O trauma e a nostalgia: continuidade entre prefeito, papa e emérito

Deve ser atribuído um valor considerável a este texto de J. Ratzinger, que intervém – do silêncio interrompido do seu retiro –  sobre o tema dos abusos.  Um tema que, com a sua atualidade, estimulou expressamente o Bispo emérito de Roma a tomar a palavra. Eu disse “texto considerável”, porque permite apreciar, de uma forma totalmente convincente, a grande continuidade entre o pensamento do atual “emérito”, o do Papa Bento XVI, mas também o do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Gesto surpreendente e comovente com sabor evangélico

Depois de ter pedido “como irmão” aos líderes do Sudão do Sul o esforço de “permanecerem na paz”, o Santo Padre, com visível sofrimento, quis ajoelhar-se ante eles para lhes beijar os pés. Prostrou-se então diante do presidente da República do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, e dos vice-presidentes designados presentes, entre eles, Riek Machar e Rebecca Nyandeng de Mabio. E este gesto do Servo dos Servos de Deus foi a marca – surpreendente e comovente de profundo sabor evangélico – de encerramento do retiro espiritual de cariz ecuménico e diplomático pela paz no Sudão do Sul, que o Sumo Pontífice acolheu na sua casa.