Os limites de um pontificado (parte II)
(Esta é a parte II do ensaio. Para a parte I do ensaio, clique aqui .) Massimo Faggioli, 15/04/20 Papa Francisco no Vaticano, 13 de abril de 2020. (Foto: VATICAN MEDIA / HANDOUT / EPA / MAXPPP) Os defensores do Papa Francisco e seus esforços para reformar a Igreja Católica estão preocupados com o declínio do dinamismo de seu pontificado. Suas idéias espirituais muito importantes carecem de uma estrutura sistemática clara que possa ser colocada em uma estrutura teológica e em uma ordem institucional.
“A pandemia expôs ainda mais que a instituição eclesial segue ancorada em linguagens, ideias e imagens do passado”. Entrevista com José Arregi
Missa sem povo, transmitida pela TV em Curitiba: Banquete virtual, sem convidados? – Foto: DAQUI José Manuel Vidal – 17 Abril 2020 “Que ponha a defesa efetiva dos pobres de toda a Terra, como faz o papa Francisco, acima de todo dogma, rito e norma moral, assuma um paradigma cultural, político e teológico integralmente ecológico e feminista, e aceite radicalmente o princípio da laicidade tanto na ordem sociopolítica como espiritual”. Nas palavras do teólogo José Arregi, a Igreja tem pela frente, depois do coronavírus, esta árdua tarefa, se aspira a deixar de ser uma instituição cujo “deslocamento social e cultural” é “evidente”.Crítico do discurso “medieval de sempre”, Arregi reflete nesta entrevista sobre a urgência de reformar os códigos eclesiásticos e a teologia de fundo, provocando a aparição de uma Igreja que demonstre ser verdadeiramente samaritana. A entrevista é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 15-04-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.