Carta de São Luís
Reunidos em São Luís do Maranhão, no XIV Encontro Nacional do Movimento de Padres Casados, de 11 a 14 de julho de 2002, sob o tema “Espiritualidade e Globalização’’, queremos tornar públicas nossas considerações e conclusões. Acreditamos que a experiência da Espiritualidade é o grande antídoto para sanar a angústia, a impotência e até mesmo o desespero de milhões de nossos irmãos que anseiam por uma vida digna e significativa. Entendemos Espiritualidade como a vivência e realização da própria individualidade, através do contato, do amor a si mesmo, do respeito pelas próprias possibilidades, através da expansão da consciência de si mesmo, à procura do mais íntimo e global significado da pessoa humana. Temos consciência, entretanto, de que a Globalização é uma realidade sem retorno no mundo atual e, ao mesmo tempo, sentimos a necessidade de contrapor a ela um processo que permita ao indivíduo não perder a dignidade, vivendo sua cidadania, como condição essencial de sobrevivência. Somos o Povo de Deus em marcha, num mundo em permanentes e rápidas mudança. Como Padres Casados, sentimos o imperioso dever de apontar possíveis caminhos, dado que somos, no mundo e na Igreja, uma espécie de ponte por onde passam, de um lado, a desesperança de muitos de nossos irmãos e, de outro, os desejos de um mundo melhor, centrado no respeito pela pessoa humana, pela sua integridade física, mental e religiosa, pilares de uma nova visão de Espiritualidade. Diante disto, apresentamos algumas de nossa conclusões: 1- Reiteramos nosso compromisso na defesa dos direitos humanos, pela superação dos problemas sócio-econômicos, que afligem a maior parte da humanidade, provocados pelo modelo neo-liberal de uma globalização desumana. 2- Unimos nossos esforços a grupos religiosos, ONGS, a correntes que pleiteiam um gerenciamento mais humano das coisas dos Homens, sendo sinal de uma nova caminhada que se delineia, corajosa e decidida, neste início de milênio. 3- Defendemos uma Igreja, Povo de Deus, empenhada na transformação de estruturas arcaicas e legalistas, em um movimento respeitoso pelas opções religiosas que estão surgindo no mundo., 4- Defendemos a abolição do celibato obrigatório, para que possa surgir na Igreja um Ministério Sacerdotal, desvinculado de gênero ou estado civil e que seja sinal do amor de Cristo a todos os homens que desejam servi-lo na liberdade de Filhos de Deus. 5- Defendemos que cada cristão, em particular os Padres Casados, movidos pelo Espírito, sirvam o Povo de Deus, em íntima coerência com os dons que receberam do Pai, fiéis à sua consciência, dando visibilidade à Igreja, Povo de Deus, como nos primeiros tempos do Cristianismo. 6- Acreditamos que nossas vidas ganham sentido e se tornam visíveis quando, chamados pelo Espírito de Deus, respondemos, humilde e corajosamente, aos problemas do mundo, colocando todo nosso ser a serviço de nossos irmãos, na Fé, na Esperança e no Amor. São Luís do Maranhão, 14/07/2002
Notícia de Falecimento de Benno Waner, de Curitiba
OS QUE RECEBERAM UM NOVO NOME… e entraram na posse da radiante estrela da manhã! (Ap 22,16) Amigos e companheiros do MFPC / Associação Rumos, nós, Joarez Virgolino Aires, Ausília Morés Aires, residentes e domiciliados em Curitiba, PR, vos anunciamos uma grande alegria (Magnum gaudim nunciamus vobis…!) O companheiro de caminhada, irmão e amigo Benno Waner, no dia 8 de outubro, de 2009, dia de sua querida Santinha, Santa Tereza do menino Jesus, às 6:30 da manhã, entrou na posse de sua última e definitiva morada. Ingressou definitivamente no reino da brilhante estrela da manhã. Deixou viúva, seu bom anjo da guarda, Tereza Teruyo Wagner.
Relatório do IV Encontro Nacional, 1982
O Relatório do IV Encontro Nacional do MPC, acontecido em São Paulo, em 1982, faz parte do projeto de resgate da memória do movimento, e pode ser lido logo abaixo: Relatorio do IV Encontro Nacional – S. Paulo
Relatório do III Encontro Nacional do MPC, 1981
O Relatório do III Encontro Nacional do MPC, acontecido em São Paulo em 1981, integra o nosso projeto de resgate da memória do movimento e pode ser lido logo abaixo: Relatorio do III Encontro Nacional – S. Paulo
Jornal Rumos 201
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Jornal Rumos 199
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