Papa Francisco estaria na mira de grupo fundamentalista islâmico

O Papa Francisco estaria na mira de membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), organização insurgente extremista do Oriente Médio. A informação foi revelada, no último dia 25 de agosto, pelo influente jornal romano Il Tempo, citando fontes do serviço secreto italiano. Para os fundamentalistas do EIIL, o Sumo Pontífice é o máximo portador de “falsas verdades”.

 

Segundo o site, integrantes do grupo estariam “aterrorizando”, nas últimas semanas, populações em zonas do Iraque, Síria e Líbia, com vistas a tomar o controle e instalar um novo califado na região, forma de governo que representa a unidade e liderança política do mundo islâmico.

O Il Tempo aponta que os jihadistas — adeptos de Jihad, conceito essencial da religião islâmica, que significa “empenho” para conquistar a fé perfeita — consideram o Papa um “portador de falsas verdades”, presumivelmente por transmitir mensagens de Jesus Cristo e não as de Maomé, o profeta islâmico.

Serviços secretos italianos teriam advertido o Vaticano sobre a ameaça e a Santa Sé já teria incorporado especialistas em informática e em inteligência, colaborando com serviços secretos de diversos países.

“O grupo de fundamentalistas islâmicos, guiados por Al-Baghafi (autoproclamado Califa do Estado Islâmico em uma mesquita de Moçul – cidade no norte do Iraque e a capital da Província de Ninawa, a cerca de 400 quilômetros a noroeste da capital iraquiana Bagdá -, segunda maior cidade do Iraque e em seu poder), tenta subir o nível de enfrentamento, agredindo a Europa e a Itália”, afirma Il Tempo.

De acordo com o site, nos últimos meses, pelo menos 50 jovens italianos teriam combatido na Síria e no Iraque como “mujahidines”, ou seja, guerreiros em nome de Alá (palavra árabe para designar o Deus islâmico), que buscam fazer a Jihad (guerra santa) para impor o islamismo.

Na última semana, o EIIL, inclusive, difundiu um vídeo no qual um de seus integrantes decapitava o jornalista estadunidense James Foley, que estava sequestrado por extremistas desde o fim de 2012.

O Il Tempo destaca que Francisco teria se referido, em várias oportunidades, às ações da EIIL e, em particular, à situação dos cristãos no Iraque, defendendo que estes deveriam fugir e refugiarem-se se não quisessem ser assassinados pelos jihadistas. Isso porque, segundo a interpretação que os fundamentalistas do EIIL fazem do Alcorão, o livro sagrado do Islã, os cristãos têm poucas opções diante de um califado islâmico: se converterem, pagarem uma multa ou padecerem de “morte por espada”.

“Quando há uma agressão injusta, é lícito deter o agressor injusto”, afirmou o Papa na última semana, ao regressar de sua visita à Coreia do Sul. No entanto, ele explicou: “Mas não bombardear, não fazer uma guerra”.

Apelo à comunidade internacional

Durante o 35° Encontro para a Amizade entre os Povos, que acontece de 24 a 30 de agosto, na cidade de Rimini, Itália, o observador permanente da Santa Sé no escritório da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, fez um apelo à comunidade internacional a fim de que se faça algo para deter as violências perpetradas pelos jihadistas no Iraque e em outras áreas, onde as minorias religiosas são perseguidas ou eliminadas.

“Nesse contexto de violência e de tragédia, a tarefa da Igreja é difícil, mas contínua. O testemunho do Santo Padre é claro: continua fazendo apelos à comunidade internacional e a todos nós fiéis pede orações a fim de que se encontre o caminho da paz, convidando à negociação e exortando os países que têm a capacidade, que, através dos mecanismos das Nações Unidas, detenham o agressor”, afirmou o arcebispo, em entrevista à Rádio Vaticano.

 

FONTE: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82181

Uma resposta

  1. Vamos redobrar as nossas preces pela Segurança do Papa Francisco e pela PAZ no mundo todo, pois o fanatismo é doentio e capaz de qualquer monstruosidade!

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