clerical, deve renunciar ao matrimônio.
Ambas vocações (sacerdotal e matrimonial) são distintas e mutuamente exclusivas. Mas a obediência é um ponto em comum entre elas.
Quem quer ser católico, deve obedecer à Igreja, que é santa e não é pecadora. Porque Cristo não peca. Pecadores somos nós, os membros do Corpo Místico de Cristo. A Igreja, que é esse Corpo, é a Esposa Imaculada de Cristo. E somente nela somos salvos.
Prezada Daniela, não sei quem você é, qual sua formação e religiosidade.
Mas uma coisa lhe afianço: você foi MUITO INFELIZ ao tecer este comentário!
1) a obediência adulta e cristã nem sempre deve se submeter a ordens injustas e incorretas.
2) é o caso de desobedecer à lei do celibato imposta erroneamente e injustamente aos padres do rito latino.
3) você deve saber que os padres católicos orientais sempre puderam casar, até aos dias de hoje?
4) você sabe que os padres latinos (Europa) puderam casar até ao século XI?
5) você nunca leu na Bíblia que São Paulo escrevia e aconselhava os padres da época que fossem fiéis a suas esposas, educassem bem seus filhos, etc.?
6) nós padres casados renunciamos ao estado CLERICAL, mas não ao sacerdócio, que é um sacramento indelével, eterno, como o batismo.
7) Você compreenda e aceite de uma vez por todas que não há exclusividade entre sacerdócio e matrimônio, como já especifiquei acima. Onde você leu e inventou tamanha bobagem? Leia a Bíblia e estudo a história da nossa Igreja!
8) A Igreja não é só santa, como você afirma. Com todos os teólogos, santos Padres e Papas, sabemos que nossa Igreja é santa e pecadora (meretriz – dizem vários), porque composta de parte divina e parte humana.
Falta-lhe teologia para aceitar isso…
9) Conclusão: nós padres casados podemos (e até devemos em certas ocasiões) exercer nosso sacerdócio. O próprio Direito Canônico (lei da Igreja) nos autoriza e pede. Portanto, Pe. Romeu nada faz de errado, a ninguém desobedece.
Daniela, medite humildemente tudo que lhe transmiti acima, e atualize sua cabecinha.
Cristo e nós lhe pedimos!
Giba
Sou padre, casado, e exerço o ministério Ordenado de forma aberta e tranquila, com total apoio dos fiéis e alguns colegas padres que ainda permanecem “celibatários” no referido rito latino (romano), eu, porém, passei ao rito Anglicano a cerca de cinco anos, para viver de forma feliz e realizada, pois continuo a exercer o munus sacerdotal e pude contituir família. Entrei no seminario aos 19 anos e passei 10 anos na formação, após ordenação permaneci por 10 anos como vigário e pároco diocesano, mas tinha vida dúbia, então, após um retiro e conversa com o bispo, resolvi fazer uma experiencia no rito anglicano,,, Fui, vi e permaneci nessa Igreja que é católica apostólica de rito anglo-catolico (Igreja Episcopal Anglicana)… Sou professor na rede publica (3 dias na semana) e atendo a Paróquia com mais 3 capelas,,, Aliás, creio que os demais irmãos de presbitério, deveriam buscar outras opções e não ficarem esperando que a hierarquia (do rito romano/latino) autorizem a volta deles, ao contrário, vamos fazer crescer o numero de padres casados exercendo o ministrio, pois só assim vamos conseguir mudar a mentalidade dos bispos e o Papa … VAMOS DIVULGAR E ENSINAR AOS FIÉIS CRISTÃOS, DE QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO É SOMENTE O RITO ROMANO,,, O POVO PRECISA SABER QUE A iGREJA CATÓLICA É DIVIDIDA EM VÁRIOS RITOS E MUITOS DESSES RITOS (ORIENTAIS/ORTODOXOS) ACEITAM O PADRE CASADO, E HÁ PARA NÓS OCIDENTAIS, O RITO ANGLICANO, ONDE PODEMOS FAZER CRESCER AS COMUNIDADES E PAROQUIAS, HAJA VISTO QUE O POVO QUER E NECESSITA DE UM BOM PADRE, SEJA ELE CASADO OU SOLTEIRO,,, EIS A NOSSA CHANCE DE CONTINUAR NO MINISTERIO E DAR EXEMPLO DE FAMILIA. ALIÁS, O PAPA VIVE TOMANDO CAFEZINHO COM OS BISPOS ANGLICANOS, SINAL DE UMA BOA E MADURA RELAÇÃO EPISCOPAL, O QUE FAVORECE NO EXEMPLO DE UNIDADE E PAZ ENTRE OS RELIGIOSOS … SE O PAPA BENTO XVI DEU UMA CRUZ (PEITORAL) EPISCOPAL AO BISPO ANGLICANO,,, SE O PAPA JOÃO PAULO II DEU UM ANEL EPISCOPAL AO BISPO ANGLICANO, SÓ PODE SIGNIFICAR QUE AMBOS SE RESPEITAM E SE RECONHECEM COM BISPOS, MESMO HAVENDO RESQUICIOS HISTORICOS QUE DIZEM O CONTRARIO, PORÉM SÃO QUESTÕES SOCIO-POLITICA-RELIGIOSA, POIS SOMOS PADRES E BISPOS TANTO QUANTO … IRMÃOS, VAMOS FAZER CRESCER NOSSAS COMUNIDADES E MOSTRAR AO MUNDO QUE É POSSIVEL UMA PAROQUIA ONDE O PADRE SEJA CASADO E OS FIÉIS CONHEÇAM A ESPOSA E FILHOS DO PADRE, POIS ASSIM DIMINUIREMOS OS NUMEROS DE PADRES DOENTES, E PADRES QUE MANTEEM ESPOSAS E FILHOS ESCONDIDOS,,, VENHA, SE JUNTE A NÓS!!! CONTINUEM NO MINISTERIO, COMO PADRE CATÓLICO (RITO ANGLICANO)!!!
