144 professores de Teologia – equivalente a um terço dos teólogos católicos de fala alemã residentes na Alemanha, Suíça e Áustria – subscreveram um manifesto em que exige reformas na Igreja católica. As propostas incluem o fim do celibato, a ordenação de mulheres e a participação popular na escolha de bispos.
A reportagem foi publicada no jornal Süddeutsche Zeitung, destacando o fato de que esse número seria maior se muitos não temessem represálias da instituição. O fato lembra a Declaração de Colônia, assinada por 220 teologos em 1989, no papado de João Paulo II.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação
(ALC), 07-02-2011.
Judith Könemann, professora de Teologia em Münster, destacou que o amplo eco a partir da declarações ao jornal bávaro demonstra que “tocaram um nervo”. Ela é uma das oito pessoas que redigiram o manifesto, ao qual se somaram professores eméritos da envergadura intelectual de Peter Hünermann e Dietmar Mieth, velhos
batalhadores por reformas como Heinrich Missalla e Friedhelm Hengsbach, progressistas como Otto Hermann Pesch e Hille Haker, e até mesmo conservadores como Eberhard Schockenhoff.
Tendo como pano de a crise até então incontornável dos escândalos de pedofilia
em dioceses e paróquias da Igreja católica ao redor do mundo, o texto elogia o chamamento dos bispos a um diálogo aberto. Pragmático, os assinantes de dizem “na responsabilidade de dar uma contribuição a um novo começo real”, assumindo a tese central de que a Igreja Católica só “pode anunciar o libertador e amante Deus Jesus
Cristo”, quando ela mesma “for um lugar e um testemunho crível da mensagem de libertação do Evangelho”.
Insiste que ela deve reconhecer e fomentar “a liberdade do homem como criatura de Deus”, respeitar a consciência livre, defender o direito e a justiça e criticar as manifestações que “depreciam a dignidade humana”. O que trazem são “desafios”, que incluem “maiores estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja” e a participação dos fiéis na escolha de seus bispos e párocos.
O manifesto retoma o afirmação já feita de que a Igreja católica
necessita “também de sacerdotes casados e mulheres no ofício eclesiástico”, denuncia que a falta de sacerdotes força a exigência de paróquias cada vez maiores e lamenta que os sacerdotes sofram desgastes diante destas circunstâncias.
Enfatiza ainda que “a defesa legal e a cultura do direito” na Igreja
devem “melhorar urgentemente” e argumenta que a elevada valorização do matrimônio e do celibato supõe “excluir pessoas que vivem o amor, a fidelidade e a preocupação mútua” em uma relação estável de casal do mesmo sexo ou como divorciados casados em segundas núpcias.
Desconstrói a suposta autoridade de Roma e critica o “rigorismo” da Igreja Católica, insistindo que não se pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para uma reconciliação com aqueles “diante dos quais é culpada: por violência, por negar o direito, por converter a mensagem bíblica de liberdade em uma moral rigorosa sem misericórdia”.
E voltou aos escândalos de pedofilia, afirmando que “à tempestade do ano passado não pode seguir tranquilidade nenhuma”, e afirma considerar que “nas circunstâncias atuais só pode ser a tranquilidade da sepultura”. E conclui denunciando a prisão do pavor institucional diante do rebanho, exigindo diálogo, observando que “o medo não é bom conselheiro”, recordando que os cristãos foram “chamados pelo
Evangelho a olhar com valor para o futuro e como o chamamento de Jesus a Pedro para caminhar sobre as águas: ‘por que estais com medo? Vossa fé é tão pequena?’”.
Teólogos europeus exigem fim do celibato e ordenação de mulheres na
Igreja Católica – ALC, Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação. Há décadas, mulheres são ordenadas na Igreja Anglicana e Munique – 144 professores de Teologia -equivalente a um terço dos teólogos católicos de fala alemã residentes na Alemanha, Suíça e Áustria- subscreveram um manifesto em que exige reformas na Igreja católica. As propostas incluem o fim do celibato, a ordenação de
mulheres e a participação popular na escolha de bispos.
A reportagem foi publicada no jornal Süddeutsche Zeitung, destacando o fato de que esse número seria maior se muitos não temessem represálias da instituição. O fato lembra a Declaração de Colônia, assinada por 220 teólogos em 1989, no papado de João Paulo II.
