Por que a Igreja oficial reluta a discutir a sexualidade e a lei do celibato

Leonardo Boff – 13/03/2019 – Foto: Carta Maior / Daqui: Por que a Igreja romano-católica não abole a lei do celibato? Porque seria contraditório à sua estrutura de base. Ela é, socialmente, (teologicamente demandaria outro tipo de reflexão) uma instituição total, autoritária, patriarcal, machista e fortemente hierarquizada. Uma Igreja que se estrutura ao redor do poder sagrado realiza o que C. G. Jung denunciava: “onde predomina o poder aí não há amor nem ternura”. É o que ocorre com o machismo e a rigidez, não em todos, mas em significativa parte dos padres e bispos que presidem as comunidades cristãs.

Francisco, seis anos depois: que há de bom, de mau e de misericordioso. Artigo de Thomas Reese

Thomas J. Reese – 14/03/20169 – Foto: América Latina en movimiento “Para Francisco, a Igreja não é um clube de campo para os bons e os belos. Pelo contrário, é uma ‘Igreja pobre para os pobres’, um ‘hospital de campanha’ para os feridos. É por isso que ele enfatiza a compaixão e a misericórdia.” O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005, e autor de “O Vaticano por dentro” (Ed. Edusc, 1998), em artigo publicado por Religion News Service, 13-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.