Medo do Opus Dei?

Opus Dei Antonio Aradilhas – 03.08.2022 Tradução: João Tavares Opus é o objeto e sujeito do medo. “Mexer” com a Opus, ou não seguir as orientações informativas segundo os critérios dos responsáveis, equivalia a algo como assinar uma sentença de prisão perpétua, na profissão de jornalista Nas dioceses, às vezes também no Governo Civil e, claro, na Cúria Romana, o Opus não se coibiu de ser e agir como o “todo-poderoso” com todas as suas consequências divinas e humanas “ Não poucos sofreram marginalização e séria frustração em suas respectivas profissões ou ofícios, com a imperdoável necessidade de buscar a ajuda de profissionais de psiquiatria ou ciências afins

ONU: mundo está a “erro de cálculo” de um conflito nuclear

  POLÍTICAGLOBAL Deutsche Welle -01 agosto 2022 – Foto: DW Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que guerra na Ucrânia elevou tensões geopolíticas a níveis não vistos desde a crise dos mísseis cubanos de 1962, durante a Guerra Fria.

“Os alimentos são importantes demais para serem deixados nas mãos de milionários”.

Entrevista com Vandana Shiva . . Berna González Harbour – El país –  02 Agosto 2022  Foto: Rural Direto- Ceagesp . Resistir ao furacão da globalização parece impossível em um mundo que avança na modificação genética para uso na agricultura, na consolidação de cultivos intensivos e nos alimentos processados, mas Vandana Shiva, a grande ativista da biodiversidade e do ecofeminismo, parece ter conseguido essa façanha. . Cheia de energia, dona de um sorriso que não perdeu intensidade e de uma convicção que desafia as mais virulentas críticas, esta mulher nascida na cidade indiana de Dehradun há 69 anos continua com todo vigor sua luta pela diversidade de sementes contra as monoculturas, pelo papel da mulher na economia, pela água, contra as patentes agrícolas e por um conceito que ela defende como bandeira para novos tempos tempestuosos: o sentimento de pertença. . “Belonging.” Uma ideia que em seu discurso engloba muito mais do que o fato de fazer parte de um clube, pois inclui algo tão imaterial quanto a comunidade, o coletivo, a autenticidade e a família em sentido amplo. Muito amplo. . A entrevista é de Berna González Harbour, publicada por El País e reproduzida por Sudoeste B.A., 25-07-2022. A tradução é do Cepat.

Com 1 milhão de assinaturas, Carta pela Democracia mostrou unidade contra ataques de Bolsonaro