Judith Könemann, professora de Teologia em Münster, destacou que o
amplo eco a partir das declarações ao jornal bávaro demonstra que “tocaram um nervo”. Ela é uma das oito pessoas que redigiram o manifesto, ao qual se somaram professores eméritos da envergadura intelectual de Peter Hünermann e Dietmar Mieth, velhos batalhadores por reformas como Heinrich Missalla e Friedhelm Hengsbach, progressistas como Otto Hermann Pesch e Hille Haker, e até mesmo conservadores
como Eberhard Schockenhoff.
Tendo como pano de a crise até então incontornável dos escândalos de pedofilia em dioceses e paróquias da Igreja católica ao redor do mundo, o texto elogia o chamamento dos bispos a um diálogo aberto. Pragmático, os assinantes de dizem “na responsabilidade de dar uma contribuição a um novo começo real”, assumindo a tese
central de que a Igreja Católica só “pode anunciar o libertador e amante Deus Jesus Cristo”, quando ela mesma “for um lugar e um testemunho crível da mensagem de libertação do Evangelho”.
Insiste que ela deve reconhecer e fomentar “a liberdade do homem como criatura de Deus”, respeitar a consciência livre, defender o direito e a justiça e criticar as manifestações que “depreciam a dignidade humana”. O que trazem são “desafios”, que incluem “maiores estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja” e a participação dos fiéis na escolha de seus bispos e párocos.
O manifesto retoma a afirmação já feita de que a Igreja católica
necessita “também de sacerdotes casados e mulheres no ofício eclesiástico”, denuncia que a falta de sacerdotes força a exigência de paróquias cada vez maiores e lamenta que os sacerdotes sofram desgastes diante destas circunstâncias.
Enfatiza ainda que “a defesa legal e a cultura do direito” na Igreja
devem “melhorar urgentemente” e argumenta que a elevada valorização do matrimônio e do celibato supõe “excluir pessoas que vivem o amor, a fidelidade e a preocupação mútua” em uma relação estável de casal do mesmo sexo ou como divorciados casados em segundas núpcias.
Desconstrói a suposta autoridade de Roma e critica o “rigorismo” da Igreja Católica, insistindo que não se pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para uma reconciliação com aqueles “diante dos quais é culpada: por violência, por negar o direito, por converter a mensagem bíblica de liberdade em uma moral rigorosa sem misericórdia”.
E voltou aos escândalos de pedofilia, afirmando que “à tempestade do ano passado não pode seguir tranquilidade nenhuma”, e afirma considerar que “nas circunstâncias atuais só pode ser a tranquilidade da sepultura”. E conclui denunciando a prisão do pavor institucional diante do rebanho, exigindo diálogo, observando que “o medo não é bom conselheiro”, recordando que os cristãos foram “chamados pelo
Evangelho a olhar com valor para o futuro e como o chamamento de Jesus a Pedro para caminhar sobre as águas: ‘por que estais com medo? Vossa fé é tão pequena?'”.
Um terço dos teólogos de fala alemã exige o fim do celibato e o sacerdócio
da mulher Revolução na pátria de Ratzinger. Um terço dos teólogos católicos de fala alemã residentes na Alemanha, Suíça e Áustria (144 professores de Teologia católica), subscreveu um manifesto em que exigem profundas reformas da Igreja católica, que incluam, entre outras, o fim do celibato, o sacerdócio feminino e a participação popular
na escolha de bispos.
A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-02-2011. A tradução é do Cepat.
Os assinantes representam mais de um terço dos 400 teólogos da região de fala alemã, segundo revela o jornal Süddeutsche Zeitung, em que se afirma que seu número seria maior se muitos não tivessem negado sua rubrica por medo de represálias.
A iniciativa representa, além disso, o mais importante levantamento contra a cúpula da Igreja católica nos últimos 22 anos, quando 220 teólogos subscreveram, em 1989, a chamada Declaração de Colônia, crítica com o governo da Igreja exercido por João Paulo II.
A professora de Teologia de Münster Judith Könemann, uma das oito pessoas que redigiram o manifesto, reconhece que teriam se contentado com 50 assinaturas, mas destaca que o amplo eco demonstra que “tocaram um nervo”, em declarações ao citado jornal.
