De um humilde galinheiro nasceu um “império do amor”

Em  conversa com a sobrinha de Dulce Lopes Pontes, a freira brasileira que será canonizada no dia 13 de outubro.   Francesco M. Valiante – L’Osservatore Romano, 17/07/2019 Será a primeira mulher nascida no Brasil a ser canonizada. Mas a sua fama precedeu de muito o reconhecimento oficial da Igreja, se considerarmos que até mesmo o grande escritor Jorge Amado, ligado a ela por uma particular veneração, já em vida a chamava de “santa Dulce da Bahia”. Para todos foi a “mãe dos pobres” do país. E de fato, mesmo nas suas feições miúdas e  mirradas, a Irmã Dulce Lopes Pontes , no século Maria Rita – a Missionária da Imaculada Conceição da Mãe de Deus que o Papa Francisco proclamará santa em 13 de outubro – lembrava  a figura de Teresa de Calcutá, com a qual tinha em comum a dedicação total aos necessitados e aos sofredores. Conheceram-se em 1979, na favela dos Alagados, onde as freiras dos  sáris brancos e azuis tinham aberto uma casa.

Da luta contra o Foro de SP ao voto com islâmicos sobre mulheres, o novo Brasil de Ernesto Araújo

  Ricardo Senra – Da BBC News Brasil em Londres 17/07/2019 –  Direito de imagem ARTHUR MAX/MRE – Image captionEduardo Bolsonaro e Ernesto Araújo no gabinete do chanceler no Palácio do Itamaraty, em Brasília Na noite da última quinta-feira (11), horas depois de o presidente Jair Bolsonaro surpreender até os assessores mais próximos ao anunciar o filho Eduardo como seu preferido para a embaixada brasileira em Washington, diplomatas foram avisados sobre uma reunião marcada por “motivos de força maior” para a primeira hora da sexta-feira, no gabinete principal do Palácio do Itamaraty.

A Amazônia é nossa? A li­ção do Tião Sal­ga­do

Cristovam Buarque – 17 de Julho de 2019 – Foto: Portal Neo-mondo O evento, patrocinado pelo Global World Forum, de São Francisco, na Califórnia, reunia centenas de pessoas em diversas salas no Hotel Hilton, em Manhattan. Na sala onde eu faria minha participação, muitos jovens alguns sentados no chão, em frente à mesa. Antes que eu começasse a falar, um deles levantou e perguntou o que eu achava da ideia de internacionalizar a Amazônia, e acrescentou: “Não quero sua resposta como brasileiro. Quero que responda como humanista”.