O sonho da floresta amazônica e a insônia da floresta curial. Papa Francisco entre profecia e vigilância na “Querida Amazônia”
por Andrea Grillo Publicado em 12 de fevereiro de 2020 no blog: Come se non O texto da Exortação Apostólica “Querida Amazônia” (= QA), publicado hoje, 12 de fevereiro de 2020, é caracterizado por uma primeiro traço original. Ou seja, a sua “posição” em relação ao texto final do Sínodo extraordinário, ou seja Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral (= ANC). De fato, a decisão de promover diretamente o texto final do Sínodo, na sua articulação, como “documento de referência” – tal como se afirma explicitamente nos n. 2-3 de QA – cria uma espécie de referência explícita – quase uma conjugação – da Exortação em relação ao Sínodo na sua integralidade. De fato, a escolha firme de não citar nunca o texto final, mas de assumi-lo como autorizado na sua totalidade, é assim expressa: “Não pretendo substituí-lo, nem repeti-lo” (QA 2).
Papa não abre mão do celibato obrigatório, mas quer “ampliar horizontes” do catolicismo na Amazónia (análise)
António Marujo| 13 Fev 20 O Papa na missa de encerramento do Sínodo dos Bispos sobre a Amazónia. Foto: © Sutterstock/Ponto SJ O Papa não ouviu (para já?) os pedidos dos bispos reunidos no sínodo sobre a Amazónia, acerca da ordenação de homens casados, um rito litúrgico próprio e um ministério específico para as mulheres.