Entre os que assinam o documento destacam-se prestigiosos professores
eméritos como Peter Hünermann e Dietmar Mieth, velhos lutadores pelas reformas como Heinrich Missalla e Friedhelm Hengsbach, progressistas como Otto Hermann Pesch ou Hille Haker, mas também conservadores como Eberhard Schockenhoff.
Redigido com os escândalos de pederastia no interior da Igreja católica como transfundo, o texto é prudente e louva também o chamamento dos bispos a um diálogo aberto.
Após explicar que se veem “na responsabilidade de dar uma contribuição a um novo começo real”, a tese central do memorando destaca que a Igreja católica só “pode anunciar o libertador e amante Deus Jesus Cristo”, quando ela mesma “for um lugar e um testemunho crível da mensagem de libertação do Evangelho”.
Deve reconhecer e fomentar “a liberdade do homem como criatura de Deus”, respeitar a consciência livre, defender o direito e a justiça e criticar as manifestações que “depreciam a dignidade humana”.
Suas exigências, que prudentemente qualificam de “desafios”, incluem “maiores estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja” e a participação dos fiéis na escolha de seus bispos e párocos.
O manifesto destaca que a Igreja católica necessita “também de sacerdotes casados e mulheres no ofício eclesiástico”, assinala que a falta de sacerdotes força a exigência de paróquias cada vez maiores e lamenta que os sacerdotes sejam “queimados” diante destas circunstâncias.
Destaca igualmente que “a defesa legal e a cultura do direito” na Igreja
devem “melhorar urgentemente” e comenta que a elevada valorização do matrimônio e do celibato supõe “excluir pessoas que vivem o amor, a fidelidade e a preocupação mútua” em uma relação estável de casal do mesmo sexo ou como divorciados casados em segundas núpcias.
O manifesto critica, além disso, o “rigorismo” da Igreja católica e destaca que não se pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para uma reconciliação com aqueles “diante dos quais é culpada: por violência, por negar o direito, por converter a mensagem bíblica de liberdade em uma moral rigorosa sem misericórdia”.
“À tempestade do ano passado (em referência aos escândalos de pederastia) não pode seguir tranquilidade nenhuma”, afirma o texto, que considera que “nas circunstâncias atuais só pode ser a tranquilidade da sepultura”.
E depois de exigir diálogo e comentar que o medo não é bom conselheiro, recorda que os cristãos foram “chamados pelo Evangelho a olhar com valor para o futuro e como o chamamento de Jesus a Pedro para caminhar sobre as águas: ‘por que estais com medo? Vossa fé é tão pequena?’”.
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Os bispos alemães avaliam o manifesto dos teólogos como positivo
A Conferência Episcopal Alemã considera que o manifesto crítico à Igreja católica, subscrito por um grupo de professores de Teologia, é uma contribuição para a discussão sobre o futuro da fé e da Igreja neste país e reagiu positivamente a essa iniciativa.
A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-02-2011. A tradução é do Cepat. Cento e quarenta e quatro professores de Teologia católica da Alemanha, Áustria e Suíça subscreveram um manifesto no qual exigem profundas reformas da Igreja católica, que incluem, entre outras, o fim do celibato, o sacerdócio feminino e a
participação popular na escolha de bispos.
Um comunicado tornado público na sexta-feira passada, dia 4, pelo secretário da Conferência, Peter Hans Langendördf, destaca que o memorando resume em princípio ideias frequentemente discutidas e “não representa mais que um primeiro passo” no debate aberto neste país após os escândalos de pederastia no interior da Igreja no ano
passado.
Uma série de questões do memorando dos teólogos “se encontra em tensão” com as convicções teológicas e os princípios eclesiásticos de elevado compromisso, reconhece Langendördf.
“Os diferentes temas necessitam de um urgente esclarecimento”, assinala o porta-voz da Conferência Episcopal, que destaca que falta mais que uma aproximação dos bispos para enfrentar os difíceis desafios da Igreja.
Os erros e fracassos do passado devem ser tratados e reconhecidos, assim como os déficits e exigências de reformas da atualidade, admite Langendördf, que reconhece que “não se pode evitar os temas conflitivos” e anuncia que a Conferência Episcopal fará suas propostas durante a sua próxima reunião plenária.
‘O celibato tem validade perene’, afirma Santa Sé
O prefeito para a Congregação do Clero, o cardeal Mauro Piacenza, destacou
que o celibato sacerdotal tem “validade perene” e recordou a encíclica Sacerdotalis Celibatus, de Paulo VI, na qual se afirma que Jesus permaneceu virgem toda a sua vida.
