Mega Processo no Vaticano. Era um sistema predatório e lucrativo podre. As acusações dos promotores contra a Camarilha
Mario Gerevini e Fabrizio Massaro – 05 Julho 2021 – Foto: Reprodução da Internet As roupas sujas são lavadas na Praça São Pedro diante de mais de um bilhão de católicos. Hoje com as acusações, amanhã com o julgamento e depois de amanhã com condenações ou absolvições, o Vaticano enfrenta de cara aberta um dos últimos escândalos. É a transparência tão almejada pelo Papa Francisco. Assim aparecem, na reconstrução dos magistrados vaticanos após dois anos de investigações, as acusações contra o cardeal Angelo Giovanni Becciu e a congregação de “sujeitos estranhos à estrutura eclesial – muitas vezes improváveis senão inadmissíveis – atores de um sistema predatório e lucrativo podre” favorecido por “cumplicidades e conivências internas”. Por anos, teriam usado e muitas vezes abusado do Óbolo de São Pedro, ou seja, das oferendas dos fiéis, a começar pelos investimentos imobiliários em Londres na Sloane Avenue. Segundo a denúncia, “emerge a exploração sistemática, por parte dos diversos funcionários da Secretaria de Estado, da posição assumida no mais importante aparato administrativo do Estado para proveito próprio”. A reportagem é de Mario Gerevini e Fabrizio Massaro, publicada por Corriere della Sera, 04-07-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.
Indiciamento histórico no Vaticano levanta mais perguntas do que respostas
John L. Allen Jr. – 05 Julho 2021 – Francisco e Becciú, o cardeal acusado No fim da última semana, circularam rumores na imprensa vaticana de que sexta-feira seria um “venerdi di fuoco”, ou seja, um dia de fogo. A sexta-feira chegou e passou sem faíscas, razão pela qual demos um suspiro de alívio. No entanto, acabou durando pouco, porque este sábado trouxe um incêndio que, dependendo do que acontecer em seguida, pode arder descontroladamente. O comentário é de John L. Allen Jr., publicado em Crux, 04-07-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.