Sitgnificado de Movimentos de Padres casados para a Política Sinodal do Papa Francisco

Vaticano muda linguagem humilhante e agressiva aos padres que pedem dispensa do celibato « Associação Rumos

Eduardo Hoornaert, 13 janeiro 2023

Foto: Francisco visita famílias de Padres Casados na sua  diocese de Roma /  Reprodução

Os movimentos de padres casados, espalhados por diversos países, significam algo na atual política sinodal do Papa Francisco? Ou não têm nada a ver? Foi com essa pergunta na cabeça que redigi o texto que aqui segue.

 

Para início de conversa: o termo ‘sinodalidade’, usado pelo Papa Francisco, não é de imediata compreensão. Não é fácil compreender o linguajar do papa, que não é homem de grandes explicações de seu pensamento, mas de lances, no sentido: para bom entendedor, meia palavra basta. Os termos típicos de Francisco apelam para ‘decodificação’.

Como entender expressões como:

  • uma igreja em saída, não autocentrada, não autorreferencial;
  • hospital de campanha; espírito pelagiano (numa recente fala aos cardeais)?.

No avião de volta do Canadá, no decorrer do ano passado, o papa evocou as palavras de um monge do século V aos jornalistas. Duvido que eles tenham entendido.

– Não vejo como tratar esse assunto com seriedade sem abordar temas de uma história ‘de longa duração’. Dado o tempo limitado desta fala, terei de passar por cima de temas que necessitam aprofundamento. Parece até leviandade, mas esse é o desafio desta fala, dada a complexidade do tema ‘sinodalidade’ no pensamento de Francisco.

  • Aqui não abordo especificamente nosso movimento nacional brasileiro de famílias de padres casados,
  • mas trato em geral da eventual importância de movimentos de padres casados, em geral, para a política sinodal do Papa Francisco, dado um pressuposto básico que explico em seguida.

– A expressão sinodalidade postula conhecimento relativamente aprofundado da história dos dois mil anos de cristianismo. Nela, há muita coisa subentendido.

  • Há muita coisa, no bojo dela, que só se revela por meio de uma reflexão sobre os dois mil anos percorridos pela tradição de Jesus.
  • É nessa linha que eu pretendo ir com vocês, e, para tanto, penso em dedicar a maior parte de minha exposição a cinco considerações de caráter histórico (1.1 até 1.5)
  • e só dedicar dois pontos sobre o eventual significado de um movimento de padres casado para o que chamo aqui de ‘política sinodal’ do Papa Francisco (2.1 e 2.2).

 

Foto: Visita da Diretoria nacional dos Padres casados do Brasil, com o arcebispo em Recife, em 2008 / Reprodução

I. CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS.

A história é uma ciência que se baseia na convicção que

  • tudo que se constrói na história da humanidade (e, por conseguinte, igualmente da tradição de Jesus)
  • pode eventualmente ser descontruído, reconstruído¸ adaptado ou reformulado.

Eis um pressuposto básico, e penso que o Papa Francisco trabalha com isso.

  • Assim proponho que dividamos a história de dois mil anos de cristianismo em duas ‘construções’ ou ‘formatações’ eclesiásticas consecutivas, separadas por um pesado reposteiro.
  • Perceber o contraste entre as duas formatações leva quase automaticamente ao tema da sinodalidade e da razão profunda pela qual o papa optou por lançar esse tema.

 

1. 1. A primeira formatação.

1.1.1. A Carta a Diogneto (120 dC) apresenta o movimento de Jesus a curiosos e interessados. A Carta esclarece

  • que o movimento de Jesus não é um movimento religioso,
  • que ele não cria ritos próprios nem usa roupa própria ou outros distintivos.

Os ritos não importam, o que importa é o espírito dentro do qual são realizados.

