CRISTO VIVE!
Em várias ocasiões o Papa Francisco provocou as multidões a cantarem uma canção que corre o mundo, com poucas palavras e conteúdo profundo e definitivo: “Vive Jesus o Senhor, vive Jesus o Senhor! Ele vive, vive, vive, vive, vive Jesus o Senhor”. Recentemente publicou a Exortação Apostólica Pós-Sinodal chamada “Christus vivit”, com esta proclamação fundamental, que ressoa para todos nós, nesta Páscoa. De fato, assim diz o Apóstolo: “Se com tua boca confessares que Jesus é Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rm 10,9). Nossa fé se renova nestes dias, conduzindo-nos ao coração da vida cristã, que se atualiza na Páscoa. Este é o nosso desejo, estes são nossos votos pascais.
Contemplar para compreender, entender a si mesmo para fazer o bem
O mal não existe tão somente em suas formas escancaradas. É, também, sutil e ardiloso, tem seu feitio banal e quase invisível. O pensamento e a tentativa de compreensão de nosso espaço no mundo requer, como sugere Miroslav Milovic, recuperando os gregos antigos, a contemplação. “(…) Como pensa Sócrates, para agir precisamos saber o que é o mundo, o logos dele. Precisamos entender o que é a própria natureza para poder nos entender. Por isso este olhar teórico, a vida contemplativa tem a primazia para os gregos”, explica o professor, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. “É o caminho para conhecer o Bem. Simvalein é o verbo grego que ilumina este caminho do essencial. Sair deste caminho, indo para o particular, significa se aproximar do Mal. Diavalein é o verbo que aparece por aqui. E é a origem da palavra diabo, da metáfora do Mal”, complementa.
Francisco e a sombra de Ratzinger, a coexistência que pesa sobre o Vaticano
Há seis anos, a renúncia do pontífice alemão ao Trono de Pedro levou à eleição de Bergoglio: um caso único na Igreja. As “notas” de Bento XVI sobre a pedofilia abrem a questão “constitucional” e provocam acusações contra o seu entourage
A grande beleza do Universo em expansão e a Teoria da Relatividade de Einstein.
O físico e o artista trilham caminhos diferentes, mas rumam para o mesmo lado: a grande beleza. No fundo, parece ser o belo que nos leva a construir uma ética que possa ser compatível com o nosso espaço-tempo. Pensar os fenômenos da física é pensar o ser humano. “Acho que os ensinamentos mais importantes da física são (1) que não devemos acreditar muito na intuição direta: devemos estar prontos para mudar a mente, e (2) não devemos acreditar no que as gerações anteriores pensavam: elas sabiam muito pouco, menos ainda do que nós”, sustenta o professor e pesquisador Carlo Rovelli, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.