Por que o ovo e o coelho são símbolos da Páscoa?

A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach – que significa “passagem” em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés.

 Durante a festa judaica, o ovo – um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido – é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: “O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade”. (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.)

A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida.

“Já o coelho foi uma forma de popularizar a festa”, diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da PUC-SP. Desde o antigo Egito, o animal era símbolo da fertilidade devido à sua incrível capacidade de procriação.

“O Pessach teve origem em ritos tribais, cujo objetivo era celebrar a paz entre os povos. O cordeiro era repartido entre os chefes das tribos, num jantar comunitário que reforçava suas alianças. Nesse contexto, o coelho veio substituir o cordeiro”, afirma Maria Ângela.

Respostas de 3

  1. Mantenho o mesmo comentário que fiz em abril de 2010 sobre esta simbologia. É uma lembrança que guardo do meu catecismo paroquial quando tinha 09 anos, portanto, antes de entrar no seminário. Dizia o Pe Raimundo na paróquia de Ibicarai contando histórias para a criançada: Por que o ovo é simbolo da Pascoa ? E deu a explicação: O pintinho com a sua própria força quebra a casca do ôvo e sai sem ajuda de ninguém. Assim Cristo saiu da sepultura. Melhor ainda foi a reflexão que fez: A páscoa para o cristão consiste em “quebrar as cascas” e deixar nascer o homem novo.
    E Coelho ??? Aí é outra história do meu tempo de teologia que continua na memória. O Coelho além da fertilidade como disse a teóloga da PUC remontando ao Egito, ele é também símbolo de vivacidade. Ele dorme com os olhos abertos. Numa sessão de hipnose em 1966 na Faculdade do Ipiranga em São Paulo o Pe Oscar Quevedo há muito tinha hipnotizado o coelho mas a plateia ainda duvidava por que ignorava que o coelho dorme com os olhos abertos. Ao final foi uma risadaria geral. Que lições poderiamos tirar? É uma sinalização muito forte para a igreja hierárquica hoje: manter os olhos abertos aos sinais dos tempos.

  2. Almir, muito interessante é seu comentário. Vou arquivá-lo em minha coletânea.
    Giba

  3. Irene, eu viajava e notei o mesmo, ao abrir o site em computador de um amigo. Liguei para Brasília, alertando o Moura e Antônio Evangelista.
    Felizmente ontem voltou tudo ao normal.
    Feliz Páscoa!
    Giba

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