Assim, os discípulos praticam o rito do batismo, que lhes vem de João Batista, enquanto a eucaristia lhes vem da antiga tradição do Êxodo (Páscoa). Tiago, irmão de Jesus, que lidera o movimento entre 33 e 62, se mistura com outros judeus ao frequentar diariamente o templo. Ele pertence a um movimento judaico considerado marginal, e é nesse sentido que será condenado à morte pelo sumo sacerdote, em 62.

1.1.2. Outro dado importante.

  • Na Carta aos Hebreus (65 dC) se lê que o movimento não institui sacerdotes próprios.
  • Quando se escreve aí que Jesus é sacerdote na linha de Melquisedec, isso significa que Jesus não pode ser considerado sacerdote no sentido institucional (veja meu livro Em Busca de Jesus de Nazaré, pp. 77-97).

1.1.3. O movimento de Jesus se autodenomina ‘adelfotês’ (1 Pd 2, 17): confraria.

  • Trata-se de um comportamento ‘fraternal’ em casa e na rua, na oficina e no comércio, acima de clausuras culturais, sociais e políticas.
  • Um movimento perseguido e martirizado: sanguis martyrum semen christianorum (0 sangue dos mártires é semente de cristãos – NdR) (Tertuliano, início século III).

Padres casados num Enc0ntro Nacional em Fortaleza em 2012 / Reprodução

1.2. O reposteiro.

(Conto brevemente a história de Constantino e do Concílio de Niceia 325).

1.2.1. No século IV, um pesado reposteiro cai sobre a história anterior.

Trata-se de uma formatação que, em pontos cruciais, se distancia da primeira.

  • Observada a partir do ponto de vista da primeira formatação, é uma deformação.
  • Sua força é tamanha que, com o tempo, a primeira formatação cai no esquecimento.

Penetra nas consciências por operações que demoram séculos. Aparecem termos novos, como

  • ‘religio, sacer, sacerdos (qui sacrum facit), catholicus (espalhado pelo mundo inteiro),
  • dioesesis (subdivisão territorial do império), hierarquia (ordem sagrada), oikoumené ‘por onde tiver casas’).

Eles vão sendo assimilados e formam um vocabulário novo, que se torna universalmente aceito.

1.2.2. Com a ideia de ‘hierarquia’ aparece o termo ‘clero’ (do grego: klèros: ‘parte da herança (de terras)’.

  • Aparece a ideia de heteronomia: uns herdam, outros não. Com isso se quebra a ideia original da fraternidade.
  • A razão capitula diante do sagrado, misterioso e intocável.

Eis um dos grandes mistérios da história da humanidade, que não comento aqui.

1.2.3. Eusébio de Cesareia (século IV) tenta cobrir a lacuna dos primeiros séculos (como foi antes de Constantino?) por meio da ideia de ‘sucessio apostolica’.

  • Ele ‘cria’ listas de bispos sucessivos sem base histórica, pelo menos até o século III.
  • Pois, em referência aos dois primeiros séculos, suas listas carecem de registro histórico confiável.

Eusébio escreve que, em Roma, por exemplo, os sucessores de Pedro se chamam Lino, Cleto, etc.

  • Além disso, ele apresenta Pedro como sucessor de Jesus,
  • contrariando a informação do historiador judeu Flávio Josefo, que, já no século I dC, menciona Tiago como líder do movimento nas primeiras décadas.

1. 3. Remodelação da figura de Jesus.

1.3.1. Jesus de Nazaré (o Jesus das parábolas e do sermão da montanha) cai no esquecimento e emerge Jesus Cristo Redentor (Salvador):

  • Jesus morreu por meus pecados, derramou seu sangue para minha salvação.
  • Fui lavado no sangue do Cordeiro no batismo. Pelo sacrifício de Jesus, estou salvo.
  • A mancha do pecado se limpou.
  • Deus cravou seu filho na cruz por nossa salvação. Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, tem piedade de nós.

1.3.2. A ideia do Reino de Deus é substituída pela ideia do céu.

  • Os evangelhos se reduzem a textos sobre a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo,
  • enquanto o crucifixo se torna o símbolo maior do cristianismo.