A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 08-02-2011. A tradução é do Cepat.
O prefeito do dicastério vaticano recordou, durante uma entrevista coletiva na cidade de Ars e recolhida pelo L’Osservatore Romano, que a Encíclica assinala que Cristo “permaneceu toda a sua vida em estado de virgindade, o que significa uma total dedicação ao serviço de Deus e dos homens” e que “esta profunda conexão entre a virgindade e o sacerdócio em Cristo” se reflete também “naqueles que participam da
dignidade e da missão do sacerdote eterno”.
Na sexta-feira passada, um grupo de 144 teólogos pediu à Igreja católica que abolisse o celibato sacerdotal e permitisse a ordenação de mulheres. Contudo, a Conferência Episcopal da Alemanha rechaçou este documento e pediu um “maior aprofundamento” dos temas do celibato e da ordenação de mulheres na Igreja, em um comunicado publicado no L’Osservatore Romano.
Não obstante, o prefeito do Clero destacou que “a vigente lei do sacro celibato deve acompanhar o ministério eclesiástico” para ser compatível “com a eleição exclusiva, perene e total” do sacerdote para com “o único e sumo amor de Cristo e da consagração ao culto de Deus e ao serviço da Igreja”.
Cardeal Kasper recorda pedido de estudo sobre celibato
O cardeal Walter Kasper recorda que em 1970 pediu um estudo sobre a necessidade do celibato obrigatório, mas nunca solicitou a abolição dessa prática na Igreja.
A notícia é da Agência Zenit, 08-02-2011.
Em declarações à agência da Igreja Católica em Portugal, Ecclesia, à margem das celebrações do dia nacional da Universidade Católica Portuguesa (4 de fevereiro), o purpurado alemão considera que os “tempos mudaram” desde que esse estudo foi solicitado.
O cardeal Kasper, presidente emérito do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, assinou segundo refere a agência portuguesa , tal como Joseph Ratzinger, um memorando aos bispos alemães por um grupo de nove teólogos, entre eles Karl Rahner, Otto Semmelroth e Karl Lehmann, pedindo um estudo sobre a obrigatoriedade do celibato.
O antigo membro da Cúria Romana afirma que a intenção era “discutir” a questão, mas sem qualquer proposta de “abolir” essa disciplina eclesial.
“Entretanto, discutiu-se muito, houve três sínodos mundiais que falaram do celibato e decidiu-se manter esta disciplina, eu próprio acredito que o celibato é um bem da Igreja”, disse o cardeal Walter Kasper.
Na última semana, mais de 140 teólogos católicos de universidades alemãs, suíças e austríacas subscreveram uma petição – «Igreja 2011: uma renovação indispensável» – a pedir uma reforma de fundo da Igreja, abordando, entre outros, o fim do celibato obrigatório para os padres.
O cardeal Kasper admite que a discussão “nunca está encerrada”, mas sublinha que a decisão da Igreja sobre esta matéria “está tomada” e que o atual Papa não pensa “mudar esta disciplina” do celibato obrigatório.
Respostas de 2
É essencial para a continuidade da Igreja Católica Apostólica Romana uma urgente reforma condinzente com a dignidade da pessoa humana. Necessário, portanto, afastar-se do moralismo exacerbado para dignificar a MISERICORDIA de Deus. Que muitos cristãos que pretendem uma Igreja mais humana (afinal, Deus nos fez assim), sejam portadores a uma só voz, exigindo a urgência nas reformas que certamente engrandecerão a fé em JESUS CRISTO.
Sou católico e amo a Igreja. Penso que do que foi colocado nesse documento, acho que a única coisa que se pode pensar sobre é o caso do celibato obrigatório. Gente isso não é dogma de fé, trata-se apenas de uma lei da Igreja, diga-se, latina.Sou favorável ao fim do celibato obrigatório para os padres de rito latino. Agora quanto ao resto do documento não há nada que se aproveite. Querer usar uma crise de pedófilos padres, porque não há padres pedófilos, mas pedófilos padres que apareceram na Igreja. Um pequeno número de seres que devem pagar pelos seus crimes e serem afastado do trabalho pastoral. Sou favorável ao padre casado sim.