A oligarquia financeira prepara sua revanche

MERCADO X DEMOCRACIA Por Luke Savage, na Jacobin | Tradução: Simone Paz – 16/10/2020  Agora, até as tímidas medidas de “auxílio” adotadas na quarentena estão ameaçadas. Volta o discurso do “aperto dos cintos” e abre-se uma encruzilhada: ou ataque inédito das elites ao Comum, ou ruptura com o neoliberalismo

ONG denuncia a indiferença internacional ante a dramática realidade em que vivem 1,3 bilhões de pessoas afetadas pela pobreza

Buscando comida na lixeira – Foto: Pixy – 17 Outubro 2020 Em razão do Dia Mundial da Alimentação e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza – 16 e 17 de outubro, respectivamente – a organização não-governamental Manos Unidas denuncia a indiferença internacional ante a dramática realidade que vivem 1,3 bilhões de pessoas afetadas pela pobreza multidimensional. Mesmo assim, a ONG recorda que às 690 milhões de pessoas que sofrem com a fome no mundo somar-se-iam entre 83 e 132 milhões de pessoas em razão da crise gerada pelo coronavírus, segundo estimativas do último informe publicado pela FAO.A reportagem é publicada por Manos Unidas, 16-10-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Piketty: hora de fazer os ricos pagarem

OUTRASMÍDIAS Por Thomas Piketty, no Le Monde Diplomatique, traduzido pelo A Terra é Redonda – 16/10/2020  – Foto: Daqui Os trilhões emitidos pelos bancos centrais na pandemia irrigaram as elites e os cassinos financeiros. Este “resgate” produzirá desigualdade obscena. Há alternativa: como no pós-guerra, criar dinheiro para o Comum e taxar pesadamente as fortunas

Prémio Nobel da Paz 2020 atribuído ao Programa Alimentar Mundial

. . Ana Grácio Pinto – 9 OUTUBRO, 2020 Pelos esforços no combate à fome, pela contribuição na melhoria da paz em áreas afetadas por conflitos, por atuar como uma força motriz para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflito, o Programa Alimentar Mundial (PAM) recebeu o Prémio Nobel da Paz 2020. “A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais evidente do que nunca”,  sublinhou hoje a presidente do Comité Nobel, Berit Reiss-Andersen, ao anunciar a atribuição. Em 2015, a ONU lançou a Agenda 2030, constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a nível global. O segundo objetivo da lista define o propósito de, até 2030, “acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os mais pobres e pessoas em situações vulnerável, incluindo crianças, a uma alimentação de qualidade, nutritiva e suficiente durante todo o ano”.

 A infância palestina e o dispositivo sionista

DESCOLONIZAÇÕES Berenice Bento – 12/10/2020 Crianças presas. Torturadas. Metralhadas. Cada corpo é um obstáculo que deve ser deslocado (ou exterminado). A cada morte – inclusive de meninas e meninos – a fronteira israelense é dilatada. Não importa se o soldado é “de esquerda”

Brasil: a crise da nossa civilização

  Uma tentativa de visão aprofundada da atual gravíssima crise brasileira cujas raízes são antiga, mas que só com este governo pôde mostrar o que realmente é. E os governos do PT, pelas suas alianças espúrias, também não aparecem como inocentes.   Flávio Lazzarin – 13/10/2020 – Brasil em chamas. Foto: Daqui “Estamos mais uma vez diante da incapacidade de qualquer autocrítica e da reconstrução deformada do passado de Lula e Dilma, como se sua gestão não se caracterizasse pela aliança com o centro-direita e com as elites empresariais, bancárias, de mineração e do agronegócio”, escreve Flavio Lazzarin, padre Fidei Donum, que atua no Maranhão e na Direção Nacional da CPT, publicado por Settimana News, 10-10-2020. A tradução é de Luisa Rabolini. Segundo ele, “o genocídio de povos indígenas e camponeses não é novo. O desastre ecológico dos biomas brasileiros não é novo. Novo, ou renovado, é o discurso despudorado e desumano, que raramente ousava se manifestar. Mas me parece evidente que a batalha não pode ser travada no plano dos discursos, das narrativas. Combate-se apenas no plano da verdade dos fatos. E o fato incontestável é a crise da nossa civilização. Disso deveria partir todo projeto político”.

Voltaremos a gostar de tecnologia?

João Pedro Pereira – 12 DE OUTUBRO DE 2020 Há pouco mais de 15 anos, quando apareceram os Google Maps, era fácil perder horas a navegar em fascínio pelas vistas aéreas da cidade onde se vivia ou de locais a milhares de quilómetros de distância.