Cem mil sacerdotes (seis mil na Espanha) secularizaram-se depois do Vaticano II
A ‘via crucis’ dos padres que deixam a batina no século XXI David Noriega – 13/08/2019 | Foto: O Papa Francisco visitou vários padres casados em Roma / VaticanNews Tradução: Orlando Almeida Os sacerdotes têm de responder a perguntas sobre “toda a sua vida. Se estavam enamorados. Se cumpriram o voto de castidade. Coisas de confessionário”, diz um padre secularizado. Ao receberem a dispensa, são proibidos de ensinar religião e de ajudar na Missa e são aconselhados a “ficar longe dos lugares onde o seu estado anterior é conhecido”. O tempo depende de cada caso: podem ser meses ou anos. “Não é um direito que pode ser invocado”, dizem especialistas em direito canônico.
Porquê um tão longo silêncio (III) – Romper o silêncio, quebrar os silêncios
… CONTINUAÇÃO (III) Ignace Berten, OP | 14 Ago 19 Na Foto: Multidão de católicos à espera do resultado do conclave, em 2005: Francisco pede “a participação ativa de todos os elementos do povo de Deus”, escreve Ignace Berten. Foto © Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Não há na Igreja contemporânea apenas o silêncio dos responsáveis sobre aos crimes sexuais praticados, há também o silêncio imposto aos teólogos e indiretamente aos fiéis sobre as questões doutrinais. Existe uma ligação clara entre o clericalismo e os ministérios e é urgente lançar sobre ambos um debate teológico verdadeiramente livre. (A publicação deste ensaio fica completa com esta terceira parte, depois da primeira sobre a estratégia do silêncio e a segunda acerca do clericalismo e abuso de poder.)