
Grupos “restauracionistas”. Vida religiosa e comunhão. Reforma da Cúria. Lobby gay e Rede de Corrupção no Vaticano.
Por Reflexión y Liberación | Tradução: Fratres in Unum.com –
Um encontro histórico, sem precedentes. Pelo que se disse, e pelo como se disse. Durante uma hora, Francisco dialogou com franqueza com a diretoria da Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos (CLAR). Conversaram sentados em círculo, entre iguais, como nas primeiras comunidades fundadas por Jesus… E o Papa foi sincero: falou da corrupção na Cúria romana, onde “há gente santa, mas também uma rede de corrupção, também existe, é verdade… Fala-se do ‘lobby gay’, e é verdade, existe”.
Por sua vez, defendeu a liberdade da vida religiosa — “expliquem o que têm de explicar, mas sigam adiante” –; mostrou sua preocupação por “certos grupos restauracionistas”; e reivindicou o espírito de Aparecida: “Aparecida não acabou. Aparecida não é só um documento. Foi um acontecimento”. Reflexión y Liberación oferece de maneira exclusiva esta breve síntese deste histórico encontro celebrado na Santa Sé.
Audiência com o Papa Francisco
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Abram portas… abram portas! Eles se equivocaram, pisaram na bola, isso passa! Talvez até chegue para vocês uma carta da Congregação para a Doutrina (da Fé) afirmando que disseram tal ou qual coisa… Mas não se preocupem. Expliquem o que tiverem que explicar, mas sigam adiante… Abram portas, façam algo ali onde clama a vida. Prefiro uma Igreja que se equivoca por fazer algo do que uma que adoece por ficar fechada…
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(sobre sua eleição) Não perdi a paz em momento algum, sabem? E isso não é meu, eu sou de ficar preocupado, nervoso… Mas não perdi a paz em momento algum. Isso me confirma que isso é de Deus.
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(ao contar-lhe da esperança que nos trouxeram os seus gestos neste tempo, faz referência a permanecer vivendo em Santa Marta) … esses gestos… não vieram de mim. Eles não me ocorreram. Não é que eu traçara um plano, nem que me tenham feito um quando me elegeram. Fiz dessa forma porque senti que era o que o Senhor queria. Mas estes gestos não são meus, há Outro aqui… isso me dá confiança. Vim com a roupa contada, lavava-a de noite, e de repente isso… Sim, eu não tinha nenhuma possibilidade! Nas apostas de Londres eu estava em 44º lugar, vejam vocês, quem apostou em mim ganhou muitíssimo, claro!… Isso não vem de mim…
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É preciso virar a mesa. Não é novidade que na Ottaviano [ndr: uma via de Roma] morra um idoso de frio à noite, ou que há tantas crianças sem educação, ou com fome, penso na Argentina… Por outro lado, as principais bolsas do mundo sobem ou descem 3 pontos e isso é um acontecimento mundial. É preciso mudar isso! Não pode ser. Os computadores não foram feitos à imagem e semelhança de Deus; são um instrumento, sim, mas não mais. O dinheiro não é imagem e semelhança de Deus. Só a pessoa é imagem e semelhança de Deus. É preciso mudar isso. Esse é o evangelho.
