Páscoa: festa da alegria, do triunfo da mensagem de Jesus sobre o destino humano.
Diante do atual cenário, o teólogo Leonardo Boff não hesita em afirmar que “a alma da humanidade e particularmente a alma dos brasileiros está doente”. Para ele, tal doença se dá porque “perdemos o sentido profundo das coisas”. Essa perda de sentido está diretamente associada ao “excesso de materialismo, de vontade desenfreada de acumular mais e mais e, em consequência de consumir mais e mais, ao lado de milhões e milhões de famintos e sedentos, embotaram nosso espírito e tornaram anêmica nossa alma”. Alia-se a isso uma onda fundamentalista que entorpece pessoas que são incapazes de ver o outro e chegam a usar o nome de Deus para suprimir direitos básicos. “O fundamentalismo não é uma doutrina, mas uma forma de interpretar e viver a doutrina. É a atitude daquele que confere caráter absoluto ao seu ponto de vista”, define Boff.
Ngugi wa Thiong’o: “Eu quero competir com Cervantes”
O escritor queniano Ngugi wa Thiong’o, candidato eterno ao Prêmio Nobel e lenda viva das letras africanas, põe tão alto o nível de sua literatura que diz querer “competir” com gênios como Miguel de Cervantes. Esses pensamentos — e muitos mais — são revelados por um animado e loquaz Thiong’o durante uma entrevista em Karen, o frondoso bairro de Nairóbi assim batizado em memória da romancista dinamarquesa Karen Blixen, que administrou ali uma fazenda de café e imortalizou suas experiências no Quênia no conhecido livro de memórias A Fazenda Africana (Out of Africa).