LEMBRANDO QUE PODEMOS EXERCER O MINISTERIO SEM ESTAR NUMA HIERARQUIA OU IGREJA INSTITUIDA, POIS PELO BATISMO SOMOS VOCACIONADOS DO SENHOR E TEMOS O DEVER DE SERMOS HOMENS E MULHERES DO BEM, FAZENDO OBRAS DE CARIDADE AO PROXIMO E ISSO INDEPENDE DE ESTAR OU NÃO DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO, MAS SE VC SENTE O DESEJO DE PRESIDIR A MISSA E MINISTRAR OS SACRAMENTOS, COMO PADRE OFICIALMENTE LIGADO A UMA NOMENCLATURA DE IGREJA,,, SEJA BEM VINDO!!!
Dario Ferraboli
agosto 1st, 2012 at 23:55
Padre Romeu Teixeira Campos
Admiro imensamente sua atitude corajosa.
Sou também padre casado con uma esposa e 3 filhos e vivo nos Estados Unidos e sou membro de várias organizações de padres casados.
Sou graduado en 3 seminários theológicos e falo diversas línguas.
Estarei no Brasil por 3 meses para me encontrar con o maior número de padres casados…
Desejo uma igreja onde Jesus seja o único patriarca.
Uma igreja santa, uma igreja nova uma igreja doméstica, uma igreja para os humildes,uma igreja menos dogmática e mais espiritualista, uma igreja de famílias que cultivan virtudes,uma igreja revitalizada e santificada por padres casados… sin, nós somos a igreja.
Padre Dairo V. Ferrabolli
309 Fort Lee Road suite o2
Leonia, New Jersey
USA
Estoy evangélicamente dentro de este movimiento en Cristo y por Cristo.A mis noventa años serguiré luchando obstinadamente por defender el Mensaje de Cristo y NADA MAS.
Padre Aguirre
Mendoza – Argentina
João,
Sou o Grego, de Limeira-SP, coordenador do movimento de ex-seminaristas e ex-padres que estudaram no Seminário Imaculada de Campinas-SP, cujas atividades foram encerradas em 1972.
Penso que não é só caso de se comunicar com o Romeu, mas vocês, que parece-me que são um grupo, que tem até jornal, discutem temas indo além de simples confraternização, poderia levantar essa questão de padre querer voltar….voltar para onde?…
Bem, acho comovente a atitude do Romeu, nessa idade, querer retornar às atividades religiosas, imagino que voltar a ter uma paróquia na Diocese….?
Mas, é um caso, para vocês pensarem, que podem retornar às atividades religiosas, bastando aceitarem e se prepararem e se tornarem Diáconos Permanentes….só isso….
Temos muitos amigos por aqui, alguns, com a falta de padres, até praticamente levando uma vida de padre…
Só tem aquele detalhe de não poder celebrar a missa integralmente….mas como disse o Romeu, o que importa é evangelizar e não sacramentalizar, então está tudo resolvido….
As pessoas procuram brigas onde há paz…talvez, tenha aí, muito de saudosismo, do próprio status de “autoridade eclesiástica” e toda pompa que os padres tinham até os anos 60….isso já está perdido….não acham? Igreja só tem autoridade dentro dela mesma…e olhe lá…os Bispos já não contém mais a modernidade dos novos padres….
O que o Romeu quer? Forçar sua reintegração em uma organização que é uma instituição reconhecida também como civil e particular…
Se ele e vocês e nós ex-seminaristas achamos que somos todos Igreja, temos que reinventar outra, porque aquela Romana já tem dono…rs….
E evangelizar hoje, meu amigo, dentro dessa Igreja, é fazer festa…criar ídolos….etc…etc…
Enfim, só há um caminho: organizar outra Igreja….se é que esse é o desejo que temos….
Acabo de colocar, em resumo, o testemunho corajoso do colega Romeu, no blog do Movimento para uma Formação Cristã Libertadora em Fortaleza: http://blogformacaocristafortaleza.blogspot.com.br
Acreditar no futuro só será possível se passaremos do discurso para a prática. Refletir é necessário e bom, fazer é melhor.