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É necessário ir às causas, às raízes. O aborto é mal, mas isso está claro. Porém, o que está por trás da aprovação dessa lei, que interesses estão detrás? São as vezes as condições que colocam os grandes grupos para apoiar financeiramente, sabiam? É necessário ir às causas, não podemos ficar só nos sintomas. Não tenham medo de denunciar…. Vocês sofrerão, terão problemas, mas não tenham medo de denunciar, essa é a profecia da vida religiosa…Partilho com vocês duas preocupações:
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Uma é a corrente pelagiana que existe na Igreja neste momento. Há alguns grupos restauracionistas. Conheço alguns; coube a mim recebê-los em Buenos Aires. E nos sentimos como se tivéssemos voltado 60 anos atrás! Antes do Concílio… Sentimo-nos em 1940… Um relato, só para ilustrar esse grupo, não é para que riam disso, eu tive respeito, mas preocupa-me: quando eu fui eleito, recebi uma carta de um desses grupos, em eles disseram: “Sua Santidade, nós lhe oferecemos este tesouro espiritual: 3.525 rosários.” Por que eles não dizem: “nós rezamos pelo senhor, pedimos…”? Mas essa coisa de contar… E esses grupos voltam a práticas e disciplinas que eu experimentei – não vocês, porque vocês não são velhos – a disciplinas, a coisas que naquele momento aconteceram, mas não agora, elas não existem hoje em dia…
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A segunda [preocupação] é com a corrente gnóstica. Esses panteísmos… Ambas são correntes elitistas, mas esta é de uma elite mais educada… Ouvi falar de uma superiora geral que instou as irmãs de sua congregação a não rezarem de manhã, mas a se banharem espiritualmente no cosmos, coisas como essa… Elas me preocupam porque ignoram a encarnação! E o Filho de Deus se tornou a nossa carne, a Palavra encarnada, e na América Latina temos carne em abundância [de tirar al techo]! O que acontece aos pobres, suas dores, é a nossa carne… O evangelho não é a regra antiga, nem tampouco este panteísmo. Se olharem para as periferias: os indigentes… os drogados! O modo de tratar as pessoas… Esse é o evangelho. Os pobres são o evangelho.
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* (ao falar-lhe da difícil tarefa de cuidar da Cúria Romana, e da comissão de cardeais que lhe darão apoio, etc.) É, sim… é díficil. Na cúria há gente santa, de verdade, há gente santa. Mas também há uma rede de corrupção, também há, é verdade… Fala-se do ‘lobby gay’, e é verdade, existe… Vamos ver o que podemos fazer… A reforma da Cúria romana é algo que pedimos quase todos os cardeais nas congregações anteriores ao Conclave. Eu também a pedi. A reforma não posso fazer eu, estes assuntos de gestão… Eu sou muito desorganizado, nunca fui bom nisso. Mas os cardeais da comissão a levarão adiante. Aí estão Rodríguez Maradiaga, que é latino-americano, que está na dianteira, está Errázuriz, são muito organizados. O de Munique também é muito organizado. Eles levarão isso adiante.
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Rezem por mim, para que me equivoque o menos possível…. Aparecida não terminou. Aparecida não é só um documento. Foi um acontecimento. Aparecida foi algo distinto. Primeiro, porque não teve documento de trabalho. Teve contribuições, mas não um documento. E, ao fim, também não tinha um documento, sim, no dia anterior ao fim [da Conferência] tínhamos 2300 “maneiras”… Aparecida enviou à missão continental. Aì termina Aparecida, no impulso à missão. É que houve de especial em Aparecida, é que não se celebrou num hotel, nem numa casa de retiros… celebrou-se num Santuário mariano. Durante a semana, celebrávamos a eucaristia com umas 250 pessoas, porque era dia útil de trabalho. Mas aos finais de semana estava cheio…! O povo de Deus acompanhava os bispos, pedindo o Espírito Santo…
- Eu vi — falo dele porque o vejo pouco amigável, mais dessa forma, é bom, mas é assim — vi o prefeito, João [ndr: Dom João Braz de Aviz, prefeito da congregação para os religiosos], que saía com a sua mitra, e o povo se aproximava, aproximavam-lhe as crianças, e eles saudava, abraçava… Esse mesmo bispo, mais tarde, votava. Não pode ter votado da mesma maneira se estivesse em um hotel! Tínhamos as salas de reunião em baixo do Santuário. Assim, a música de fundo eram os cantos, as celebrações no Santuário… Isso fez da conferência algo muito especial.
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Há algo que me preocupa, embora não saiba como lê-lo. Há congregações religiosas, grupos muito, muito pequenos, umas poucas pessoas, gente idosas… Não há vocações, o que sei, o Espírito Santo não quer que continuem, talvez já tenham cumprido sua missão na Igreja, não sei… Mas lá estão elas, aferradas a seus edifícios, aferradas ao dinheiro… Eu não sei porque isso ocorre, não sei como ler isso. Mas peço-lhes que se preocupem com esses grupos… A administração do dinheiro… é algo que precisa ser refletido.