Eis onde está a grande maioria dos católicos, nos dias de hoje.

1.3.3. O Credo de Niceia apresenta Jesus numa linguagem meta-histórica. A única referência histórica aparece nas palavras: “Sub Pontio Pilato passus et sepultus est”.  (Padeceu e morreu sob Pôncio Pilatos – NdR) E só. Uma referência desconexa.

1.3.4. Essa nova imagem de Jesus carrega consigo uma contradição.

Aparecem duas imagens contraditórias de Deus:

  • de um lado, o Criador aparece como grande potentado (um imperador mesopotâmico, um faraó), ofendido pelo pecado, que exige de seus súditos expiação, sacrifício e reconciliação.

O povo tem essa imagem quando diz: castigo de Deus; vontade de Deus; desígnio de Deus.

  • De outro lado, a igreja não para de dizer que Deus é bom.

Isso deixa as pessoas desorientadas, perdidas num labirinto de leituras bíblicas, que certos pregadores explicam a seu modo, sem nenhum embasamento exegético sério. Estamos vivendo isso atualmente no Brasil.

 

1. 4. Como a igreja católica ocidental se comportou nos tempos modernos (séculos XVII-XIX)?

Até aqui, só falei da igreja católica dentro da evolução do Ocidente.

  • Não abordo aqui seu acoplamento aos movimentos de colonização, seus encontros com os universos africanos, americanos e asiáticos.
  • Ou seja, não trato da situação da igreja católica nos continentes vitimados pela colonização europeia, como no Brasil.

São questões que não abordo aqui.

1.4.1. O modelo do século IV foi um imenso sucesso durante a Idade Média.

  • Na euforia, não se percebeu que ele carregava consigo os germes de sua autodestruição, pois continuava baseada em heteronomia.
  • A palavra de ordem continuou sendo: obedecer, seguir (mesmo sem entender).
  • Como na famosa pergunta do cerimonial da ordenação sacerdotal: promittis mihi et successoribus meis reverentiam et oboedientiam? (Prometes a mim e a meus sucessores obediência e reverência? – NdR)

1.4.2. Ora, acontece que a alma da modernidade é exatamente a procura de autonomia. O choque é inevitável.

  • A igreja se agarra sempre mais ao modelo medieval, confiante na retroalimentação automática de seu modelo pela simples sucessão das gerações
  • que se encarregariam de ‘transmitir a fé’ de pai para filho, mãe para filha, adulto para criança.

1.4.3. Confiante no peso do passado (mole sua stat), a igreja passa a fechar os olhos e tapar os ouvidos.

  • Nesse sentido, a igreja dos tempos modernos é bem mais cruel e fechada que a igreja medieval.
  • Doravante, só abre a boca para condenar, perseguir e mesmo levar à morte: inquisição [inúmeras mortes], fogueira [entre 40 e 50.000 bruxas queimadas], Syllabus, índice livros proibidos, condenação, silenciamento, censura por todo canto.
  • Ela passa a enxergar heresia em todo canto.

Assim chega ao absurdo de condenar Santa Joana d’Arc à fogueira por se vestir de homem!

  • A inquisição é um inferno: todos têm medo de todos, pois todos podem acusar o outro de ‘heresia’.
  • Uma exasperação que durou séculos, grandemente fora do alcance da compreensão dos fieis, que continuam o de sempre.

 

1. 5. Um beco sem saída.

1.5.1. A cada dia que passa, fica mais claro que a igreja católica ocidental se encontra num beco sem saída.

Mais uma vez, a sensação só atinge os setores organizatórios, pois o povo ‘fica no de sempre’.
Estatísticas são raras, como é de se esperar.
(Apresentar talvez algumas estatísticas, só em relação ao caso da França).

1.5.2. Com o crescente número de pessoas que se declaram ‘sem religião’, fica indicado seguir o que nos diz o bom senso:

  • quem está num beco sem saída tem de regressar à encruzilhada e reencontrar o caminho certo.
  • Reconhecer os ‘erros colossais’ inerentes à formatação eclesiástica do século IV,
  • ir além da reviravolta de Constantino e voltar às origens, como se repete tantas vezes nos dias de hoje.