Nara Lacerda, 11.08.2022 Ato em defesa do estado democrático de direito aconteceu na Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato) 12 Agosto 2022   Ato na Faculdade de Direito da USP reuniu movimentos populares, intelectuais, trabalhadores e mercado.   Manifestação pela democracia durante leitura da Carta às Brasileiras e Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito. Foto: Pedro Stropasolas | Brasil de Fato   A reportagem é de Nara Lacerda, publicada por Brasil de Fato, 11-08-2022.   Com mais de um milhão de assinaturas, a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito foi lançada oficialmente nesta quinta-feira (11). No ato estiveram presentes milhares de pessoas e diversas instituições ligadas a diferentes vertentes políticas e sociais.   No prédio da SanFran, como é apelidada a construção, estiveram trabalhadores e trabalhadoras, empresariado, estudantes, intelectuais, juristas, políticos e políticas e representantes das principais lutas populares do Brasil.   O evento de leitura da carta – que aconteceu na Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco, em São Paulo – foi marcado pela unidade de movimentos e personalidades. Na primeira parte do ato, no Salão Nobre da faculdade, foi realizada a leitura do manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que teve apoio de cerca de cem instituições.   Em seguida, os participantes se deslocaram para o Pátio das Arcadas, onde se juntaram a um público maior para a leitura da carta em Defesa do Estado Democrático de Direito.     Sem citar nomes, a carta alerta a sociedade sobre os riscos de ataques ao sistema eleitoral do Brasil que vêm sendo protagonizados pelo presidente Jair Bolsonaro e por sua base de apoio. Em menos de um mês de divulgação, o documento alcançou mais de 970 mil de assinaturas, número que segue crescendo.   No texto, a ideia de diversidade que permeou o evento de leitura estava antecipada e prevista. “Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática“, diz um trecho da carta.   Nesta quinta-feira, enquanto centenas de pessoas se manifestavam do lado de fora da SanFran contra Bolsonaro, o aumento das desigualdades, a fome, o desemprego e a crise no Brasil, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlloti, abriu a cerimônia endossando o caráter democrático da ocasião.   “Somos partidários da democracia e da liberdade. Após 200 anos de independência do Brasil, deveríamos estar pensando no nosso futuro, em como resolver problemas graves na educação, na saúde, na economia, mas estamos voltados a impedir retrocessos. Espero que essa mobilização nos coloque novamente no caminho correto.”     Na sequência o professor e advogado Oscar Vilhena Vieira, que representa a Comissão Arns, ressaltou em seu discurso que 60 milhões de trabalhadoras e trabalhadores estavam representados no evento por meio dos sindicatos, assim como setores da economia e movimentos sociais.   Nas palavras dele, o grupo foi capaz de transcender diferenças de “maneira sublime e generosa” para enfrentar a gravidade do momento que o país vive.   “Este não é um manifesto partidário, mas um momento solene no qual as principais entidades da sociedade civil brasileira vêm celebrar o seu compromisso maior com a democracia e com o estado de direito, mas sobretudo com a soberania popular, porque é essa que está sendo questionada de maneira vil neste momento”, afirmou Vieira.   Representando trabalhadoras e trabalhadores, a secretária de formação da CUT São Paulo, Telma Aparecida Andrade, foi a primeira mulher a falar no evento. Emocionada, ela celebrou a unificação do ato e foi firme ao destacar que o Brasil não aceitará ataques à democracia.   “Aqui tem a unidade, não só de trabalhadores e trabalhadoras, mas de todas as organizações sociais do nosso país. Essa carta reflete a realidade que vivemos, a atual conjuntura, a carestia, a perda dos postos de trabalho, as pessoas não terem condições de ter uma renda mínima para sustentar suas famílias. Pelo retorno da comida já nas mesas de trabalhadores, trabalhadoras e de todas as famílias desse país.”   Apesar da chuva, ato contou com a participação de milhares de pessoas. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato)   Beatriz Lourenço Nascimento, advogada que atua na luta antirracista, leu o manifesto da Coalizão Negra por Direitos. O texto condiciona a defesa da democracia à erradicação do racismo e levou ao evento a necessidade de reverter um dos pontos estruturais mais perversos da história brasileira. “Sejam coerentes, pratiquem o que discursam, unam-se a nós” conclamou.   O texto da coalizão lembra que a luta do povo preto pela democracia é histórica e determinante para os rumos do país, “Em nosso passado, formamos quilombos, forjamos revoltas, lutamos por liberdade, construímos a cultura e a história deste país. Hoje, lutamos por uma verdadeira democracia, exercício de poder da maioria.”   Milhares de pessoas se reuniram no Largo de São Francisco em apoio à democracia. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato)   Francisco Canindé Pegado, representante da União Geral dos Trabalhadores lembrou a constituição brasileira e destacou que a caminhada brasileira rumo à democracia não será interrompida.   “Este documento, institucional e plural, não é um documento partidário, mas também não é um bilhete ou uma cartinha como alguém insinua. Haja vista que todas as assinaturas que apoiam esta carta, se colocadas em linha reta alcançam aproximadamente 70 mil metros. Para termos noção, a extensão da Esplanada dos Ministérios tem apenas 16 mil metros. Respeitem esta carta. Esta carta é um documento para nós que é uma verdadeira peça de artilharia de longo alcance.”   A constituição também foi citada por Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que convidou quem estava no local a fazer uma votação nos moldes das consultas realizadas nos movimentos sindicais.   Ato defendeu as instituições democráticas e o processo eleitoral. (Foto: Pedro Strapasolas | Brasil de Fato)   Ele sugeriu que uma assembleia plena e continuada siga até as eleições, numa vigília pela democracia. Como resposta, participantes ergueram as mãos dadas, em um momento emocionante do evento.   “Não podemos imaginar o país continuar sofrendo ataques de hora em hora ao sistema eleitoral, à sociedade civil organizada, aos nossos direitos. Não podemos admitir que um presidente não respeite a constituição que ele jurou respeitar. Temos que manter essa unidade. Se respira aqui dentro a liberdade, a luta, a resistência e a democracia. Por isso, não é um

