A ironia dos trilhões gastos em armas incapazes de matar um vírus e de nos fazer felizes
Se não fosse trágico, porque cria dor e morte, seria até cômico que um vírus seja capaz de se vingar da suposta onipotência do ‘Homo sapiens’ JUAN ARIAS – 18 ABR 2020 Polícia do Iraque distribui alimentos para a população no último dia 13.AMEER AL MOHAMMEDAW/DPA / EUROPA PRESS São quase dois trilhões de dólares (10 trilhões de reais) o que as nações gastam a cada ano em armamento de guerra cada vez mais mortífero e sofisticado. Para que, se depois chega um vírus invisível contra o qual nem mesmo a bomba atômica adianta? Para que se esses arsenais não construirão um mundo mais feliz e mais justo?
Ai Weiwei: “O capitalismo chegou ao seu fim”
PANDEMIA DE CORONAVÍRUS Mais importante artista chinês, célebre dissidente do regime comunista, critica a gestão da China sobre a pandemia: “Se este desastre pôde se expandir, se deve em grande parte pela China ter escondido a verdade” ISOLDA MORILLO – 05 ABR 2020 Ai Weiwei, apresentando sua exibição na Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen no ano passado.FEDERICO GAMBARINI/GETTY IMAGES. Ai Weiwei é um dos dissidentes chineses que mais denunciou a falta de direitos humanos que impera no mundo, assim como o dano que a falta de liberdade de expressão causa na China. O artista vivo mais importante do país asiático lidera o ranking mundial de autores que atraem mais visitantes aos museus: no ano passado, 1,1 milhão de pessoas foi a uma de suas exposições itinerantes no Brasil, mais do que Van Gogh, Klimt e Munch.