APARECIDA, sexta-feira, 20 de abril de 2012 (ZENIT.org) – Nesta sexta-feira a CNBB divulgou o texto integral da carta que enviou ao Santo Padre Bento XVI anunciando a abertura dos trabalhos da 50ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil. Publicamos a seguir a carta.
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Aparecida, 19 de abril de 2011 – P. nº 0357/12
Beatíssimo Pai,
Nós, Bispos do Brasil, estamos reunidos desde o dia de ontem, para a Assembleia Geral da nossa Conferência Episcopal, junto do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Somos quase 300 bispos, reunidos para rezar, refletir e tomar decisões para o bom exercício da nossa missão episcopal e para o bem das nossas Comunidades Eclesiais.
Esta é a 50ª Assembleia Geral de nossa Conferência que, neste ano, comemora também o 60º aniversário de sua criação. Nesta reunião jubilar iniciamos as comemorações do 50º aniversário do Concílio Vaticano II, que se estenderão por quatro anos no Brasil; durante esse período, procuraremos ouvir de novo a voz do Espírito, que falou no Concílio Vaticano II, dando especial destaque ao Ano da Fé e ao precioso dom do Catecismo da Igreja Católica.
No tema principal de nossa Assembleia Geral – “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” – queremos acolher melhor em nossas Dioceses a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, de Vossa Santidade. Somos ministros e servidores da Palavra de Deus para nossos irmãos e para o mundo.
Santo Padre, ao recordamos hoje o 7º aniversário de sua eleição, como Sucessor de Pedro, queremos expressar nossas especiais congratulações a Vossa Santidade. Nesta manhã, já oferecemos a Santa Missa em sua intenção, pedindo que o Senhor Ressuscitado o fortaleça e o conserve com saúde, para confirmar os irmãos na fé. Que o Espírito Santo o assista sempre no exercício do Ministério Petrino.
Elevamos nossa ação de graças pelo dom que Deus fez à Igreja, ao chamar Vossa Santidade ao Pontificado neste momento particularmente exigente da vida da Igreja, no início do século XXI. A profundidade dos documentos que Vossa Santidade tem dado à Igreja, a clareza de seus pronunciamentos, a busca da comunhão que transparece em suas decisões, são inspiradoras para o exercício do nosso ministério pastoral e nos encorajam a continuarmos a ser sempre fiéis a Nosso Senhor e ao Evangelho, mesmo em meio a dificuldades, incompreensões e sofrimentos. Pedimos que o Espírito de Deus fortaleça e conforte o coração de Vossa Santidade e o recompense pelo valioso serviço prestado a toda a Igreja e à humanidade.
Santidade, a Igreja no Brasil, com seus jovens, prepara-se, com alegre expectativa para a próxima Jornada Mundial da Juventude, em julho do próximo ano, no Rio de Janeiro. Temos a certeza de que esse novo encontro do Papa com os jovens do mundo inteiro trará muitos frutos para a nova evangelização e a transmissão da fé cristã.
Ao manifestarmos nossa adesão e fidelidade ao Magistério do Sucessor de Pedro, invocamos para nós, para nossos fiéis e todo o povo brasileiro sua paterna Bênção Apostólica.
Raymundo Cardeal Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva – Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA, Vice-presidente da CNBB
Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília – DF, Secretário Geral da CNBB
Respostas de 17
Que adulação (para não usar uma palavra mais feia)!
Eu não sabia que tudo está tão maravilhoso na nossa Igreja…..
Realmente, amiga Irene, é lamentável tamanha adulação.
Mas é compreensível, sabendo de quem parte.
Os bispos não podem agir diferentemente…
Giba
Ah Giba, não concordo. Ele poderiam agir diferentemente se tivessem um pouquinho de coragem. Mas eles (quase) todos querem ainda subir na escada da hierarquia… Aí está o problema. Eles se esqueceram da mensagem do pobre filho do carpinteiro da Galileia. Parecem-se com os apostolos quando perguntaram qual será o lugar deles no reino que havia de vir………… É uma pena!
Sim, Irene, foi o que eu disse nas entrelinhas. A grande maioria dos bispos conservadores só pode agir assim!
É uma pena!
Giba
São quase todos filhos do SISTEMA. É deste modo que durante 04 anos desejam ouvir a voz do Espirito que falou durante o Concilio Vat II ???????? Coitado do Espirito Santo ! Precisa preencher muitos vazios e ainda vai levar a culpa. Não assumem a colegialidade, lamentam que perderam o povo, esquecem que perderam muitos sacerdotes, parecem que continuam com os olhos vedados para a realidade e as peculiaridades da pastoral no Brasil. Ainda existem excelentes bispos, mas infelizmente são vozes isoladas.
Que beleza de comentário, prezado Almir!
Que o Espírito Santo faça “ESCAPULIREM” do clero para o bispado mais excelentes bispos.
