Dois papas é demais
Thomas J. Reese – 14 Janeiro 2020 Foto: Papa Francisco, à esquerda, abraça o Papa Emérito Bento XVI, na Basílica de S. Pedro, em 08 de Dezembro de 2015. (Foto: Osservatore Romano/Handout via AP) “Desde o anúncio de sua renúncia quase sete anos atrás, muitos especulam sobre o perigo de haver dois papas na Igreja Católica. Embora tecnicamente, uma vez renunciado, Bento tenha perdido sua autoridade papal, muitos o reverenciam e o honram como papa“. O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005, e autor de “O Vaticano por dentro” (Ed. Edusc, 1998), em artigo publicado por Religion News Service, 13-01-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
Bento XVI pede retirada do seu nome de livro que defende celibato clerical
Publicação em coautoria com o cardeal Robert Sarah havia gerado dúvidas sobre a relação entre os dois papas Daniel Verdú, 14/01/2020 Foto: DCM O rocambolesco caso protagonizado por Bento XVI e a publicação de um livro em que questionava a possível ordenação de homens casados, a poucas semanas de seu sucessor, o papa Francisco, tomar uma decisão sobre o assunto, teve uma nova reviravolta nesta terça-feira. O ex-pontífice, após o alvoroço midiático gerado, pediu que seu nome seja retirado como coautor do polêmico livro que ameaça seu relacionamento com Francisco e tornou a fazer dele a bandeira dos adversários do Papa numa guerra ideológica que já dura vários anos.
“Não sou co-autor do livro do cardeal Sarah”
KathPress – 14 Janeiro 2020 – Foto: Land Steirmark “O papa emérito Bento XVI não foi informado sobre a publicação do livro que aborda a questão do sacerdócio e do celibato”, informa Gänswein, secretário particular de Joseph Ratzinger. A informação é publicada pela agência católica austríaca KathPress, 14-01-2020.