Excomungado o Padre brasileiro que defende os gays. “Me é impossível viver o Evangelho numa instituição em que, agora, a liberdade de opinião e de expressão não é respeitada”. Com estas palavras o Pe. Roberto Francisco Daniel, chamado Pe. Beto, anunciou a sua decisão de deixar a Igreja, não estando disposto a retratar algumas afirmações sobre assuntos de sexualidade que lhe valeram, antes, a admoestação de Dom Caetano Ferrari, bispo de sua diocese, em seguida, a excomunhão latae sententiae. (automática e imediata – NT)
A culpa do Pe. Beto? A de ter falado, num vídeo postado no Youtube, sobre a homossexualidade e a bissexualidade, definindo-as como realidades humanas em relação às quais a Igreja deveveria mudar de atitude pois, caso contrário, arrisca “cometer o pecado de não saber amar o seu próximo.”
Quando perguntado se retrataria tudo, Pe. Beto disse categoricamente:
“Todas as minhas declarações são bem ponderadas e têm a única intenção de evangelizar e tornar as pessoas mais próximas da experiência do amor pregado por Jesus no Evangelho”, escreveu ele em 27 de abril seu perfil do Facebook informando sobre sua renúncia.
“Se pensar é pecado, eu sempre fui e sempre serei pecador.
“Diante do pedido de Dom Caetano Ferrari para voltar atrás, confessando humildemente que eu estava errado, eu pensei muito, refleti sobre minha vida, sobre o significado de ser padre no mundo de hoje e cheguei à conclusão de que em 29 de abril vai deixar o exercício do ministério sacerdotal na Igreja Católica “.
“Espero do fundo do meu coração que a Igreja volte a ser, como nos anos sessenta e oitenta, uma Igreja na qual todos os seus membros têm o direito de se expressar e de refletir livremente, criando verdadeira comunhão na fé em Cristo. Espero também -concluiu ele- que a Igreja se abra à evolução da ciência e às novas realidadee que vivemos em nossa sociedade, para não cometer injustiças e não ser um obstáculo para a felicidade de qualquer ser humano”.
A excomunhão e o início dos procedimentos para a demissão do estado clerical são imediatos:
“Em nome da” liberdade de expressão “- diz o documento publicado no site da diocese – o Pe. Roberto Francisco Daniel traiu sua promessa de fidelidade à Igreja, que ele jurou servir no dia da sua ordenação sacerdotal.
“O Pe. Beto, prossegue a diocese, “feriu a Igreja com as suas graves declarações contra os dogmas da fé católica, contra a moral ea recusa deliberada de obedecer ao seu pastor, incorrendo, assim, em crime grave de heresia e cisma cuja punição, prescrito pelo Canon 1364, do Código de Direito Canônico, é a excomunhão “.
“Nenhum católico, muito menos um padre – disse a diocese – pode fazer uso do “direito à liberdade de expressão” para atacar a fé, na qual ele foi batizado.”
Pungente o comentário publicado pelo Pe. Beto em seu perfil no Facebook: “Eu me sinto honrado de pertencer a uma longa lista de pessoas que foram assassinados e queimados vivas por se atreverem a pensar e pela ousadia de buscarem conhecimento. Agradeço por isso à Diocese de Bauru. ”

Uma resposta
Não entendo mais nada. Onde o Pe Beto fez “declarações contra dogmas de fé”?
Podia a diocese dizer que feriu conceitos da moral…
Não conheço nenhum DOGMA de FÉ que afirma que não se pode falar a favor de uma minoria, neste caso dos homossexuais.
Se estou errada, peço que me corrijam.