Com Constantino não há jeito, como Dom Helder Camara disse de modo tão direto:

  • querer renovar a igreja em Roma
  • é como querer limpar as pirâmides do Egito com uma escova de dente.

Penso que, com isso, estamos em condições de abordar a política sinodal do Papa Francisco e os aportes que movimentos de padres casados podem trazer para dita política.

Foto: XIX Encontro nacional do MFPC em Fortaleza em 2012/Reprodução

II. CONSIDERAÇÕES POLÍTICAS.

Como disse no início,

  • sem o painel histórico que acabo de apresentar em breves pinceladas, a política sinodal do papa Francisco mal se entende.
  • Penso que o Papa Francisco concordaria grosso modo com a apresentação de duas consecutivas formatações da proposta evangélica.

2. 1. A política sinodal do Papa Francisco.

2.1.1. (Conto, em breves palavras, algo sobre a situação atual do projeto:

  • sucessão de etapas: da diocesana, iniciada em outubro 2021, à continental, a ser celebrada em 2023
  • e, em seguida, à geral: outubro 2023 e 2024).

2.1.2. Pelo que entendo, o fulcro da discussão sinodal é a ‘inclusão’.

  • A inclusão do mundo leigo e feminino num universo tradicionalmente clerical e masculino.
  • Nesse sentido, o tema ‘sinodalidade’ vai bem mais fundo que o tema ‘aggiornamento’ do Papa João XXIII em 1962, fundamento do Concílio Vaticano II.

Pelo que se percebe nos relatos,

  • a instituição percebe, intuitivamente, para onde o papa pretende ir,
  • e se sente atingida e fica ‘nervosa’.

A impressão que se tem é que tudo está meio ‘empenado’, sem saída clara.

2.2. Os movimentos de padres casados têm algo a aportar para dinamizar o processo?

Minha resposta é simples e direta: os movimentos de padres casados têm algo novo a aportar, sim.

  • Pois sua grande novidade consiste no fato que eles, de certo modo, ‘introduzem’ a mulher.
  • Isso pode ser de grande significado.

Como explico em seguida,

  • o único modo de incluir seriamente a mulher na igreja, consiste em abandonar a clássica política da heteronomia
  • e aderir à política, tipicamente feminina, da autonomia.

O que quero dizer com isso?

  • Até agora fora das pautas de planejamento e consulta,
  • a mulher, na realidade, age na igreja, muda a igreja, mexe com as coisas, como exponho brevemente em seguida.

Eis o sentido profundo de qualquer movimento de padres casados. Eis um dado patente, embora seja, até hoje, largamente ignorado.

Permitam-me, para embasar o que acabo de dizer, uma breve apresentação do agir da mulher na igreja católica, no decorrer dos últimos 80 anos.

Vocês verão que se trata de um agir autônomo. Eis a ‘via feminina’ de atuar na igreja. Os padres casados vão ter de se adaptar a ela.

2.2.1. Atuação feminina efetiva desde os anos 1940.

Na década de 1940 já aparecem os primeiros indícios discretos de que algo está mudando no universo feminino:

  • as mães não mandam mais seus filhos à missa dominical com a fidelidade de antes.
  • Isso repercute imediatamente na igreja, mas quase ninguém percebe o que está acontecendo.

Nem o padre Henri Godin, em seu livro França, país de missão? (1943), nem o sociólogo Gabriel Le Bras, que atribui o declínio na assistência à missa

  • ao estilo de vida na grande cidade,
  • à perda de fé e à secularização,
  • e não fala da mulher.

Quando, nos anos 1960, se constata um rápido declínio de vocações para o sacerdócio, também não se enxerga nisso a mutação na relação do vocacionado com sua mãe.