Giba
CERTA VEZ UMA PESSOA PERGUNTOU AO PADRE? ACHO UM ABSURDO UM PADRE NÃO PODER CASAR, NÃO PODER TER FILHO, NÃO PODER FORMAR UMA FAMILIA. ESTIVE LENDO A BIBLIA, E NÃO HA NENHUMA IMPOSIÇÃO AO CELIBATO, NÃO HÁ FUNDAMENTAÇÃO BIBLICA.O SABIO PADRE RESPONDEU: FILHA, DE FATO O CELIBATO NÃO É BIBLICO, JESUS NÃO O CITOU, PORÉM É UMA OPÇÃO. SE EU CASASSE TERIA UM, DOIS, TRES FILHOS, QUEM SABE MAIS. TERIA UMA ESPOSA, E UMA FAMILIA COM NUMERO CONTADOS. COMO PADRE, TENHO MUITOS FILHOS, NÃO DA PRA CONTAR; COMO PADRE TENHO UMA FAMILIA IMENSA QUE NAO TEM FIM, COMO PADRE, TENHO TODA A IGREJA COMO ESPOSA. MAIOR DOM NÃO HÁ.
Que saudades da época que Dom luciano Mendes era presidente da CNBB!…Será que nossos “bispos” da atualidade tem algo a nos dizer sobre a ação do Espirito Santo no Concílio Vaticano II? Igreja proposta pelo Concílio e a Igreja que temos é a mesma???…
Sim, todos temos saudades de Dom Luciano Mendes.
Suas duas perguntas deixam a gente refletindo muito…
Giba
Prezado Giba, se o santo padre está dizendo que não é o momento de discutir o celibato, é porque não é. concordo, o celibato não é biblico, como eu mesmo transcrevi. porem, jesus era celibatario, e a palavra de deus, diz que o homem não casado tem mais tempo para Deus.
eu amo os padres casados, porem, não posso deixar de reconhecer que há exageros que são frutos de revoltas. a teologia da libertação, defendida em alguns comentarios falhou, porque tira a ótica transcendental do senhor, ao apoiar-se no marxismo.
Deus esteja contigo.
Penso que esse tipo de carta é só um protocolo, onde é para transparecer uma idéia que todos os bispos pensam e agem da mesma maneira, concordam e comungam unanimente com a maneira de conduzir a Igreja. Penso que poderia ser tratado temas mais especificos, tais como: o celibato, a ordenação de mulheres, a ordenaçào de homens casados, etc. São temas mais ligados ao exercicio do ministério na Igreja. Penso que hoje há iniciativas particulares e em pequenos grupos espalhados pelo mundo. Penso se estamos celebrando 50 anos de Concilio VaticanoII, temos que nos alegrar com os avanços obtidos na liturgia, no social, no religioso, porém, é preciso ainda mexer em questões fundamentais, tais como, as citadas anteriormente e, mais ainda, ficarmos alerta porque a Igreja no Brasil tende a se fechar cada vez mais, pois, basta ver quais sào as preocupações que afetam muitos nossos seminaristas. Pois estão, muitas vezes, preocupados com vestimentas e rituais robotizados. Mas, contudo amo a Igreja, pois também sou Igreja com o meu próximo. Um abraço ao caro leitor.
Exato, Carlos. São bem válidos estes seus comentários.
Continue visitando nosso site e nos enriquecendo com bons comentários.
Giba
Daniel, você vê ou não vê como é possível o padre ser padre e ser casado? Por que não podem ser somadas as duas realidades?
Pense nisto, e conseguirá admirar e até apoiar os padres casados. A bíblia – palavra de Deus – o ajudará a entendê-los e apoiá-los.
Nós, padres casados não caluniamos o papa, como você afirma em outro comentário. Nós o amamos mas também apontamos seus erros no comando da Igreja.
Pense nisto e procure não se revoltar contra os bons 65 mil padres casados brasileiros e 150 mil pelo mundo todo.
Quanto à teologia da libertação, vejo que você está desatualizado. Procure inteirar-se e mudará de ideia.
Giba
Mais um protocolo da Igreja. O concílio Vaticano II foi o grande divisor de águas trazendo uma corrente de transformação. E,essa transformação ainda continua sendo um desejo de quem acredita numa Igreja que deve sair da “sacristia”. Há uma forte tendência de voltar ao passado. É uma preocupação que paira no meio de quem acredita numa Igreja do povo e comprometida com a vida, a justiça e um mundo melhor. Sinto ausencia da sua presença nos movimentos sociais e nas mobilizações. É preciso descer da montanha, ou seja, descer do altar e aproximar da realidade respondendo os apelos da atualidade. Que Igreja somos e que Igreja queremos?. As vezes somos tomados pela perplexidade, quando nos deparamos com tantos escândalos.
Enquanto discutimos amenidades como o celibato há um mundo em ebulição em todas as áreas da vida humana; um planeta que padece, que é esgotado ….. Esses religiosos, em síntese, só querem mesmo é serem bajulados na segurança de suas roldanas/palácios, vida mundana, consumismo/conforto empurrando fardos que eles mesmos não querem carregar.
ESCLARECIMENTO: Esse último comentário foi de um leitor do site, ARAÚJO.
Caro Diniz: parabéns por seus 2 excelentes comentários: igreja de sacristia e casamento do colega padre Carlos.
Aprovo-os “cum laude”…
Giba