“A água só não lava a língua dessa gente…”
Gerôncio Rocha – 03/04/2019 Períodos de chuvas são pródigos em propostas demagogas – e caríssimas – para acabar com as inundações. Há alternativas muito mais eficazes, simples e baratas. Talvez por isso sejam rejeitadas… A ocorrência de inundações cada vez mais severas nas metrópoles — sem que a intensidade e a duração dos índices pluviométricos históricos sejam notavelmente ultrapassados — põe em evidência o modelo de crescimento urbano dos últimos trinta anos, que acentua a disputa por espaço entre a cidade e as águas. Tornou-se um desafio e um pesadelo das administrações municipais.
O retorno da indústria da loucura
Por: Ricardo Machado | Edição: Patricia Fachin – 03/04/2019 A nota técnica Nº 11/2019 divulgada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano, sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas, “traz em essência o ‘especialismo’ da psiquiatria como estruturante” para o tratamento de pacientes acometidos por doenças mentais e dependentes químicos, avalia a psicóloga Maria de Fátima Bueno Fischer. Na avaliação da psicóloga, o uso de práticas que são questionadas pelo movimento da luta antimanicomial há mais de 40 anos no país demonstra um “retorno da ‘indústria da loucura’, ou seja, segmentos que voltam a lucrar com o sofrimento psíquico omitem os verdadeiros interesses econômicos e políticos de tal documento”, afirma.
O direito à cidade consiste no direito de usufruto pleno da vida urbana.
Wagner Fernandes de Azevedo e João Vitor Santos, 02/04/2019 O design pode ser tanto uma ferramenta política quanto uma ferramenta para a política. Segundo a professora Barbara Szaniecki, o design é político porque “lida continuamente com controvérsias e conflitos seja onde for, na esfera artística ou ainda num projeto educacional”. Deste modo, Szaniecki afirma que o trabalho do profissional na gestão política para “transformar a representação vertical por meio de articulações horizontais segue sendo um desafio para o designer em sua relação com o poder público”.