A economia tornou-se uma religião. Artigo de Jean-Claude Guillebaud

Jean-Claude Guillebaud – 30 Maio 2019 Imagem: Bira Dantas / Jornalista Livres “Não é difícil identificar a conotação sacrificial que está por trás das palavras que moemos de manhã à noite. A palavra ‘dívida’, por exemplo, sugere uma ideia de culpa e até de pecado”, escreve Jean-Claude Guillebaud, jornalista, escritor e ensaísta francês, em artigo publicado por La Vie, 27-05-2019. A tradução é de André Langer. “Esta retórica é ainda mais claramente religiosa quando examinamos as promessas do discurso dominante. Penso no famoso ‘crescimento’, que sabemos que não voltará tão cedo, mas cuja vinda nós anunciamos, dia após dia, como São Paulo evocava a parusia”, acrescenta. Em nossa sociedade, assim, a “economia tende a tornar-se uma religião”, uma “religião profana”.