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Aproveitem este momento que vivemos na Congregação para a Vida Consagrada… É um momento de sol… Aproveitem. O Prefeito é bom. E o secretário, que foi ‘lobbyado’ por vocês! Não, na realidade, sendo o presidente da USG, é lógico que fosse ele! É melhor…
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Ponham todo o seu empenho no diálogo com os bispos. Com o CELAM, com as conferências nacionais… Eu sei que há alguns que têm outra idéia da comunhão, mas… Falem, conversem com eles, digam-lhes…
Comentário de João Tavares:
Surgiu uma polêmica em relação a esta CONVERSA entre o papa Francisco e a Diretoria da CLAR.
Pelos vistos foi uma conversa informal, entre amigos (Francisco sabe bem o que é a vida religiosa, como bom jesuíta… e conhece bem a América Latina e os problemads da CLAR com o Vaticano). E também sabe o quanto a Cúria Romana entende pouco da vida real dos religiosos na América Latina, pois as visões de mundo, de pastoral e mesmo de Igreja, são bem diferentes.
Talvez Bento XVI tentou resolver em parte o problema, colocando o cardeal João de Aviz como Prefeito da Congregação dos Religiosos. Só que João de Aviz não é religioso, é diocesano, mesmo que simpatizante dos Focolarini. Portanto, não é especialista em Religiosos/as.
A Cúria formal e muito certinha, deve estar em polvorosa com essas atitudes “irresponsáveis” do papa Francisco que é pastor, informal e direto, que entende de gente, de povo, de vida religiosa, pois sempre viveu nesse meio e gosta dele.
De vários lugares “oficiais e uficiosos”, surgiram reclamações contra a notícia e o valor da Conversa nesse Encontro, que se espalhou rapidamente por todo o mundo, via Agências de Notícias. Causou impacto sobretudo o destaque para 2 dos vários assuntos tocados por Francisco com a Diretoria da CLAR: A Corrupção no Vaticano e a Existência de um Lobby Gay dentro da Cúria romana. Quando o Assunto era bem mais amplo, como podemos ver nos destques da conversa.
Mas ainda ninguém teve a coragem de desautorizar explicitamente essa conversa nesse Encontro. Que não representa palavras textuais, à letra, mas um resumo que algum dos participantes fez.
Vamos desclassificar esse conteúdo? Então temos de desclassificar também toda a Bíblia, pois naquele tempo não havia gravadores. Tudo nos chegou “de ouvido”, de tradição, de passagem oral de ditos e fatos através de gerações, por tradição oral.
Uma resposta
Um imbróglio para Bergoglio… O Lobby-Gay na ICAR…
JUSTAMENTE no dia 12 de Junho – dia dos namorados no Brasil – o jornal globo.com/globo-news postou a notícia abaixo, onde Francisco declara estar preocupado com o lobby-gay dentro da ICAR.
ILAÇÕES à parte, no que toca a escolha desta data, para a publicação desta notícia, o fato é que – este fato – do lobby-gay dentro da ICAR, não é tão novo.
POSTO a seguir a esta notícia do globo-news, um artigo do Pe. Don Dariusz Oko (Polónia) de Dezembro de 2012, no qual consta, o resultado mais-que-verídico de uma pesquisa científica conduzida por este Ph.D. em Filosofia. Em sua pesquisa, o Pe. Oko afirma que o homossexualismo dentro da ICAR, cresceu a ponto de se tornar uma espécie de – passo a citar: “omomáfia”.
TALVEZ exista aqui, um dos motivos pelos quais a cúria romana teme em tornar o celibato opcional: pois a consequência lógica desta decisão, seria a exigência dos (milhares) padres gays de se casarem com seus atuais e/ou futuros companheiros.
UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO – Salmo 42.7 – O Abismo chamado celibato obrigatório chamou o ABISMO homossexualismo para dentro da ICAR!
E O NOIVO DA IGREJA – Jesus Cristo – ordena que ambos sejam extirpados da Sua Noiva. Eis aqui um verdadeiro IMBRÓGLIO para o Bispo BERGLOGLIO.