‘Se eu publicasse as minhas gravações, o vaticano explodia’
Cardeais homossexuais praticantes, padres que pagam para ter sexo com rapazes e até um teólogo que adotou um prostituto e o tratou como a um filho. No Armário do Vaticano (ed. Sextante) descreve de forma perturbadora o que se passa no seio da Igreja e como o Papa está a tentar mudar o sistema. José Cabrita Saraiva – 4 de março 2019 . Foto: No Armário do Vaticano (ed. Sextante) descreve de forma perturbadora o que se passa no seio da Igreja e como o Papa está a tentar mudar o sistema. / Jornal SOL – Sapo Graças à sua rede de contactos na comunidade gay, Frédéric Martel teve acesso à vida íntima de padres, bispos e cardeais no Vaticano. O resultado da sua investigação de quatro anos é um livro explosivo sobre a predominância das tendências homossexuais entre os prelados e a guerra que o combate à hipocrisia promovido pelo Papa Francisco desencadeou na Santa Sé. O autor sabe que vai chocar: “E digo a católicos: ‘Talvez não gostem do meu livro. Talvez não o queiram ler. Talvez achem que eu sou um mentiroso. Mas [se tudo se mantiver como está] nos próximos 50 anos vão continuar a ouvir esta história, todos os anos terão bispos acusados de abusos sexuais. Vai ser muito doloroso para vocês’. A nosso ver, pequenas imperfeições na sua leitura bíblica, não lhe tiram o mérito da grande pesquisa.
Guaidó voltou a Caracas sem problemas
A oposição criou o drama, mas o governo absteve-se de qualquer ação contra o autoproclamado presidente António Rodrigues Internacional 4 de março 2019 Foto: Volta de Guaidó a Caracas / RONALDO SCHEMIDT / AFP Juan Guaidó regressou à Venezuela e não foi preso. A oposição tinha alertado para a possibilidade de as autoridades deterem o autoproclamado presidente interino quando voltasse ao país, depois de ter violado a ordem do Tribunal Supremo de se ausentar. Quem afinal estava à espera de Guaidó era uma multidão de apoiantes e vários embaixadores acreditados em Caracas. “Entrámos na Venezuela como cidadãos livres, que ninguém diga o contrário”, disse à chegada, aos jornalistas, o presidente interino reconhecido por mais de 50 países. Minutos mais tarde, na Praça de Las Mercedes, em Caracas, falando à multidão, sublinhou: “Estamos muito mais fortes do que nunca.”
Depois dos EUA, Rússia suspende Tratado de Forças Nucleares crucial
Redação com agências – 04 mar, 2019 Fim iminente do acordo não escapou a escárnio no carnaval em Düsseldorf, Alemanha. Foto: Wolfgang Rattay/Reuters Acordo está em vigor desde 1987 para controlar armamento produzido por russos e norte-americanos. Passo surge em resposta a Donald Trump, que decidiu retirar os EUA do acordo no final do ano passado. Assinado em 1987 entre o então Presidente norte-americano Ronald Reagan e o seu homólogo russo, Mikhail Gorbachev, o INF representou um marco na relação entre as duas potências mundiais durante a Guerra Fria. O tratado estabelece limites ao alcance dos mísseis balísticos e de cruzeiro produzidos pelos dois países (entre os 500 e os cinco mil quilómetros); os mísseis lançados do mar não estão abrangidos por esse limite.