Os primeiros estudos que apontam nessa direção são dos anos 1990 (Drewermann, E., Kleriker. Psychogramm eines Ideals, Walter Verlag, Olten, 1990).

  • É no silêncio do universo feminino
  • que se opera a desconstrução da secular formatação ‘constantiniana’ da igreja católica.

2.2.2. O ano 1962.

A grande mudança vem no ano 1962.

A pílula anticoncepcional oral entra em cena e seu sucesso é imediato.

A mulher verifica que os ciclos sempre repetidos

  • da gravidez, do nascimento da criança, dos longos tempos dedicados ao recém-nascido,
  • dos trabalhos na casa, da preparação dos alimentos, dos cuidados como o marido,
  • não deixam espaço para que ela se desenvolva plenamente, em contraste com o que acontece ao homem que, depois do ato sexual, fica ‘liberado’.

A pílula conquista o mundo em poucos anos.

  • Hoje, no mundo inteiro, milhões de mulheres recorrem à pílula ou a outros métodos contraceptivos:
  • camisinha, dispositivo intra-uterino, diafragma, diversos produtos espermicidas.

A Organização das Nações Unidas (ONU)

  • aprova oficialmente o planejamento familiar
  • e declara que ele colabora com a saúde e o bem-estar da mulher, dos filhos e da família (conferência do Cairo, 1994).

Estamos diante da emergência de um autêntico pensamento autônomo, em contraste com o pensamento heterônomo até então vigente, em relação à mulher.

Elabora-se uma nova arquitetura do estado

  • com a finalidade de promover saúde, educação, bem-estar das famílias,
  • assim como atendimento médico-hospitalar baseado na ideia da regulamentação dos nascimentos.

Eis uma iniciativa genuinamente feminina que põe em movimento a maior revolução do século XX, uma revolução silenciosa.

  • Ao controlar a fertilidade, a mulher entra no mercado de trabalho ao lado do homem.
  • A pílula inaugura um tempo novo, não só para a mulher, mas para a sociedade como um todo.
  • As relações de gênero e trabalho se transformam em profundidade.
  • O mundo se torna melhor, menos hierarquizado.
  • A igreja acompanha e se torna melhor. A mulher entra em cena.

2.2.3. Uma surpresa nos aguarda?

Eis a real novidade dos movimentos de padres casados.

  • Quando a mulher não aparece mais ao lado do padre casado ‘para compor o quadro’, mas começa a agir com autonomia,
  • algo fundamental acontece na igreja, de resultados ora imprevisíveis.

Enquanto as atuais articulações em torno da sinodalidade

  • ainda colocam a questão da mulher em termo de heteronomia (será que se ‘permitirá’ a mulheres o acesso ao diaconato [o sacerdócio, nem pensar]),
  • ela está decididamente no caminho da autonomia (sobre seu corpo, sobre suas decisões na vida, eventualmente sobre sua atuação na igreja).

Não sabemos o que nos aguarda. Pode ter surpresas, e nisso os movimentos de padres casados podem desempenhar um papel importante.

 

Eduardo Hoornaert

Padre casado belga, há mais de 50 anos no Brasil, historiador, Professor nos Seminários de Fortaleza e Recife, escritor com mais de 20 livros publicados. Mora atualmente em Salvador e se dedica há anos ao estudo do Movimento de Jesus

Fonte: Texto enviado pelo autor. Preparado para o XXIII Encontro dois Padres casados do Brasil, em Salvador, de 14 a 18 de janeiro

Uma resposta

  1. Que riqueza e profundidade, meu irmão! Fizeste uma reflexão de primeira grandeza acerca das progressivas mudanças e das perspectivas que, embora tímidas e subentendidas gestadas por Francisco, levam-nos à esperança de que a Igreja poderá sim vir a ser mais inclusiva a partir de sua própria essência, abandonando o que dela fizeram, distante de si própria, para ser repercussão consequencial dos movimentos de Jesus.
    Obrigado pela partilha do teu maravilhoso texto!
    Parabéns!

    Adilson F. Bispo

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