Querido amigo Mário Palumbo:
SOBRE O MANIFESTO DO COLEGA PE. ROMEU, DE VOLTAR AO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO SACERDOTAL:
Tomei conhecimento do manifesto do Pe. Romeu, de Santa Luzia, Minas Gerais, que, após 44 anos de afastamento do ministério sacerdotal em virtude de haver se casado, resolveu voltar a praticar o mesmo ministério por conta própria, sem a autorização do Bispo e do Papa.
O que eu acho dessa atitude do Pe. Romeu? Bem, eu seria incoerente se dissesse que discordo dele, pois, como é do seu conhecimento, eu mesmo tive uma Comunidade (Igreja Doméstica) de 120 pessoas em Vitória, capital do Espírito Santo, por 20 anos. Tudo funcionava como uma pequena paróquia, onde fazia batizados, casamentos, missas dominicais e dias santos, visitava os doentes e os ungia com a Santa Unção, confissões e sepultamentos. Enfim, por 20 anos fiz tudo o que um Vigário faz em sua paróquia. Além disso, tínhamos um belíssimo trabalho social com os pobres da violenta periferia de Cariacica, na Grande Vitória. Semanalmente eu e minha querida espôsa Sônia, e outras pessoas de nossa Comunidade, visitávamos os pobres levando-lhes assistência material (comida), assistência social, encaminhando os filhos para a escola e o posto médico, além de construirmos casas de alvenaria para os mais pobres entre os pobres.
Fizemos tudo isso ainda sofrendo perseguição e ameaça de excomunhão . Não tínhamos recursos materiais para levar semanalmente comida e assistência social para os miseráveis que não tinham nem o que comer. Conseguíamos esses recursos pedindo aos mais abastados e distribuindo com os mais pobres.
Você, Mário, se deu ao trabalho de nos visitar e viu de perto o trabalho que fizemos nessa Igreja Doméstica. Você, várias vezes, colocou no seu saite Ora et Labora, apelos para que o MPC (Na época era Movimento dos Padres Casados) se solidarizasse conosco e se engajasse conosco na luta pela transformação dessa igreja-poder em igreja-serviço, mas nunca houve resposta de nenhum de nossos colegas do MPC.. Você foi o único que se interessou. Saiu de Ribeirão Preto, junto com a querida esposa Margarida, e veio conhecer de perto nosso trabalho. Você, inclusive, nos ajudou materialmente, com doação de dinheiro para nossa obra de ajudar os mais pobres e deserdados.
. Meu lema é o mesmo do poeta Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Por isso fui à luta desde cedo, consciente de que se quizermos mudança temos que ser nós mesmos os seus protagonistas. Como bem disse o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, “essa mudança só virá de baixo para cima”. Apanhei muito da hierarquia e de uma parte da sociedade. Sem medo, dei minha cara a bater. E bateram muito. Expús minha família, mas tanto minha esposa quanto minhas filhas sempre estiveram conscientes da missão que lhes fora reservada por Deus, e, livre e expontaneamente, estão ao meu lado até hoje. Foram 20 anos – não vinte dias ou vinte meses – de muita luta, sem o apoio de ninguém, a não ser o seu, meu querido irmão Mário, e o de alguns corajosos e sedentos por mudança.
Tudo isso me dá experiência para falar que se o MFPC quiser alguma coisa em termos de mudança, deve primeiro mudar a si mesmo e sair do discurso à prática. Deve mudar o foco, da discussão para a ação. Do contrário não irá a lugar nenhum.
Parabenizo e me solidarizo com o colega Pe. Romeu, esposa e filhos, pela coragem de, aos 82 anos de idade e depois de 44 anos afastado do ministério, resolver pôr-se a caminho, colocar a mão no arado e partir para a missão de evangelizar. Conte com a minha simpatia e respeito e com as minhas orações.
Seria maravilhoso se o Movimento (MFPC) tomasse atitude semelhante. Dia desses li no último Rumos que já somos no Brasil 8 mil padres casados, provavelmente todos acomodados. Eu penso que somos até mais, pois grande parte de esconde. Deveríamos parar e pensar que Lutero sozinho fez uma revolução na Igreja. Enquanto isto, os 8 mil – ou boa parte deles – vivem gritando e pedindo mudanças, mas não mechem uma palha para que ela aconteça. Sabem quando a transformação irá ocorrer? Nunca!!!
É preciso mais ação e menos palavras. Ou, por outra, é preciso que a ação acompanhe as palavras. O mundo está cheio de belas palavras.
Parabéns, Pe. Romeu! Siga em frente, e que seu gesto possa despertar essa mesma coragem em outros colegas, quiçá e principalmente no Movimento como um todo.
Mário, um grande abraço para você e Margarida. Sônia está mandando um beijo para Margarida. Se você achar que deve, pode publicar no seu saite.
Pe. Paulo Jorge Lúcio.
Pe.Paulo Jorge Lúcio, obrigada por seu testemunho de vida. Eu particularmente adoraria fazer parte de uma comunidade assim, sem hierarquia autoritária.Tenho pena dos novos sacerdotes que correm atrás de poder em vez de correr atrás de santidade! Necessitamos sim de exemplos como o do Pe. Romeu e de igrejas domésticas, de famílias santas. Que o Espírito Santo nos faça ir aonde devemos….