Algumas vezes, me perguntam porquê ainda amo a Igreja, após tantos graves acontecimentos que continuamente são descobertos.
A resposta é simples: amo a Igreja porque me deu e continua me dando Jesus. Pode ser feinha, mas me deu o mais bonito entre os filhos do homem.
Pode ser envelhecida, mas é ainda fecunda, pelo fato de introduzir novos povos no fluxo da vida nova trazida pelo Filho do homem.
Pode ser manchada, mas nela brilha sempre o límpido explendor da eterna luz trisolar.
Amo esta Igreja que manteve viva a memória do Senhor Jesus, através dos acontecimentos mais complicados da história. As trevas mais profundas, nunca apagaram a luz que traz consigo mesmo.
Prefiro atravessar o mar da vida neste barco fragil e fora de moda, porque nas suas velas sopra o vento que conhece a direção e o Porto, em lugar de confiar nos sofisticados navios de cruzeiro que vão e vem, sem saber para aonde,
Amo sua tripulação de malandros e de santos, porque eles resgatam aqueles, e a companhia deles me encoraja e me conforta.
Amo a Igreja, porque é a Esposa que me transmite as palavras do Esposo, as quais me envolvem para torná-la sempre mais bonita, com uma dedicação criativa, humilde e alegre.
Amo a Igreja, porque ela lembra as palavras do Senhor, palavras que diferenciam o bem do mal, que separa aquilo que constrói, daquilo que destrói, daquilo que fica daquilo que passa.
Amo a Igreja, também quando existem coisas desgostosas, porque Nela encontro o perdão das coisas que em mim Deus não gosta.
E quando a vejo claudicar me lembro de suas rápidas recuperações; quando a vejo atacada a encontro vigorosa; quando a vejo humilhada sinto o perfume da ressurreição.
E quando parece que o meu amor está vacilando, olho para Jesus que a quis assim, a partir daquele pequeno grupo de gente comum, pouco confiável, ao qual a confiou, com a certeza de estar com eles até o fim dos séculos.
Como não amar com maravilha e gratidão esta Igreja que me dá Jesus, o Sorriso do universo e o frescor da minha vida?
Pe. Pier Giordano Cabra
(Diretor da revista “La famiglia di Pe. Piamarta”)
Tradução de Erminio Micheli
Uma resposta
Artigo de muita sabedoria e simplicidade….parabéns pela tradução amigo Ermínio do nosso querido Ceará.