A Igreja não é uma universidade da religião



O Papa em Santa Marta afirmou que a Igreja sem testemunho é estéril.                                            A Igreja não é uma universidade da religião – afirmou o Papa Francisco na Missa em Santa Marta na manhã desta terça feira na qual deixou uma mensagem clara: a Igreja sem testemunho é estéril. Na sua homilia o Santo Padre percorreu o caminho do martírio de Estevão, o primeiro mártir da Igreja.O primeiro de tantos testemunhos:“Martírio é a tradução da palavra grega que também significa testemunho. E assim podemos dizer que para um cristão o caminho vai no rasto deste testemunho, sobre estas pegadas de Jesus para dar testemunho d’Ele e tantas vezes este testemunho acaba por dar a vida. Não se pode entender um cristão sem que seja testemunha e dê testemunho.

Nós não somos uma religião de ideias, de pura teologia, de coisas belas, de mandamentos. Não, nós somos um povo que segue Jesus Cristo e dá testemunho de Jesus Cristo – e este testemunho às vezes chega a dar a vida.”
Assassinado Estevão, lê-se nos Atos dos Apóstolos, que eclodiu uma violenta perseguição contra a Igreja em Jerusalém. E desta forma – sublinhou o Papa – os cristãos dispersaram-se na região da Judeia e da Samaria. E estas pessoas aonde quer que chegavam davam testemunho de Jesus dando assim início à missão da Igreja – afirmou o Papa Francisco:
“O testemunho seja na vida quotidiana, seja com algumas dificuldades e, também seja na perseguição com a morte, sempre é fecunda. A Igreja é fecunda e mãe quando dá testemunho de Jesus Cristo. Ao invés, quando a Igreja se fecha em si própria, julga-se – digamos – uma universidade da religião, com tantas belas ideias, com tantos belos templos, com tantos belos museus, com tantas belas coisas, mas não dá testemunho, torna-se estéril. O cristão também.
O cristão que não dá testemunho fica estéril, sem dar a vida que recebeu de Jesus Cristo.”“E hoje pensando nestes dois ícones – Estevão que morre e a gente, os cristãos, que fogem, andando por todo o lado devido à violenta perseguição – perguntemo-nos:
Como é o meu testemunho? Sou um cristão testemunha de Jesus ou sou um simples numerário desta seita? Sou fecundo porque dou testemunho, ou fico estéril porque não sou capaz de deixar que o Espírito Santo me leve para a frente na minha vocação cristã?” (RS)
FONTE: RADIO VATICANO

Uma resposta

  1. Como é possível não sermos “uma religião de ideias, de pura teologia, de coisas belas, de mandamentos” se temos um “código de direito canónico” com 1752 cânones ou artigos (alguns bem limitativos), um “catecismo da Igreja Católica” com 2865 parágrafos doutrinais, um “compêndio do catecismo da Igreja Católica” com 598 artigos de síntese, uma cúria romana cheia de congregações, tribunais, conselhos pontifícios, comités, comissões, secretaria para a economia, banco, administração financeira?
    Creio bem que se perde mais tempo com a administração do que com a ação pastoral, mais energias com as coisas (“os bens”) do que com as pessoas (que nem sempre são consideradas “bens”). De resto, Roma, muitas vezes abusivamente, em nome do Papa, fala demais; e, umas vezes, arruma as coisas demasiado depressa, outras vezes, deixa-as andar indefinidamente no limbo da indecisão.

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