Opus Dei: a reforma silenciosa de Francisco

.EBE, Opusbooks| – 28.07.2022 – Fotos: Religión Digital . Na Foto: Papa Francisco e Opus – Tradução: João Tavares “Esta é a única prelazia pessoal da história e parece destinada a viver na companhia de si mesma. O Opus Dei não terá a quem culpar” a) que o Opus Dei é de fato uma prelatura pessoal (com todas as suas consequências);  b) que os leigos que cooperam com o Opus Dei são de fato cristãos comuns e não mais religiosos disfarçados “Isto implica, sobretudo no caso dos numerários, que acabou tudo o que diz respeito à pobreza: fazer testamento, entregar todo o salário e obediência cega aos diretores, entre muitas outras coisas” “O que Francisco está querendo fazer – ao que parece – é fazer funcionar a prelazia pessoal de acordo com o espírito do Vaticano II “

Mais de meio milhão assinam carta pelo Estado de Direito

. Foto: DW Deustsche Welle – 31 julho 2022 –  Até associações patronais firmam manifesto pró-democracia – uma significativa mudança no apoio a Bolsonaro em relação a 2018. Simpatizantes do candidato à reeleição presidencial lançam contrapetição.

“O que foi praticado contra os indígenas foi um genocídio”, afirma o Papa Francisco

Vatican News – 30 Julho 2022  Foto: Francisco, de volta do Canadá dá Entrevista coletiva  / Vatican News No voo de retorno do Canadá, Francisco fala sobre a viagem que acaba de terminar e sobre o velho e novo colonialismo. Ele diz que ainda não pensou em renunciar, mas que “se pode mudar o Papa”. Fala sobre o Caminho sinodal da Alemanha, o desenvolvimento da doutrina e a importância das mulheres na transmissão da fé A reportagem é publicada por Vatican News 

Caminho Sinodal alemão irritado com a comunicação do Vaticano

Troca de “declarações”                           Clara Raimundo  – 7Margens | 26 Jul 2022 Em votações preliminares e provisórias, realizadas na sessão de fevereiro último do Caminho Sinodal, uma proposta como a bênção de casais do mesmo sexo registou 161 votos a favor e 34 contra. Foto © Der Sinodale Weg.

Que futuro para a Igreja?

O êxito de uma nova evangelização passa  pela reabilitação completa da mulher nas Igrejas cristãs. Anselmo Borges– 30 Julho 2022 – Foto: DAQUI Atendendo à evolução recente e inédita da nossa civilização, o catolicismo deve, portanto, dar finalmente à mulher todo o seu lugar, em igualdade com o homem, nos ministérios e no governo de uma religião que se quer universal e comum a homens e mulheres.

Um mundo sem potência hegemônica. Artigo de Raúl Zibechi

” … o mundo está passando de um unilateralismo quase absoluto a um multilateralismo oligárquico agressivo” . Raúl Zibechi – 30 Julho 2022 – Imagem: DAQUI  “Em um mundocaótico, atravessado por múltiplas violências, onde há fomes, guerras e catástrofes de todos os tipos (os incêndios deste verão boreal são uma pequena amostra do que está por vir), podemos sobreviver se criarmos arcas coletivas autônomas, capazes de navegar nas tempestades”, escreve Raúl Zibechi, jornalista e analista político uruguaio, em artigo publicado por LaJornada, 29-07-2022. A tradução é do Cepat.