A Funai instrumentalizada como sucursal do ruralismo no Brasil

Os ratos vigiando o queijo… DIRETORIA DO CIMI – 21/11/2019 – Foto: DCM Presidente da Funai afirma, durante audiência pública no MS, atender aos ruralistas em sua gestão e orientou fazendeiros, alerta nota do Conselho Missionário Indigenista – Cimi, publicada em seu portal, 20-11-2019. “Casos de invasão serão tratados como invasão. Não tenham receio! Levem ao conhecimento… os senhores, que estão na ponta, sabem o que ocorre. Nós que estamos em Brasília, às vezes não sabemos o que se passa aqui. Materializem, façam filmes, materializem, fotografem, levem ao presidente da Funai o que está acontecendo aqui”.

Por parte de pai, negros escravizados. Por parte de mãe, senhores escravistas

“…após a promulgação da Lei Áurea, em 1888, o então ministro da Fazenda Rui Barbosa, o “Príncipe dos juristas do Brasil”, ordenou a queima de documentos relativos à posse de escravos. O efeito colateral foi apagar boa parte dos dados disponíveis sobre pessoas escravizadas no Brasil”: assassinato da História dos africanos no Brasil. Gil Alessi – São Paulo 19 Nov 2019 Foto: Daniel Fermino da Silva com a imagem da sua árvore genealógica na tela do celular / R.CHICARELLIOs ancestrais de Daniel Fermino da Silva, 40, seguravam a chibata e também apanhavam no tronco. Traficavam escravos e também faziam a tenebrosa viagem da África para o Brasil nos porões dos tumbeiros, os navios negreiros. Daniel Fermino da Silva foi atrás da sua árvore genealógica e se deparou com os dois lados da herança escravocrata brasileira. Sua pesquisa é uma exceção, pois documentos relativos à posse de escravos foram queimados após a Lei Áurea